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EF02LP06Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Perceber o princípio acrofônico que opera nos nomes das letras do alfabeto.

Escrita (compartilhada e autônoma)Conhecimento do alfabeto do português do Brasil
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF02LP06 é aquela que a gente precisa ajudar os meninos a perceber que o nome das letras do alfabeto não é só um som jogado, mas que tem toda uma lógica por trás do som inicial. É como se fosse assim: a letra "B" tem o som "bê" e esse "bê" ajuda a gente a lembrar e formar palavras que começam com o som de "b", tipo "bola", "boca" e por aí vai. Na prática, é conseguir fazer os meninos entenderem que cada letrinha tem um som específico que ajuda a gente na hora de juntar e formar palavras.

Quando os meninos chegam no segundo ano, eles já têm uma noção básica do alfabeto, né? Eles sabem cantar a música do ABC e identificar algumas letras, mas ainda estão engatinhando nessa parte de ligar o nome da letra com o som inicial nas palavras. Então, o que eu faço é pegar essa base e ajudar eles a perceberem essa ligação. A ideia é fazer eles perceberem que cada letra tem um papel importante na formação das palavras.

Agora vou contar umas atividades que faço com eles pra dar conta dessa habilidade.

A primeira atividade que faço é bem simples, mas os meninos adoram: o jogo da caixa surpresa. Uso uma caixa de sapato e dentro coloco objetos que começam com diferentes letras do alfabeto. Faço isso porque quero que eles identifiquem o som inicial das palavras. A turma fica em círculo e cada um pega um objeto da caixa e tenta adivinhar com qual letra começa. Por exemplo, se o objeto é uma borracha, eles têm que pensar que começa com "B" de "bê". Da última vez que fizemos essa atividade, o João pegou uma boneca e ficou todo animado porque adivinhou rapidamente a letra "B". É uma atividade que leva uns 30 minutos e ajuda muito eles a fazerem essa conexão.

A segunda atividade que faço é chamada "Roleta das Letras". Pra essa, uso cartolinas coloridas e faço uma roleta bem simples com um prendedor de roupa no meio. Escrevo algumas letras nas cartolinas e os meninos giram a roleta para ver onde o prendedor vai parar. Quando pára em uma letra específica, eles têm que pensar em uma palavra que comece com aquele som inicial. Na última vez que fizemos essa atividade, a Maria tirou a letra "F" e lembrou rapidinho da palavra "foca". Aí aproveitamos pra conversar sobre outros animais marinhos. Essa atividade também leva uns 30 minutos, é bem dinâmica e dá pra notar como os meninos se envolvem tentando lembrar as palavras.

A terceira atividade é mais individual e é tipo uma caçada ao tesouro de sons. Dô pra cada um dos meninos umas fichas com figuras diferentes e eles têm que cortar as figuras e colar num papel grande nas colunas certas de acordo com o som inicial. Por exemplo, se tem uma figura de uma maçã, eles colam na coluna do "M" de "mê". Da última vez, o Pedro ficou todo concentrado cortando e colando as figuras certinhas. Quando ele acertava todas as colunas, fazia questão de mostrar pros amigos como quem diz "Olha só meu trabalho!". Esse exercício leva uns 40 minutos, porque os meninos gostam de caprichar nos recortes.

Essas atividades são maneiras de tornar o aprendizado prático e divertido ao mesmo tempo. Eles acabam nem percebendo que estão treinando uma habilidade tão importante porque estão focados na brincadeira ou no desafio. No fim das contas, o importante é eles conseguirem ouvir uma palavra e já saberem associar ao som inicial daquela letra específica.

Aí pronto, depois disso tudo, quando vejo eles começarem a juntar as letrinhas pra formar palavras ou até mesmo reconhecer essas relações fora da sala de aula, tipo num cartaz ou num livro, vejo que tão indo no caminho certo. E é isso, né? A gente vai plantando essas sementinhas de conhecimento neles. Bom demais ver eles evoluindo assim!

E aí, gente! Continuando a nossa conversa sobre a habilidade EF02LP06, vou contar como percebo que os alunos entenderam a parada sem precisar aplicar uma prova formal. Sempre que tô circulando pela sala, fico de ouvido atento nas conversas deles. É incrível como às vezes, quando você menos espera, pega aquele momento em que o aluno tá explicando pro colega o que acabou de aprender. Já aconteceu com a Sofia, por exemplo. Ela tava ali, ajudando o Lucas a entender por que "cachorro" começa com "c" e não com "k". Ela explicava com tanta segurança, dizia: "Lucas, é assim porque o som é o mesmo de 'caderno', não é 'ka-derno', é 'ca-derno'".

Outra coisa que eu sempre observo é quando eles estão fazendo atividades em duplas ou grupos. Quando eu ouço um deles corrigindo o outro, tipo: "Não, João, praia começa com 'p', o som é diferente". Esse tipo de correção espontânea mostra que entenderam o conceito. E quando um aluno consegue usar aquela correção de forma prática em outras palavras, aí é que sei mesmo que a coisa foi bem absorvida.

Agora, falando sobre os erros mais comuns... Ah, esses são clássicos! A Mariana sempre confundia "v" com "f". Então ela ia escrever "vaca", mas escrevia "faca". Isso acontece muito porque esses sons são parecidos e eles ainda estão desenvolvendo essa percepção auditiva mais aguçada. Eu sempre falo pra eles prestarem atenção no som que sai da boca, e com a Mari, especificamente, eu faço uns exercícios de repetição: peço pra ela falar em voz alta as duas palavras e perceber a diferença. E olha, tá funcionando bem!

O Pedro também tinha uma dificuldade grande com as letras mudas. Ele queria escrever "pão" do jeito que falava, então saía "pãu". Aí eu comecei a usar fichas com palavras destacando essas letras mudas e comecei também a usar música. Música ajuda muito! Quando a gente canta certas palavras e repete elas várias vezes, a galera vai pegando.

Bom, agora vamos falar do Matheus e da Clara. O Matheus tem TDAH e exige um pouco mais de atenção pra conseguir focar nas atividades. Pra ele, eu sempre tento fazer atividades mais dinâmicas e curtas. Material visual ajuda muito pra ele. Eu uso cartazes coloridos, desenhos grandes e jogos de tabuleiro educativos que envolvem movimentação pela sala. Outra coisa que funciona bem é dividir as atividades em pequenas partes e dar pausas entre elas pra ele não perder o foco.

Com a Clara, que tem TEA, é um pouco diferente. Ela precisa de uma rotina bem estruturada e previsível. Então eu sempre aviso com antecedência qualquer mudança nas atividades do dia. Uso bastante suporte visual também; fichas ilustradas funcionam bem pra ela. Eu percebi que quando faço atividade em dupla ou grupo, ela fica mais confortável se já conhece bem os colegas do grupo, então sempre coloco ela com as mesmas crianças até ela se sentir segura.

No começo tentei fazer umas atividades em grupo maior tanto pro Matheus quanto pra Clara, achando que ia ajudar na socialização e no aprendizado colaborativo. Mas percebi que não era legal nem pra eles nem pros colegas. Muita confusão e barulho acabava desconcentrando o Matheus e deixando a Clara ansiosa. Então voltei pras duplas ou trios e aí fluiu melhor.

E é isso, pessoal! Cada aluno tem seu jeitinho único de aprender e cabe a nós professores irmos ajustando as velas durante essa jornada educativa. Acho bacana poder trocar essas experiências aqui no fórum com vocês porque vamos aprendendo juntos né? Bom demais dividir essas histórias. Até a próxima!

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