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EM13LP07Língua Portuguesa · 2º EM Ano · Ensino Médio

Analisar, em textos de diferentes gêneros, marcas que expressam a posição do enunciador frente àquilo que é dito: uso de diferentes modalidades (epistêmica, deôntica e apreciativa) e de diferentes recursos gramaticais que operam como modalizadores (verbos modais, tempos e modos verbais, expressões modais, adjetivos, locuções ou orações adjetivas, advérbios, locuções ou orações adverbiais, entonação etc.), uso de estratégias de impessoalização (uso de terceira pessoa e de voz passiva etc.), com vistas ao incremento da compreensão e da criticidade e ao manejo adequado desses elementos nos textos produzidos, considerando os contextos de produção.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EM13LP07 da BNCC é um baita desafio, mas também é bem interessante de trabalhar. Basicamente, o que ela quer é que os alunos sejam capazes de perceber quem tá falando no texto e como essa pessoa se posiciona em relação ao que tá dizendo. Aí entram aqueles detalhes chatinhos que a gente estudava lá na faculdade, tipo verbos modais, tempos e modos verbais, expressões modais, adjetivos, orações adjetivas, advérbios, tudo isso. Mas o que importa mesmo é fazer o aluno entender que essas ferramentas ajudam a mostrar se o autor do texto tá mais confiante, duvidoso, dando uma ordem ou só expressando uma opinião.

Agora, falando do que os meninos precisam conseguir fazer: eles têm que ser capazes de pegar textos de diferentes gêneros, como uma notícia de jornal ou um poema, e perceber essas marcas de posição do autor. Por exemplo, numa notícia você pode ter um tom mais impessoal, enquanto num artigo de opinião vai ficar claro o ponto de vista do autor. E a turma já traz um certo conhecimento disso lá do ensino fundamental. Eles entendem quando um texto é mais opinativo ou mais informativo, mas agora é dar um passo adiante e identificar as estratégias gramaticais usadas pelos autores.

Na minha sala, eu faço algumas atividades pra ajudar a galera a sacar isso. Uma das que eu adoro é trabalhar com manchetes de jornais. Eu trago algumas impressas e coloco os alunos em grupos de quatro ou cinco. Cada grupo recebe um conjunto de manchetes e eles têm que analisar qual é a posição do enunciador ali. A ideia é que eles percebam se tem algum tipo de modalização. Essa atividade toda leva uma aula normal, tipo 50 minutos.

Uma vez fizemos isso, e o João e a Mariana perceberam que duas manchetes sobre o mesmo assunto tinham tons completamente diferentes. Uma tava super neutra e a outra era toda opinativa. Aí a turma começou a discutir como as palavras escolhidas influenciavam nossa interpretação dos fatos. Foi muito bacana ver como eles conseguiram perceber essas diferenças.

Outra atividade que funciona bem é usar trechos de crônicas ou artigos de opinião. Eu seleciono textos curtos e distribuo pra turma, dessa vez individualmente. Cada aluno lê seu texto e marca palavras ou expressões que indicam a posição do autor. Depois discutimos em grupo as escolhas de cada um, tentando entender por que aquele autor escreveu daquele jeito.

Na última vez que fizemos isso, o Pedro escolheu um artigo onde o autor usava muitos verbos no modo subjuntivo pra mostrar incerteza sobre um tema polêmico. A Ana Paula pegou uma crônica onde o tom era todo apreciativo porque o autor tava descrevendo uma situação engraçada que ele tinha vivido. E foi legal porque a turma começou a perceber essas diferenças sozinhos.

A terceira atividade envolve produção de texto. Peço pros alunos escreverem pequenos parágrafos opinativos sobre temas atuais. Eles têm que usar pelo menos três marcas de modalização no texto deles. Depois trocam os textos entre si pra identificar essas marcas nos textos dos colegas. Aí vira uma análise colaborativa.

Uma vez fizemos essa atividade sobre redes sociais e o impacto delas na vida dos jovens. O Gabriel escreveu um parágrafo super crítico, usando adjetivos pesados pra mostrar o lado negativo das redes sociais. Já a Isabela fez o oposto, usando advérbios e expressões apreciativas pra falar dos benefícios das redes. Quando trocaram os textos, foi interessante ver como cada um usou as ferramentas linguísticas pra defender seu ponto de vista.

Essas atividades ajudam muito porque trazem a gramática pra vida real, né? Em vez de ficarmos só com teoria, os meninos veem como esses aspectos gramaticais têm impacto direto na comunicação do dia a dia deles. E eu vejo que quando eles conseguem perceber isso tudo na prática, ficam até mais animados com a disciplina.

Acho que no fim das contas o grande lance é mostrar pros alunos que a língua não é só regra e gramática chata; ela realmente tem poder na maneira como nos comunicamos e entendemos o mundo ao nosso redor. É isso aí! Até mais!

Então, sobre essa habilidade, sabe como eu percebo que os meninos entenderam sem aplicar uma prova formal? É circulando pela sala e prestando atenção nas conversas deles. Quando a galera começa a discutir um texto e alguém solta um "ah, mas aqui ele tá sendo irônico" ou "olha, nessa parte o autor tá se posicionando contra, porque tá usando tal expressão", aí eu fico todo contente, porque vejo que eles tão pegando a ideia.

Teve uma vez que a Mariana estava explicando pro João que numa crônica que a gente tinha lido, o uso do verbo no futuro do pretérito dava aquela sensação de incerteza e isso fazia toda a diferença no tom do texto. E o João ficou assim com cara de "uau, nunca tinha pensado nisso". Nesses momentos você vê que tá funcionando.

E quando eles começam a usar essas coisas nas redações deles, mesmo sem eu pedir diretamente, é outro sinal. Tipo, eles escrevem usando uns advérbios de modo que mostram que estão se posicionando de forma bem particular. O Pedro outro dia escreveu um texto ótimo sobre as fake news e usou expressões modais pra indicar dúvida de uma forma bem inteligente. Aí você pensa: uau, esse entendeu o recado!

Agora, em relação aos erros mais comuns, ah, isso acontece bastante também. Tem aluno que confunde o tom do texto com opinião pessoal, tipo assim: a Júlia uma vez achou que o autor tava sendo sarcástico porque ela não concordava com o ponto de vista dele. Aí a gente precisa voltar e mostrar como o autor usou as palavras pra se posicionar. Não é fácil dissociar opinião pessoal da análise técnica, né?

Ou então tem gente que se perde nos tempos verbais. Teve um dia que o Carlos leu um texto e achou que as ações estavam no passado por causa de uns verbos no pretérito perfeito. Só que tinha uma porção de pistas linguísticas indicando que aquilo era um relato hipotético. Quando pego esse tipo de erro na hora, gosto de fazer uma pausa na aula e discutir com a classe inteira. Normalmente peço pra eles pensarem como ficaria o texto se alterassem o tempo verbal ou mudassem algumas expressões. Isso ajuda bastante.

Agora, sobre o Matheus e a Clara... Com eles preciso ter um pouco mais de cuidado pra adaptar as atividades. O Matheus tem TDAH então ele às vezes fica agitado ou tem dificuldade em manter a concentração por muito tempo numa mesma atividade. Pra ele, eu sempre tento dividir as tarefas em partes menores e mais rápidas de fazer. E quando dá pra incluir algo mais visual ou até mesmo físico na atividade, melhor ainda! Já tivemos dias em que pedi pra turminha levantar e dramatizar algumas frases pra entenderem melhor o tom do texto. O Matheus adora isso.

Com a Clara, que tem TEA, é um pouco diferente. Ela tem mais dificuldade com as entrelinhas do texto. Então procuro usar recursos visuais, como mapas mentais ou esquemas com setas mostrando a relação entre as partes do texto e os sentimentos ou posições do autor. Além disso, tento deixar ela saber com antecedência quando vamos mudar de atividade ou quando algo diferente vai acontecer na aula, porque mudanças bruscas podem deixá-la desconfortável.

Já tentei usar áudios ou vídeos curtos pra explicar algumas coisas e percebi que tanto pro Matheus quanto pra Clara isso pode ajudar bastante. Eles conseguem ver o exemplo concreto na prática e isso fixa melhor o conteúdo.

Bom, acho que é isso por hoje! Espero ter conseguido passar um pouco da minha experiência e quem sabe ajudar algum colega por aí que esteja passando pelos mesmos desafios em sala de aula. É sempre bom trocar figurinhas por aqui. Um abraço pra todo mundo!

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