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EF02LP07Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Escrever palavras, frases, textos curtos nas formas imprensa e cursiva.

Escrita (compartilhada e autônoma)Conhecimento das diversas grafias do alfabeto/ Acentuação
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha só, pra começar a entender essa habilidade EF02LP07 da BNCC, a gente precisa pensar no que os meninos já sabem do 1º ano. Eles já tiveram contato com as letras, já começaram a entender o alfabeto e a formar palavras simples. Mas, no 2º ano, a gente tem que dar um passo adiante. O que essa habilidade pede é que eles consigam escrever não só palavras, mas também frases e textos curtinhos tanto em letra de forma (ou imprensa) quanto em letra cursiva.

Na prática, isso significa que eles precisam ter segurança pra pegar um lápis e formar as letras corretamente de duas maneiras diferentes. Se um menino consegue escrever "cachorro" em letra de forma e depois em cursiva, tá começando a pegar o jeito. E não é só copiar, né? Eles têm que entender o que estão escrevendo, escolher palavras certas pra formar frases com sentido. Isso se conecta com o que já viram antes, mas agora o bicho pega um pouco mais.

Aí entra a nossa missão de criar atividades que ajudem eles a praticar isso de maneira legal e interessante. Vou contar aqui três atividades que faço na minha turma e como a coisa rola por lá.

A primeira atividade é bem básica, mas fundamental: o ditado interativo. Uso um caderno de caligrafia simples e lápis. Divido a galera em duplas ou trios pra ajudar quem tá com mais dificuldade. Aí, leio palavras devagar e peço pra eles escreverem primeiro em letra de forma e depois em cursiva. Não faço um ditado muito longo pra não cansar, dura uns 20 minutos. É interessante ver como eles reagem. Na última vez, o João tava com dificuldade na cursiva e virou pro amigo do lado pra pedir ajuda. Mas foi legal porque ele realmente tava tentando e isso cria um ambiente de colaboração entre eles.

A segunda atividade é mais lúdica, tipo assim: cartas para os personagens preferidos. Peço pros meninos pensarem num personagem de livro ou desenho que eles gostem e escreverem uma cartinha curta pra ele. Damos uns 30 minutos nessa tarefa. Eles escolhem as palavras com cuidado porque querem impressionar o tal personagem. Uso papel colorido e lápis colorido pra motivar ainda mais. A Beatriz escreveu pra uma personagem da Turma da Mônica e tava toda empolgada mostrando pras amigas antes de entregar pra mim corrigir. Eles adoram quando a atividade envolve esses interesses pessoais.

E tem também uma atividade que faço com música porque música sempre ajuda, né? Escolho uma música infantil bem conhecida, tipo "Atirei o Pau no Gato". A gente canta junto umas duas vezes e depois peço pra eles escreverem um trecho pequeno da letra em letra de forma e cursiva no caderno comum mesmo. Essa leva uns 25 minutos no total. O legal é que eles ficam super animados com a cantoria e depois se dedicam na escrita porque querem conseguir fazer direitinho o que cantaram. Na última vez, o Pedro deu umas risadas porque trocou umas letras na cursiva, mas depois corrigiu direitinho.

Essas atividades ajudam não só a desenvolver as habilidades de escrita da BNCC, mas também deixam os meninos mais confiantes na sala de aula. Eles começam a perceber que dá pra brincar com as letras, combinar as formas de escrita com criatividade e colocar isso em prática no dia a dia.

Uma coisa importante é sempre dar feedback positivo e corrigir de um jeito construtivo pra não desanimar ninguém. E olha, no final das contas, ver eles conseguindo escrever melhor é gratificante demais.

Bom, por hoje é isso aí. Espero ter ajudado um pouco a clarear como trabalhar essa habilidade da BNCC no 2º ano com vocês. Se alguém tiver outras ideias ou quiser compartilhar alguma experiência, tô por aqui! Valeu!

Se tem uma coisa que eu aprendi nesses anos de sala de aula é que você consegue perceber quando um aluno aprendeu alguma coisa quando você menos espera, sabe? Não é só na hora da prova que a gente vê isso não. Por exemplo, às vezes eu tô circulando pela sala, aquela espiada básica pra ver o que a galera tá fazendo, e pego a Luísa explicando pro Joãozinho como formar uma letra cursiva que ele tava se enrolando. Dá pra ver nos olhos dela, aquele brilho de quem entendeu e tá segura do que tá falando. Aí é quando você pensa: "Ah, essa entendeu mesmo!"

Outra situação clássica é quando ouço as conversas entre eles. Tipo, uma vez peguei a turma meio que discutindo se devia ser "a gente" ou "agente" num texto que estavam escrevendo juntos. O Pedro, com aquele jeito dele, virou e disse: "A gente só é junto no filme de espião, aqui é separado". Aí você vê que a informação ficou na cabecinha deles, né?

Os erros mais comuns que os meninos cometem nessa habilidade geralmente envolvem confundir letra cursiva com letra de forma. Tem uma turma que às vezes escreve metade da palavra de um jeito e metade de outro, principalmente no começo do ano. A Maria, por exemplo, sempre mistura o "a" cursivo com o "a" de forma. Eu percebo que isso acontece porque eles ainda estão consolidando o aprendizado da caligrafia em dois formatos diferentes e rapidinho as coisas embaralham na cabeça deles.

Quando pego um erro desses na hora, tento corrigir sem dar bronca. Sei lá, acho que bronca só deixa eles nervosos e com medo de errar de novo. Então, paro do lado do aluno e mostro a diferença entre as letras ali mesmo. Faço ele repetir algumas vezes até ficar mais natural. Tipo assim: "Ô Maria, olha só aqui, vamos fazer o 'a' assim agora? Vê como fica mais bonito!" E dou aquele sorriso incentivador.

Agora, quando a gente fala do Matheus e da Clara, preciso adaptar algumas coisas porque cada criança é única e tem seu próprio jeito de aprender. O Matheus tem TDAH e fica muito agitado às vezes. Pra ele eu tento sempre dar tarefas um pouco mais dinâmicas e curtas. Atividades que não demandem ele ficar muito tempo parado no mesmo lugar são as melhores. E também uso fichas coloridas pra captar a atenção dele - cada cor pode representar uma parte do exercício ou uma etapa diferente.

Com a Clara, que tem TEA, é um pouco diferente. Ela precisa de um ambiente mais previsível e eu percebi que ela se sai melhor com rotinas bem definidas. Então, antes das atividades começarem, explico direitinho o que vai acontecer naquele dia. Ah, e tudo que puder ser visual ajuda muito! Uso cartazes com desenhos e símbolos simples pra Clara acompanhar o que estamos fazendo.

O que funciona bem tanto pro Matheus quanto pra Clara é dividir as atividades em passos menores. Tipo, em vez de pedir pra escrever um texto inteiro de uma vez só, eu divido em partes: primeiro pensa na ideia, depois escreve a primeira frase, depois a próxima... assim vai!

Mas nem tudo são flores, tá? Já tentei usar algumas ferramentas digitais pra inclusão deles na sala (tipo tablets com aplicativos educacionais) e não rolou muito não. O Matheus acabou se distraindo mais ainda com os joguinhos e a Clara ficou um pouco sobrecarregada com tantas informações visuais na tela.

Bom gente, vou ficando por aqui por hoje. Espero que essas experiências ajudem aí vocês com suas turmas também! Se alguém tiver outras dicas ou quiser compartilhar alguma experiência parecida, adoro trocar ideias. Até a próxima conversa!

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