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EM13LP28Língua Portuguesa · 2º EM Ano · Ensino Médio

Organizar situações de estudo e utilizar procedimentos e estratégias de leitura adequados aos objetivos e à natureza do conhecimento em questão.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13LP28 da BNCC parece meio complicada quando a gente lê do jeito que tá lá, mas na prática é bem mais simples do que parece. Basicamente, a ideia é fazer com que os alunos consigam entender diferentes textos de acordo com o que eles precisam descobrir ou aprender com aquilo. Não é só ler por ler, sabe? É ler com um propósito. Eu gosto de falar pros meninos que é como quando a gente vai ao mercado com uma lista: você tem um objetivo com aquela leitura, não é só passar os olhos pelas prateleiras.

No segundo ano do ensino médio, os alunos já devem ter vindo do primeiro ano com alguma noção de que diferentes textos pedem diferentes tipos de atenção e estratégias. No primeiro ano, a gente trabalha bastante com interpretação de texto, análise crítica e essas coisas. Mas agora, a ideia é aprofundar isso e fazer com que eles entendam o porquê de escolherem determinada estratégia de leitura pra alcançar um objetivo específico. Por exemplo, se o Matheus precisa estudar pra uma prova de história, a leitura dele vai ser mais analítica, focada nos detalhes e nas conexões entre eventos históricos. Já se a Sofia tá lendo um romance pra se divertir, ela vai tá mais preocupada em entender a história como um todo e se conectar com os personagens.

Bom, vamos pras atividades então. Uma coisa que eu gosto de fazer é trazer textos variados sobre um mesmo tema. Tipo assim, quando a gente trabalhou o tema das mudanças climáticas, eu trouxe um artigo científico, uma notícia de jornal e um trecho de um romance que falava sobre o futuro distópico num mundo afetado pelo aquecimento global. Usei só materiais impressos mesmo, nada muito complicado de arranjar.

Primeiro organizei a turma em grupos pequenos, cada grupo ficou com um tipo de texto diferente. Dei uns 20 minutos pra eles lerem e discutirem entre si qual seria o objetivo da leitura daquele texto específico. Depois disso, cada grupo apresentou suas conclusões pro resto da classe. Foi bem interessante ver como a galera se envolveu; teve uma hora que o Lucas levantou uma discussão interessante sobre como as informações eram apresentadas mais friamente no artigo científico do que no romance.

Outra atividade que sempre rende é simular uma situação real onde eles têm que buscar informações específicas. Dessa vez foi assim: dividi a turma em duplas e dei pra cada dupla uma tarefa diferente, tipo "encontrar dados sobre desmatamento na Amazônia" ou "descobrir os impactos sociais do aquecimento global em comunidades indígenas". Eles tinham uns 30 minutos pra achar essas informações usando revistas e jornais que eu levei pra sala. O legal foi ver como eles se organizaram pra dividir a leitura entre si e como cada dupla desenvolveu sua própria estratégia pra isso.

A Carla e a Júlia foram bem espertas; elas decidiram pegar primeiro as revistas mais antigas pensando que talvez tivessem informações básicas antes de ir pros jornais mais recentes com dados atualizados. No final da atividade, cada dupla apresentou seus achados e discutimos o porquê de algumas fontes serem mais úteis que outras pros objetivos deles.

Por último, eu gosto muito de fazer debates baseados em leituras prévias. Dessa vez escolhemos discutir sobre "o papel das grandes corporações nas mudanças climáticas". Aí pedi pros alunos lerem dois textos antes do debate: um artigo defendendo a responsabilidade das corporações e outro argumento dizendo que as ações individuais têm mais impacto. Usei textos impressos mesmo e dei uns três dias pra eles lerem em casa.

Durante o debate, cada grupo defendeu uma posição baseada nos textos e teve que usar argumentos claros tirados das leituras. O pessoal se engajou bastante; o debate esquentou quando o Rafael trouxe dados que não estavam nos textos mas ele pesquisou por conta própria na internet. Achei isso genial porque mostrou que ele não só leu os textos mas também foi atrás de mais informações pra embasar suas ideias.

Bom, é isso! Trabalhar essa habilidade parece complicado à primeira vista mas é super enriquecedor ver como os meninos vão ganhando autonomia nas leituras e desenvolvendo senso crítico. É claro que tem aquelas dificuldades comuns na sala mas no fim das contas vale muito a pena ver o progresso da turma. Abraços!

Aí, continuando aqui, no segundo ano o pessoal já tem que estar mais esperto com essa questão de ler com propósito. E olha, pra perceber se eles realmente pegaram a ideia sem precisar aplicar aquelas provas formais, eu fico de olho no dia a dia mesmo. Tipo assim, enquanto circulo pela sala durante as atividades, dá pra sacar muito coisa. Quando passo pelas mesas e vejo o Pedro discutindo com a Luana sobre um texto, e ele começa a argumentar mostrando que pegou o que o autor queria dizer, já sei que ele entendeu. Ou quando a Mariana tenta explicar pra Letícia como ela interpretou um trecho e aquilo faz sentido, é um sinal de que elas estão no caminho certo.

Uma vez, eu tava lá no fundão da sala e ouvi o Lucas explicando pro Felipe uma parte de um texto sobre mudanças climáticas. Ele falou algo tipo: "Não é só que o clima tá mudando, mas olha como isso afeta os agricultores de um jeito X e Y". Na hora pensei: "Ah, esse entendeu".

Mas nem sempre é fácil. Tem uns erros que são bem comuns. Por exemplo, a Júlia às vezes pega um texto e tenta tirar a conclusão sem prestar atenção nos detalhes que levam até lá. Já aconteceu dela afirmar uma coisa só porque leu uma frase solta e achou que era aquilo. É como ver só a capa do livro e achar que entendeu a história toda, sabe? Isso acontece porque às vezes os meninos querem ser rápidos demais, não gostam de se aprofundar ou têm pressa de terminar a tarefa. Quando pego isso na hora, geralmente paro tudo e chamo a atenção pro contexto. Pergunto: "Vem cá, mas essa frase tá dentro de qual discussão no texto?" Ou então faço perguntas abertas pra eles pensarem mais.

Com o Matheus, que tem TDAH, eu preciso adaptar bem as coisas. Não adianta forçar ele a ficar lendo por muito tempo sem pausa. Um jeito que tem dado certo é dividir as leituras em partes bem pequenas e dar intervalos entre elas. Uma vez pedi pra ele focar só no primeiro parágrafo de um texto sobre sustentabilidade, depois conversamos sobre aquilo rapidamente. Aí ele consegue se concentrar melhor. Outra coisa que funciona é usar materiais visuais junto com os textos, tipo mapas mentais ou quadros com palavras-chave. Isso ajuda ele a organizar as ideias na cabeça.

E a Clara, que tem TEA, precisa de algumas adaptações também. Por exemplo, tento usar textos com uma linguagem mais direta e ilustrações claras quando possível. Nas atividades em grupo, coloco ela com colegas que já sabem como ajudá-la a entender as tarefas melhor. Uma vez fizemos uma atividade em que cada grupo tinha que resumir um capítulo de um livro em quadrinhos. Deixei ela responsável por escolher as ilustrações baseadas nas partes importantes do texto. Funcionou bem porque ela gosta dessa parte visual.

Agora, nem tudo dá certo de primeira. Já tentei usar audiobooks pro Matheus achando que ia melhorar a concentração dele, mas ele acabou dispersando ainda mais porque ficava sem saber onde tava no texto escrito quando pausar pra pensar. Então voltei pro esquema das leituras curtas mesmo.

Bom, gente, é isso aí! Sempre tem um jeito diferente de perceber se os alunos tão pegando o conteúdo e adaptar pra cada um deles é crucial. Cada turma tem seu jeitinho e a nossa função é ir moldando o ensino pra caber direitinho neles. Se alguém tiver mais dicas ou ideias diferentes, manda aí! Até a próxima!

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