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EF15LP19Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Recontar oralmente, com e sem apoio de imagem, textos literários lidos pelo professor.

OralidadeContagem de histórias
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF15LP19 com os meninos do 1º Ano é uma coisa que eu gosto muito de fazer. Basicamente, o que a gente tá tentando fazer aqui é ajudar os pequenos a recontar histórias que ouviram. Eles precisam pegar um texto literário que eu li pra eles e conseguir contar de novo com as próprias palavras. E isso tanto com imagem na frente quanto sem apoio nenhum. É como se a gente estivesse dando pra eles as ferramentas pra entender uma história e depois compartilhar isso com alguém. E é incrível porque, quando conseguem, isso mostra não só que entenderam a história, mas também que têm ali um olhar próprio sobre ela.

Agora, se a gente pensa o que eles já trazem da série anterior, a gente vê que os meninos já estão acostumados a ouvir histórias e conversar sobre elas. A diferença aqui é que agora eles têm que dar um passo a mais e serem eles quem contam a história de novo. Isso envolve memória, entendimento das sequências dos eventos e até mesmo criatividade pra colocar um toque pessoal. A habilidade vai se transformar em algo muito útil mais lá na frente, porque fortalece desde cedo essa questão de comunicação e expressão oral.

Uma das atividades que gosto de fazer é o "Reconto com Desenho". Basicamente, eu leio pra turma uma história curta, geralmente algo que caiba bem numa roda de leitura ali em uns 10 minutos. Depois disso, dou papel e lápis pra cada um e peço pra desenharem uma cena da história que acharam mais interessante ou engraçada. Dou uns 15 minutinhos pra isso. Aí vem a parte mais legal: cada um vem à frente e conta o que desenhou e porque escolheu aquela cena específica. Lembro da última vez que fizemos isso, foi com "A Galinha Ruiva". A Maria não só desenhou o momento em que a galinha tá plantando o trigo como também explicou pra turma toda sobre a importância de ajudar os outros. Foi lindo ver como ela entendeu bem a mensagem da história e ainda fez um link com uma experiência pessoal dela.

Outra atividade bacana é o "Teatro de Fantoches". Eu faço os fantoches com coisas simples: sacos de papel, canetinha e retalhos de tecido. Aí divido a turma em grupos de 4 ou 5 alunos. Cada grupo tem uns 20 minutinhos pra ensaiar uma cena específica da história que eu li. Dessa forma, eles têm o fantochinho ali pra ajudar na hora de contar, mas precisam trabalhar o diálogo entre os personagens. Na última vez fizemos isso com "Os Três Porquinhos". O João, todo animado, quis ser o lobo mau e caprichou tanto na voz grossa que a turma caiu na risada. O legal é ver como eles ficam envolvidos e como essa atividade ajuda na expressividade oral deles.

E tem também uma brincadeira chamada "História Corrente". Eu começo contando a primeira parte da história e aí vou passando de aluno em aluno pra continuarem contando o que acham que vem depois. É tipo um telefone sem fio, mas com histórias. Isso dura uns 15 minutos no total porque são histórias curtas e cada aluno contribui com uma pequena parte. Mas é impressionante como isso faz eles pensarem no desenvolvimento da narrativa. Da última vez fizemos isso com uma versão simplificada do "Sítio do Pica-Pau Amarelo" e foi interessante ver como o Pedro adicionou elementos bem criativos na vez dele, inventando que o Visconde tinha se perdido no espaço!

No geral, essas atividades não precisam de muito material elaborado ou caro, mas exigem aquele olhar atento nosso pro jeito como os meninos estão lidando com a narrativa, se tão conseguindo recontar direitinho ou onde precisam mais ajuda. E claro, sempre tem muita risada, muita participação e às vezes até algumas timidezes quebradas quando percebem que aquilo é um espaço seguro pra expressarem suas ideias.

Bom, essas são algumas das formas que encontrei pra trabalhar essa habilidade tão importante com os pequenos do 1º Ano. Acho fundamental ir além do papel escrito e trazer esse lado vivo das histórias através da oralidade. E sempre fico impressionado com o quanto eles têm pra nos ensinar também nessas trocas todas!

Então, continuando sobre a habilidade EF15LP19, vou te contar como dá pra perceber que um aluno realmente aprendeu sem ter que aplicar uma prova formal. Pra mim, a sala de aula é meio como um grande laboratório. Você circula, observa, ouve e tá sempre com o radar ligado. Aí tem aqueles momentos mágicos quando você vê um aluno explicando a história pro coleguinha do lado. Tipo assim, eu tava andando pela sala e ouvi a Júlia contando pro Pedro sobre a história do "Sítio do Picapau Amarelo" que lemos juntos. Ela tava toda empolgada dizendo como a Emília tinha resolvido o problema lá com a Cuca, e o Pedro tava de olho arregalado acompanhando. Aí eu pensei: "Ah, essa entendeu!"

Outra coisa que me faz perceber que os meninos entenderam é quando eles começam a usar as expressões da história nas conversas entre eles. Tipo, o Joãozinho chega no recreio e fala pro Caio: "Você tá igual o Visconde de Sabugosa agora, só pensando!" Essas pequenas coisinhas mostram que eles absorveram e tão internalizando a história. Isso é muito mais valioso do que uma questão de prova.

Agora, sobre os erros mais comuns... Olha, tem uns que são bem típicos. Por exemplo, quando o Lucas vai recontar uma história, ele sempre começa bem mas depois se perde no meio do caminho. Um dia ele tava contando "Os Três Porquinhos" e começou dizendo como cada porquinho construiu sua casa. Mas aí ele misturou tudo e disse que o lobo soprou e derrubou a casa de tijolos primeiro! Isso acontece porque os pequenos muitas vezes têm dificuldade em lembrar a sequência dos eventos. Pra ajudar nisso, gosto de usar cartões com imagens da história fora de ordem e deixo eles organizarem na sequência certa antes de recontar. Outro erro comum é quando querem colocar detalhes demais e acabam se perdendo na explicação. A Maria Luísa fez isso quando contou "Chapeuzinho Vermelho". Ela começou a falar das flores no caminho até a casa da vovó e esqueceu de mencionar o lobo! Nesse caso, oriento eles a focar nos eventos principais primeiro.

Falando agora do Matheus com TDAH e da Clara com TEA... O Matheus é uma criança cheia de energia e às vezes tem dificuldade em se concentrar por muito tempo numa só atividade. Então, eu procuro fazer pausas frequentes durante nossas leituras e atividades, além de permitir que ele mexa em alguma coisa com as mãos enquanto escuta, tipo uma bolinha anti-stress. Isso ajuda ele a manter o foco sem ficar tão agitado. Outra coisa que faço é dar pra ele tarefas curtas e bem direcionadas e usar um cronômetro visual pra ele saber quanto tempo ainda tem em cada atividade.

Com a Clara, que tem TEA, é importante ter rotina clara e previsível. Ela gosta de saber exatamente o que vai acontecer em cada momento do dia. Então, uso um quadro visual com as atividades diárias pra ela acompanhar. Nas atividades de recontar histórias, dou mais apoio visual pra ela do que pros outros alunos. Gosto de usar fantoches ou bonecos pra representar os personagens enquanto ela vai contando a história. Isso ajuda muito porque ela se expressa melhor com imagens e objetos concretos do que só com palavras.

Agora, já testei coisas que não funcionaram também. Tentei uma vez fazer uma dramatização livre da história com toda a turma sem roteiro pré-definido e foi um caos! O Matheus ficou super agitado correndo pelo espaço e a Clara ficou confusa sem saber como continuar sem instruções claras. Aprendi daí que precisa de uma estrutura bem definida pras atividades darem certo.

Bom, é isso pessoal! É sempre um desafio, mas também um aprendizado constante trabalhar essas habilidades com os pequenos, ainda mais quando temos alunos tão diferentes entre si na mesma turma. Espero que essas dicas ajudem vocês por aí também! Continuamos trocando ideias no próximo post. Abraço!

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