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EM13LP53Língua Portuguesa · 2º EM Ano · Ensino Médio

Produzir apresentações e comentários apreciativos e críticos sobre livros, filmes, discos, canções, espetáculos de teatro e dança, exposições etc. (resenhas, vlogs e podcasts literários e artísticos, playlists comentadas, fanzines, e-zines etc.).

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade da BNCC, a EM13LP53, é bem legal porque ela vai além de ensinar os meninos a só ler e escrever. É sobre eles entenderem, analisarem e apreciarem a arte em várias formas. Tipo assim, não é só pegar um livro pra ler, mas também saber falar sobre ele, criar uma opinião própria e compartilhar isso com os outros. Na prática, o aluno precisa conseguir olhar pra um livro ou um filme e dizer "Pô, curti isso por causa disso e disso", ou "Esse filme me fez pensar nisso". A ideia é que eles possam criar conteúdos como resenhas, vlogs, podcasts... Sabe, essas coisas que a gente encontra na internet e que são super atuais.

Antes de chegar nessa parte mais elaborada da habilidade, a turma já vem com um background básico do primeiro ano do ensino médio. Eles já trabalharam com interpretação de texto, de certa forma. Já entendem a estrutura de uma resenha simples, já sabem diferenciar fato de opinião. Aí no segundo ano a gente tenta aprofundar essa questão do olhar crítico e apreciativo. E olha, parece complicado, mas os meninos costumam pegar rápido.

Então vamos pras atividades que eu faço com a galera da sala. Eu sempre tento variar pra manter eles engajados.

A primeira atividade que eu gosto de fazer é o "Cine Debate". Funciona assim: escolho um filme que tenha alguma ligação com os temas que estamos discutindo no bimestre. Algo que faça sentido pra eles. A última vez usei "Que Horas Ela Volta?", que eles adoraram. É legal porque é um filme nacional e tem umas críticas sociais bem fortes. A gente assiste o filme juntos na sala mesmo, geralmente numa sexta à tarde quando eles estão mais tranquilos. Uso o data show da escola e trago pipoca pra dar uma cara de cinema mesmo. Depois do filme fazemos um círculo pra discutir. O pessoal se anima! A Ana Clara falou umas coisas super interessantes sobre a relação de poder entre as personagens que me surpreenderam bastante.

Outra atividade é o "Podcast Literário". Essa aqui dá mais trabalho mas vale a pena. Peço pra eles formarem duplas ou trios e escolherem um livro que tenham gostado (pode ser um que já leram antes). A tarefa é criar um roteiro e gravar um podcast de uns 10 minutos falando sobre o livro. Aí eles comentam a história, falam se gostaram ou não e por quê, comparam com outros livros ou filmes... Eu levo meu próprio microfone simples e deixo eles usarem meu laptop pra gravar durante a aula. Isso leva umas três aulas no total: uma pro roteiro, outra pra gravação e mais uma pra ajustes finais. O Vitor e o Felipe fizeram um podcast tão bom sobre "Capitães da Areia" que eu até mostrei pros colegas professores.

E tem também a "Playlist Comentada". Essa é divertida demais! Peço pra cada aluno criar uma playlist de cinco músicas que tenha algum tema em comum – pode ser amor, revolução, sei lá – mas aí eles têm que escrever um parágrafo curtinho explicando por que escolheram cada música e como elas se conectam com o tema escolhido. Normalmente dou uns dois dias pra fazerem isso em casa e trazem pronto pra escola. Fazemos uma sessão onde cada um compartilha sua playlist e suas justificativas. Olha, quando o João apresentou a playlist dele sobre desigualdade social com rappers brasileiros, fiquei bem impressionado com a maturidade das análises dele!

Essas atividades envolvem muito conversa e troca entre eles mesmos. Dá pra ver como vão ficando mais seguros pra expor suas ideias conforme praticam. E além disso tudo, sinto que os meninos começam a consumir arte de um jeito diferente depois dessas experiências. Você escuta eles comentando nos corredores sobre livros novos que descobriram ou discutindo cenas dos filmes que viram nas atividades.

O importante dessas atividades não é só ensinar metodologia ou formato de resenha ou podcast, mas sim formar leitores críticos, né? Aqueles que têm opinião própria e sabem defender essa opinião com argumentos concretos. E isso aí é uma habilidade valiosa não só pro vestibular ou pro ENEM, mas pra vida toda.

E por aí vai. Tô sempre tentando inventar novas maneiras de fazer essa galera se interessar cada vez mais pela cultura em suas várias formas. Porque no final das contas, o aprendizado tem que ser significativo pra eles levarem algo além da sala de aula.

Bom, espero que essa troca inspire vocês também! Valeu!

Então, continuando a conversa, a parte mais interessante é ver como a galera realmente aprende sem precisar de prova. Aí, no dia a dia, quando eu tô circulando pela sala, eu vou pescando umas coisinhas que mostram que os meninos tão sacando a ideia. Por exemplo, quando ouço eles conversando entre si, usando termos mais elaborados ou fazendo referência a um texto que trabalhamos, sei que aquilo grudou na mente deles. É tipo um termômetro. Uma vez, eu tava passando pelas carteiras e ouvi o João explicando pro Lucas sobre o simbolismo naquela música “Monte Castelo”, do Legião Urbana. Ele começou a falar da conexão com "O Amor é Fogo Que Arde Sem Se Ver", do Camões. Quando o Lucas olhou com cara de quem entendeu e até adicionou umas ideias dele, eu percebi: "Ah, esses dois pegaram o espírito da coisa".

E tem aqueles momentos em que eles vêm me contar sobre algo que leram ou assistiram fora da aula e fazem uma análise legal. A Mariana chegou outro dia super empolgada porque assistiu um filme e disse: "Professor, aquele filme lembra muito a crítica social que a gente viu no livro tal". E aí eu vi que não só entendeu o conteúdo da aula, mas também conseguiu aplicar em outras áreas da vida dela.

Agora, erros comuns têm vários. Um dos mais frequentes é a dificuldade de desenvolver uma opinião sólida com argumentos claros. O Pedro, por exemplo, escreveu uma resenha sobre um livro, mas era tudo muito vago, sabe? Tipo "Ah, eu achei legal porque é interessante". Aí você vê que ele não teve coragem ou talvez ainda não aprendeu a se aprofundar. Esse erro acontece porque muitos ainda estão pegando o jeito de articular bem os pensamentos. O que eu faço nesse caso? Dou uma força ali na hora mesmo, peço pra ele pensar em momentos específicos do livro que chamaram atenção e como eles se conectam com a opinião dele. Ajudo a estruturar melhor as ideias.

Outro erro comum é a falta de clareza ao comparar obras diferentes. A Beatriz tentou comparar um poema com um filme, mas ficou meio perdido porque ela não encontrou um ponto de interseção entre os dois. Muitas vezes isso acontece porque falta repertório ou confiança pra fazer essas conexões. Eu sempre tento mostrar exemplos concretos na sala pra ver se clareia as ideias pra eles.

Agora falando do Matheus e da Clara, cada um tem suas necessidades específicas e é importante adaptar as atividades pra eles conseguirem acompanhar no seu próprio ritmo. O Matheus tem TDAH e às vezes ele se dispersa facilmente nas atividades muito longas. O que funciona bem pra ele são tarefas divididas em etapas menores. Tipo assim, eu dou uma tarefa maior de análise, mas divido em pequenas partes com prazos menores. Isso ajuda ele a manter o foco e não se sentir sobrecarregado.

Já a Clara, que tem TEA, reage muito bem a instruções visuais. Uso muitos gráficos e esquemas pra ajudar ela a entender melhor as relações entre os conceitos. Quando lemos um texto e discutimos em grupo, dou uma folha com figuras representando os personagens e suas relações principais, isso ajuda ela a seguir o fio da história. Outra coisa que funciona é dar mais tempo pra ela processar as informações e organizar suas respostas.

O que não rolou tão bem foi quando eu tentei usar algumas atividades em grupo sem preparar o ambiente antes pro Matheus e pra Clara. O barulho e a agitação acabaram atrapalhando mais do que ajudando. Então agora eu sempre combino antes como vai ser e vejo se eles tão confortáveis com o esquema.

Bom, é isso aí pessoal! Adoro compartilhar essas experiências com vocês aqui no fórum porque sempre acabo aprendendo alguma coisa nova também. Se tiverem dicas ou quiserem saber mais sobre algo específico da sala de aula, tô por aqui! Abraço!

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