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EM13LP17Língua Portuguesa · 2º EM Ano · Ensino Médio

Elaborar roteiros para a produção de vídeos variados (vlog, videoclipe, videominuto, documentário etc.), apresentações teatrais, narrativas multimídia e transmídia, podcasts, playlists comentadas etc., para ampliar as possibilidades de produção de sentidos e engajar-se em práticas autorais e coletivas.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, quando a gente fala dessa habilidade EM13LP17 da BNCC, o que eu entendo é que a gente precisa ajudar os alunos a criar coisas bem diversas, tipo roteiros para vídeos, podcasts, apresentações teatrais e por aí vai. É como se a gente estivesse preparando eles para trabalhar com um monte de mídias diferentes e também incentivando a galera a ser mais criativa e colaborativa. Não é só sobre escrever bem, mas sobre conseguir pensar num projeto completo: como ele vai começar, o que vai ter no meio, como termina... E claro, tudo isso de forma que faça sentido pra quem vai assistir ou ouvir.

Os meninos já vêm com uma base do primeiro ano do ensino médio, onde eles fizeram trabalhos mais simples de interpretação e produção de texto. Agora, a ideia é ampliar isso. Tipo, eles já sabem analisar um texto ou um filme, mas agora precisam aprender a criar o próprio conteúdo, pensar em todos os detalhes de produção e ainda trabalhar em grupo. Essa habilidade é meio que juntar várias outras em algo novo.

Uma das atividades que faço é a criação de um videominuto. Eu dou pra turma um tema simples, tipo “transformação”, e peço pra eles se dividirem em grupos e criarem um roteiro para um vídeo de um minuto. Eles não precisam de equipamentos sofisticados; basta usar o celular mesmo. O material é só isso: papel para rascunho, caneta e o celular de algum dos alunos do grupo. Eles têm duas aulas pra fazer o roteiro e filmar. Aí você vê a criatividade da galera! Na última vez que fizemos essa atividade, o Lucas e o grupo dele fizeram uma história de uma borboleta se transformando em algo mais, usando efeitos simples do celular. Foi bem legal ver como eles pensaram cada cena em tão pouco tempo!

Outra coisa que faço é pedir pra eles criarem playlists comentadas. A ideia aqui é encorajá-los a expressar emoções e narrativas através da música. Eles escolhem cinco músicas que contem uma “história” ou que representem um tema específico (amor, amizade, desafios etc.) e fazem uma apresentação explicando cada escolha. Mais uma vez, não precisa de nada complicado: só o acesso ao YouTube ou Spotify e papel para as anotações das falas. Damos umas três aulas pra isso – uma pra escolher as músicas e entender as letras, outra pra preparar os comentários e ensaiar, e a última para as apresentações. Na última vez que fizemos isso, a Mariana trouxe uma playlist sobre “superação” que emocionou todo mundo na sala. Ela escolheu umas músicas nacionais bem legais e compartilhou experiências pessoais que tocaram todo mundo.

A terceira atividade envolve criar um podcast em dupla ou trio. Eles escolhem um tema (pode ser algo da atualidade ou algum assunto que estudamos em outras matérias) e precisam roteirizar um episódio curto, uns 5 minutos no máximo. Pra gravar, usamos só o gravador do celular mesmo. Eu dou quatro aulas pra isso: na primeira eles escolhem o tema e começam a pesquisa; na segunda terminam o roteiro; na terceira gravam; na quarta ouvimos alguns episódios juntos na sala. Da última vez, o João e o Pedro fizeram um podcast sobre fake news que ficou impressionante! Eles falaram sobre como identificar notícias falsas e trouxeram alguns exemplos práticos.

O mais bacana dessas atividades é ver como cada aluno usa suas habilidades pessoais no projeto. Tem aquele aluno que é ótimo em edição de vídeo ou tem super criatividade nas playlists; outros mandam muito bem na locução dos podcasts ou têm ideias geniais pro roteiro. Sempre tem aquela turma mais tímida no início, mas quando percebem que podem falar sobre algo que realmente curtem ou têm interesse, acabam se soltando bastante.

E assim eu vou misturando as habilidades mais tradicionais de análise textual com essas novas formas de comunicação que fazem parte do dia a dia deles. Acho essencial dar essa liberdade pros alunos experimentarem com diferentes formatos, porque ajuda eles a se expressarem de maneira mais completa e individualizada.

Então é isso, pessoal! Espero que essas minhas experiências possam ajudar vocês aí nas suas salas também. Vamos trocando figurinhas por aqui! Valeu!

Agora, gente, vocês devem estar se perguntando, como que a gente consegue ver se os meninos realmente entenderam essa habilidade, né? Porque a gente sabe que não é só fazer uma prova formal e pronto. Eu pessoalmente gosto de observar as pequenas coisas no dia a dia. Quando eu tô andando pela sala e escuto as conversas entre eles, dá pra sentir quem pegou o espírito da coisa. É quando um aluno tá explicando pro outro com aquele entusiasmo, sabe? Eu já vi a Juliana, por exemplo, explicando pro Pedro sobre como o roteiro deles precisava de um gancho mais forte no começo pra prender a atenção de quem assiste. E ela falou isso com tanta segurança que eu pensei "ah, essa entendeu mesmo".

Outro momento que me marcou foi quando o Lucas tava apresentando uma ideia de podcast pro grupo dele e usou referências de outros podcasts que ele ouve. Nesse instante, percebi que ele não só entendeu o que é um podcast, mas também como ele pode ser estruturado de diferentes maneiras. E o mais legal é ver quando eles usam exemplos do cotidiano deles pra justificar as escolhas que fazem nos projetos. É nessas horas que a gente vê o aprendizado acontecendo de fato.

Claro que nem tudo são flores, né? Os erros comuns aparecem e é normal. Uma coisa que acontece muito é a galera esquecer de pensar no público-alvo. O Marcos e a Beatriz fizeram um vídeo incrível, mas não consideraram pra quem estavam fazendo e acabou que ficou meio confuso pros colegas entenderem. Isso acontece porque os alunos às vezes ficam tão empolgados com a própria ideia que não ajustam pro público certo. Quando pego esses erros na hora, tento sempre perguntar: "E aí, pra quem vocês tão fazendo isso? O que vocês acham que essa pessoa gostaria de ver ou ouvir?"

Outra dificuldade é na transição entre as partes do projeto. A Ana Clara, por exemplo, montou uma apresentação teatral e pulou direto do começo pro final sem desenvolver bem o meio. Ela tava tão focada no clímax da história que esqueceu de construir o caminho até lá. Isso é comum porque eles ainda estão aprendendo sobre a importância do desenvolvimento gradual das ideias. Nessas horas, dou uma pausa na atividade pra conversar sobre a importância da estrutura narrativa e como cada parte tem seu papel.

Agora, falando do Matheus e da Clara, cada um tem suas particularidades na sala. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades bem dinâmicas e variadas pra manter o foco. Com ele, costumo usar mais recursos visuais e dividir as tarefas em etapas menores. Por exemplo, quando estamos criando roteiros, eu peço pra ele montar primeiro só as cenas iniciais, depois as intermediárias e por fim o desfecho. O que funciona é dar feedbacks rápidos e constantes.

Já com a Clara, que tem TEA, eu busco oferecer atividades com instruções bem claras e organizadas. Muitas vezes faço uso de listas ou esquemas visuais que ajudam ela a entender melhor o que precisa ser feito. Ela se beneficia muito das rotinas previsíveis, então costumo manter um cronograma fixo de atividades pra ela saber exatamente o que esperar em cada aula. Uma coisa que não funcionou foi tentar colocar muita coisa ao mesmo tempo. Percebi que menos é mais no caso dela.

E assim vamos tocando o barco por aqui, sempre aprendendo com eles também. No fim das contas, essas experiências são parte do que faz ser professor tão gratificante. Espero ter ajudado vocês com essas dicas e estarei por aqui caso tenham qualquer dúvida ou se quiserem compartilhar como está sendo por aí nas salas de vocês também! Um abraço!

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