Voltar para Língua Portuguesa 2º EM Ano
EM13LP54Língua Portuguesa · 2º EM Ano · Ensino Médio

Criar obras autorais, em diferentes gêneros e mídias - mediante seleção e apropriação de recursos textuais e expressivos do repertório artístico -, e/ou produções derivadas (paródias, estilizações, fanfics, fanclipes etc.), como forma de dialogar crítica e/ou subjetivamente com o texto literário.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade da BNCC, a EM13LP54, é uma que eu acho super legal e importante porque coloca os alunos pra criarem coisas próprias. Basicamente, é isso: eles pegam aquilo que já conhecem dos textos literários, das músicas, dos filmes, e criam algo novo. Podem ser paródias, fanfics, qualquer coisa que eles inventem em cima de algo que já existe. É como se fosse dar uma nova cara pra uma ideia já conhecida. E isso tem um valor imenso porque a galera começa a entender que pode fazer parte da cultura, não só consumir.

Pra entender melhor essa habilidade, pensa assim: o aluno precisa saber pegar características de um gênero ou estilo que ele já conhece e fazer algo novo com isso. Se ele leu um poema de Drummond na série anterior e entendeu o estilo do cara, agora ele pode criar um poema com o mesmo estilo ou até fazer uma paródia divertida disso. Então, além de reconhecer o que já existe, ele precisa ser capaz de transformar e produzir algo autêntico. É um jeito de dialogar com a literatura e a arte, mas colocando a própria voz ali. Isso é super bacana porque eles vão entendendo que têm uma voz própria pra oferecer ao mundo.

Agora vou contar como eu faço isso na prática com minha turma do 2º ano do ensino médio. A primeira atividade que faço é criar paródias de músicas famosas. Cada aluno ou grupo escolhe uma música que gosta e muda a letra pra falar sobre qualquer tema que a gente esteja discutindo em sala. Pode ser meio ambiente, política ou até algo mais pessoal. O material? Só um celular com acesso à música e papel pra anotar as ideias. Divido a turma em grupos de até cinco alunos e dou duas aulas pra eles terminarem isso. A reação dos alunos é sempre positiva porque eles se divertem muito nesse processo. Teve uma vez que o João e a Ana criaram uma paródia da "Evidências", do Chitãozinho e Xororó, falando sobre procrastinação nos estudos. Eles riam tanto fazendo aquilo que contagiaram todo mundo na hora da apresentação.

Outra atividade bacana é a criação de fanfics. Eu entrego pra turma alguns contos clássicos impressos, bem curtinhos mesmo, e peço pra eles criarem uma continuação ou uma nova história baseada naquele universo. Dou liberdade total quanto ao rumo da história desde que mantenham os personagens ou ambientação original. Normalmente, deixo eles trabalharem em grupo ou individualmente conforme preferem e dou cerca de três aulas pra isso. O legal é que muitos deles acabam indo além nas produções e trazem até elementos novos que não estavam no texto original. Da última vez que fiz isso, a Júlia criou uma fanfic incrível baseada em "A Queda da Casa de Usher", do Poe. Ela trouxe o irmão de volta à vida como um fantasma vingativo! A galera adorou!

Por fim, outra dinâmica interessante é o fanclipe caseiro. Pode soar complicado quando você fala assim, mas nada mais é do que pegar uma música ou poema e criar um vídeo simples com imagens ou animações feitas por eles mesmos. O material? Qualquer coisa serve: celular pra filmar, papel, lápis de cor e muita criatividade. Divido a turma em grupos menores dessa vez, tipo três alunos no máximo, pra garantir que todos participem efetivamente. Dou umas quatro aulas pra eles se organizarem e editarem tudo. Aí você vê aquele brilho nos olhos quando assistem aos vídeos uns dos outros na sala. O Pedro fez um fanclipe incrível da letra de "Metamorfose Ambulante", do Raul Seixas, usando só desenho animado feito por ele mesmo! Os colegas ficaram impressionados com o talento dele.

E olha só, a chave aqui não é só eles criarem essas obras autorais ou derivadas, mas também refletirem sobre o processo criativo deles mesmos e dos colegas. Depois de cada atividade, sempre rola uma roda de conversa onde eles compartilham como foi criar aquilo e o que acharam das criações dos outros. A parte mais legal é ver como eles começam a entender a produção cultural como algo acessível e próximo deles.

Enfim, acho que trabalhar essa habilidade é mais do que ensinar conteúdos obrigatórios: é dar asas à criatividade dos meninos e mostrar que eles são capazes de criar coisas incríveis com aquilo que aprendem no dia a dia. E isso dá sentido pra tudo o que fazemos na sala de aula! É isso aí pessoal, conto mais depois sobre outras experiências!

como pegar uma ideia e transformar em outra coisa, mantendo a essência, mas colocando algo novo. E o mais bonito é quando eles se empolgam vendo que podem criar algo só deles, sabe? Agora, como eu percebo que eles realmente aprenderam sem aplicar uma prova formal? Bom, tem várias maneiras.

Eu gosto de circular pela sala enquanto eles estão fazendo as atividades, sabe? Fico ali de olho, escutando o que eles estão conversando entre si. Às vezes, um aluno começa a explicar pro outro o que entendeu do texto, ou como quer modificar aquilo. Quando vejo um aluno com dificuldade e aí o colega do lado começa a explicar de um jeito que até eu fico surpreso, é aí que penso: "Ah, esse aí entendeu mesmo!". Teve uma vez que a Júlia tava tentando fazer uma paródia e tava empacada. O João sentou do lado dela e começou a falar: "Ó, Júlia, pensa na ideia principal e agora vamos pensar no que você quer contar com a sua versão. Se fosse comigo, eu faria assim...". Isso é ouro! Ver um estudante ajudando o outro é a prova viva de aprendizado.

Outra coisa que mostra se eles estão entendendo é quando trocam ideias entre si sem minha intervenção. Eles começam a comparar suas criações com os textos originais, começando frases com "Mas e se...", "Tô pensando em mudar isso porque...". Esses momentos são mágicos porque demonstram que eles estão refletindo sobre o processo criativo.

Agora, falando dos erros mais comuns, olha só: muitos alunos acabam se prendendo demais ao texto original e têm dificuldade de fugir do modelo. Tipo assim, o Lucas tava fazendo uma fanfic baseada num livro famoso e ele começou a escrever praticamente igual ao texto original. A questão é que ele não tava colocando a criatividade dele ali, só repetindo o que já existia. Isso acontece porque muita gente acha difícil romper com aquilo que já tá pronto. Minha estratégia é sempre pedir pra eles pensarem em perguntas como: "O que você gostaria de mudar aqui? Como seria se fosse você no lugar do personagem?". A ideia é estimular essa quebra da rigidez.

Tem também aquele erro clássico de não entender bem o propósito do texto original antes de criar algo novo. A Mariana, por exemplo, fez uma música parodiando outra mas acabou mudando tanto que perdeu o sentido inicial da música. Eu costumo fazer uma roda de conversa pra discutir sobre o texto ou música original antes de começarmos qualquer criação nova. Ajuda a alinhar as ideias e evita esses deslizes.

E aí vem nossos queridos alunos especiais! O Matheus tem TDAH e a Clara tem TEA. Com eles, eu preciso ter algumas cartas na manga diferentes. Pro Matheus, o tempo é crucial. Ele precisa de atividades mais curtas e diretas porque se perde fácil quando tem muita coisa junto. Uso cronômetros visuais pra ele ter noção do tempo e organizo as atividades em etapas menores e mais frequentes pausas. Lembro de uma vez que tentei fazer ele escrever uma história contínua por 40 minutos... não rolou, ele saiu voando pelas ideias!

Já com a Clara, que tem TEA, eu preciso ser claro nas instruções e usar muitos recursos visuais. Com ela, imagens ajudam muito no entendimento das tarefas. Tem um aplicativo que usamos juntos pra criar histórias em quadrinhos e isso foi ótimo! Antes eu tentava com apenas texto escrito e percebi que ela ficava sem ação por não saber por onde começar.

Uma coisa legal é adaptar o espaço da sala pra melhor atender os dois. O Matheus gosta de sentar perto da janela porque ele diz que ver o céu ajuda ele a focar de novo quando tá se perdendo nos pensamentos. Já a Clara fica mais confortável num cantinho da sala porque assim não se distrai tanto com as movimentações dos outros colegas.

É isso aí, pessoal! Acho que cada dia na sala é um aprendizado não só pros alunos mas pra mim também. Ver como cada um aprende de maneira diferente enriquece demais meu trabalho como professor. E mesmo com todos os desafios, é gratificante demais ver esses meninos crescendo e se descobrindo artistas das suas próprias histórias.

Vamos nessa! Até a próxima vez!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EM13LP54 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.