Olha, essa habilidade da BNCC, a EF12LP16, na prática é basicamente ajudar os meninos a entenderem como os anúncios e as campanhas publicitárias são montados. Isso envolve eles conseguirem identificar e reproduzir aquilo que está nos textos de uma forma que faça sentido. Não é só ler o texto, mas é perceber como ele tá sendo apresentado. Tipo assim, eles têm que conseguir ver que num anúncio publicitário tem toda uma estrutura, tem imagem, tem uma frase de impacto, tem cores vibrantes... A galera do primeiro ano já vem com uma noção básica de o que é texto, o que é imagem, mas agora a gente precisa juntar essas coisas e mostrar que elas têm um propósito quando aparecem juntas.
Por exemplo, quando eles olham pra um anúncio de um brinquedo num folheto ou na TV, eles têm que entender que a imagem do brinquedo tá lá pra chamar atenção e a frase, geralmente bem chamativa também, tá lá pra convencer a querer comprar ou pedir pros pais. No ano anterior, eles estavam mais focados em reconhecer as letras e formar palavras, então agora a gente amplia isso pra reconhecer esse tipo de comunicação mais complexa.
A primeira atividade que eu faço é trazer uns anúncios impressos pra sala. Eu pego coisas simples assim, tipo folhetos de supermercado ou aqueles encartes de brinquedos. Não precisa ser nada complicado. Organizo a turma em grupos pequenos, geralmente quatro ou cinco alunos pra eles poderem trocar ideia. Dou uma meia hora pra essa atividade porque nesse tempo eles observam e discutem entre si o que estão vendo. Na última vez que fiz isso, o Lucas ficou impressionado como todos os brinquedos pareciam tão legais nos anúncios. Ele comentou algo como "olha como esse brinquedo parece enorme na foto", daí aproveitei pra explicar sobre como as imagens são usadas pra impressionar.
Outra atividade que funciona bem é fazer eles criarem o próprio anúncio. Aqui eu uso papel A4 e lápis de cor. Divido os alunos em duplas e dou cerca de 45 minutos pra isso. Dessa forma, eles têm tempo para planejar e desenhar. É legal ver a criatividade deles rolando solta! Na última vez a Ana e o Pedro fizeram um anúncio de um "super lápis mágico", com direito a um desenho do lápis com uma capa de super-herói! Foi hilário! Eles usaram as cores vibrantes e escreveram uma frase tipo "Desenhe seus sonhos!" E quando apresentaram pros colegas, todos aplaudiram.
A terceira atividade é usar material digital. Se tiver acesso aos computadores da escola ou tablets, dá pra mostrar alguns vídeos de campanhas publicitárias infantis do YouTube. Eu escolho vídeos curtos pra não perder a atenção deles. Depois de cada vídeo, a gente faz uma roda de conversa, onde cada um pode falar sobre o que mais chamou atenção: se foi a música, a personagem falando ou as imagens coloridas. Isso leva uns 20 minutos por vídeo com discussão inclusa. Na última sessão dessas, o João falou que gostou mais da música do anúncio do que do produto em si! Aí aproveitei pra mostrar como a música também é parte importante da propaganda.
Geralmente os alunos reagem muito bem a essas atividades porque são dinâmicas e fogem do tradicional quadro e giz (ou lousa digital nos tempos modernos). Eles gostam dessa coisa visual e de poder colocar a mão na massa. O desafio maior é manter o foco deles nos detalhes específicos que precisamos trabalhar, porque muitas vezes se empolgam demais com os desenhos ou querem discutir só sobre o produto em si sem pensar na estrutura do anúncio.
O legal é ver como no fim das contas eles começam a perceber esses detalhes quando estão assistindo TV ou vendo algo no mercado com os pais. Alguns pais até comentaram comigo que viram os filhos falando coisas tipo "olha mãe, esse anúncio usa muita cor porque quer chamar nossa atenção" ou "o texto desse aqui tá dizendo que o produto é o melhor". Isso mostra que eles estão levando essa habilidade para além da sala de aula e isso é muito gratificante!
Então é isso... trabalhar essa habilidade é dar aquela afinada na percepção dos meninos sobre como textos e imagens trabalham juntos na publicidade infantil. E tudo isso vai preparando terreno para quando forem mais velhos entenderem ainda melhor como essas coisas funcionam no mundo dos adultos também. É isso aí pessoal! Até mais!
Então, gente, eu vou contar pra vocês como eu vejo que a galera tá aprendendo essa habilidade sem precisar aplicar prova formal. No dia a dia, é muito mais sobre observar as interações e as trocas entre eles. Quando eu circulo pela sala, fico de olho em como os meninos interagem com os materiais que têm a ver com a aula. Tipo, quando eles pegam aquelas revistas que a gente usa pra analisar anúncios, eu percebo muito através dos comentários que eles fazem entre si.
Uma vez, tava passando perto do Lucas e da Júlia, e eles tavam numa conversa super animada sobre um anúncio de brinquedo. O Lucas comentou: "Olha só, Júlia, esse brinquedo aqui tem essas cores brilhantes pra chamar atenção, né? E a frase tá bem grandona". Na hora, pensei: "Pô, tá captando a ideia". Quando eles começam a explicar pros colegas é um sinal ótimo de que entenderam. Outro dia o Pedro foi mostrar pro Mateus um anúncio e disse: "Aqui ó, Mateus, essa parte chama 'chamada' porque tá chamando sua atenção primeiro".
É na troca entre eles que muitas vezes percebo o aprendizado. Tem também quando a gente faz aquele exercício em grupo pra criar um anúncio. Enquanto um tá desenhando, outro tá bolando uma frase de impacto. E quando algum deles vira e fala "Ah, não ficou legal porque precisa chamar mais atenção", já sei que ele tá sacando como o troço funciona.
Agora, quanto aos erros mais comuns, gente, olha só... É normal que alguns meninos ainda misturem as coisas. A Ana Clara, por exemplo, às vezes confunde o título com a chamada principal. Teve uma vez que ela fez um cartaz e colocou a frase de impacto lá embaixo no cantinho. Quando eu perguntei o motivo, ela disse: "Ah, achei que era legal destacar essa frase aqui".
Aí expliquei que geralmente a chamada tem que estar num lugar bem visível porque é ela que vai pegar quem passa o olho rápido pelo anúncio. Às vezes esses erros acontecem porque ainda estão pegando o jeito de ver o todo do anúncio como uma coisa só – imagem e texto trabalhando juntos. O que faço quando pego esse erro na hora é parar tudo e fazer aquele bate-papo coletivo pra gente lembrar da estrutura e propósito de cada parte do anúncio.
Agora com o Matheus, que tem TDAH, eu preciso adaptar um pouco as atividades pra ele ficar focado. O que funciona muito bem é dividir as tarefas em partes menores e dar intervalos mais frequentes. Por exemplo, se a atividade é criar um cartaz publicitário, primeiro ele pensa só na imagem enquanto os outros fazem tudo junto. Depois de um intervalo rapidinho pra ele dar uma relaxada, aí ele vai pra próxima etapa com a frase de impacto.
Outra coisa legal é usar recursos visuais e tecnológicos. Coloco ele na frente do computador pra criar no Canva – ele adora mexer nas cores e fontes ali. Já com a Clara que tem TEA, as adaptações são outras. Procuro dar instruções bem claras e sempre uso exemplos visuais concretos. Pra ela é muito importante ter um roteiro da atividade passo a passo.
Teve uma vez que tentei fazer uma atividade mais livre pra estimular a criatividade dela, mas não funcionou tão bem porque ela ficou meio perdida sem saber por onde começar. Aí aprendi que o melhor mesmo é dar essas instruções bem detalhadas.
Pra ambos, também uso bastante reforço positivo. Quando vejo que o Matheus conseguiu completar uma etapa sem se distrair ou que a Clara entendeu direitinho como montar o layout básico de um anúncio, faço questão de elogiar na hora. Essas pequenas vitórias ajudam muito na confiança deles.
Bom, gente, acho que era isso que eu queria compartilhar com vocês hoje sobre como rola essa percepção do aprendizado sem provas formais lá na sala e os erros mais comuns da galerinha. Também dividi como tenho lidado com o Matheus e a Clara nas atividades.
Espero que essas ideias possam ajudar algum de vocês aí no dia a dia com os alunos também! Se tiverem experiências parecidas ou outras dicas pra compartilhar sobre esses desafios das salas inclusivas ou sobre a habilidade EF12LP16 mesmo, tô por aqui! Até mais!