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EF12LP07Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar e (re)produzir, em cantiga, quadras, quadrinhas, parlendas, trava-línguas e canções, rimas, aliterações, assonâncias, o ritmo de fala relacionado ao ritmo e à melodia das músicas e seus efeitos de sentido.

Leitura/escuta (compartilhada e autônoma)Produção de texto oral
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF12LP07 com os meninos do 1º ano é um negócio bem divertido e cheio de desafios, viu? Na prática, o que a gente quer é que os alunos consigam reconhecer e brincar com os sons das palavras. Isso inclui identificar rimas, perceber sons parecidos como as aliterações e assonâncias e entender como o ritmo das palavras se conecta com a melodia das músicas. E não é só escutar, não! Eles também têm que colocar a mão na massa e tentar reproduzir essas coisas nas canções, cantigas, parlendas ou trava-línguas.

É assim: na série anterior, eles já tiveram contato com algumas dessas coisas. As crianças do infantil já ouviram muitas músicas e historinhas que lidam com rimas e ritmo. Agora no 1º ano, a gente aprofunda isso. Eles precisam começar a perceber esses elementos de forma mais consciente e começar a brincar com eles na produção oral. É uma habilidade que aprimora bastante a percepção auditiva e o vocabulário dos pequenos.

Uma das atividades que eu faço para trabalhar essa habilidade é com cantigas de roda. Quem não gosta de uma boa cantiga, né? Eu pego algumas bem conhecidas, tipo "Ciranda Cirandinha" ou "Atirei o Pau no Gato" e levo pra sala. O material é simples: só a minha voz mesmo e às vezes uns cartazes com as letras. Primeiro, eu canto com eles umas duas ou três vezes para se familiarizarem. Aí, a gente vai dividindo a turma em grupinhos de quatro ou cinco para cada um ensaiar um pedacinho da cantiga. Dou uns 15 minutos para eles se organizarem e depois cada grupo apresenta o seu trecho. Nessa hora, é uma bagunça saudável! A última vez que fizemos isso, o Joãozinho esqueceu a letra bem na hora de cantar e acabou inventando umas palavras. Todo mundo riu, mas foi ótimo porque gerou uma discussão sobre a importância de prestar atenção no som das palavras.

Outra atividade bacana são os trava-línguas. Eles são ótimos para melhorar a dicção dos alunos e fazer eles perceberem as aliterações. Eu trago alguns trava-línguas conhecidos escritos num papel grande – tipo "O rato roeu a roupa do rei de Roma". Primeiro eu leio bem devagar para eles entenderem e depois vamos aumentando a velocidade. Divido a turma em duplas e dou uns 10 minutos para eles treinarem entre si. Depois tem uma competiçãozinha – quem consegue falar mais rápido sem errar? Na última vez que fizemos, a Ana Clara estava super concentrada, mas quando chegou no "rato roeu" ela acabou invertendo tudo e saiu algo tipo "roeu rato roupa" – foi engraçado demais! Mas o mais legal foi ver como ela se dedicou pra acertar na próxima tentativa.

E tem também as quadrinhas! Elas são um excelente recurso para trabalhar rimas de forma lúdica. Para isso, eu peço para cada aluno trazer uma quadrinha de casa – pode ser da avó, do livro ou inventada por eles mesmos. Aí formamos um círculo e cada criança recita a sua quadrinha para os outros. Os materiais aqui são só as próprias quadrinhas que eles trazem ou inventam na hora mesmo. Leva uns 30 minutos essa atividade toda, porque além de recitar, discutimos também as rimas presentes em cada uma delas. Na última vez que fizemos isso, o Gabriel trouxe uma quadrinha sobre super-heróis que ele mesmo criou: "O Batman é meu amigo / O Superman é legal / O Hulk vem correndo / E não me faz nenhum mal". Todo mundo adorou a criatividade dele, e aproveitamos para falar sobre a estrutura da quadrinha.

O mais interessante nessas atividades é como cada criança reage diferente. Tem uma galera que adora cantar e recitar de cara; outros são mais tímidos no começo mas depois vão se soltando aos poucos. Sempre tem aquele aluno que acaba virando “o rei do trava-língua” ou “a rainha das quadrinhas” da classe! E eu gosto muito de observar como eles começam a perceber os sons das palavras e o ritmo – é aí que você vê o aprendizado acontecendo de verdade.

Bom, é isso! Essas são algumas formas bem práticas que eu uso para trabalhar essa habilidade com os meninos do 1º ano. Se alguém tiver outras ideias ou quiser trocar figurinhas sobre como desenvolve essa habilidade em sala de aula, vou adorar ouvir! Até mais!

Aí, continuando o papo sobre a habilidade EF12LP07, vou te contar como eu percebo que os meninos estão entendendo o conteúdo sem precisar aplicar uma prova formal. Olha, é coisa de professor que fica ligado no que tá rolando na sala, sabe? Enquanto eu circulo entre as mesas durante as atividades, dou aquela espiada e ouvida no que eles estão aprontando. Tem momentos que são tipo um estalo, tipo quando tô andando pela sala e ouço a Renata falando pro João: "Nossa, João, essa palavra rima com aquela!" ou "Olha, essa música parece com aquela outra porque as palavras começam do mesmo jeito." Aí eu penso: "Ah, a Renata tá pegando o jeito."

Um dia desses, a gente tava fazendo uma atividade de criar rimas para uma parlenda que aprendemos juntos. Deixei eles criarem em duplas ou trios, e o Pedro tava lá explicando pro Mateus: "Olha só, Mateus, 'sapo' rima com 'pato', ouve só." E o Mateus batendo palminha junto e dando risada. Esse tipo de interação é ouro, porque mostra que ele não só entende, mas também tá confortável o bastante pra dividir isso com o amigo.

Agora, falando dos erros mais comuns entre os alunos nessa habilidade, uma das situações mais frequentes é a confusão entre palavras que soam parecidas mas não rimam de fato. Um exemplo foi com a Ana, que tava convencida de que "foca" e "fome" rimavam. Aí entra meu papel de guia: paro do lado dela e pergunto: "O que você acha desses sons aqui no final? Ouve bem." A Ana parou um pouquinho e percebeu a diferença. Isso acontece porque eles ainda estão pegando essa sutileza dos sons finais, mas é normal e faz parte do processo.

Outra coisa é quando eles embaralham os sons na hora de criar aliterações. Já vi o Lucas tentando fazer uma frase só com palavras começando com "m", mas no meio ele soltou um "p". Coitado, ele nem percebeu. Quando isso rola, eu chego devagarzinho e sugiro ele prestar atenção nas primeiras letras das palavras. Eu digo: "Vamos tentar junto outra vez? Agora pensando só no som 'm'". E aí ele vai sacando.

Agora sobre lidar com o Matheus e a Clara na turma... Bom, cada um tem suas necessidades específicas e eu tento adaptar as atividades pra eles se sentirem mais confortáveis. O Matheus tem TDAH e precisa de mais movimentação e dinâmicas que prendam sua atenção. Eu costumo deixar ele escolher entre algumas atividades relacionadas ao tema, como jogos de rima em aplicativos educativos no tablet. Isso ajuda porque ele se concentra mais quando tem um elemento de tecnologia envolvido. Também divido as tarefas em partes menores e dou pausas frequentes. Funciona bem quando a gente faz isso.

Com a Clara, que tem TEA, a abordagem é um pouco diferente. Ela gosta muito de previsibilidade e rotina, então procuro deixar as atividades bem estruturadas. Uso bastante material visual de apoio, como cartões com imagens das palavras pra criar rimas ou aliterações. Dou tempo extra pra ela pensar nas respostas durante os exercícios e sempre aviso antes quando vamos mudar de atividade. Uma vez tentei fazer uma roda de música sem avisar antes e percebi que ela ficou desconfortável, então aprendi a importância de sempre dar um heads-up pra ela.

O negócio é ir ajustando conforme a gente vai conhecendo cada aluno melhor. Claro que nem tudo funciona de primeira, mas ter esse olhar atento e a disposição pra mudar o que for preciso faz toda diferença.

Bom pessoal, é isso aí por hoje! Espero que essas histórias da sala de aula ajudem vocês também. Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar suas experiências com essa habilidade ou outras similares, manda aí! Tamo junto nessa missão de ensinar sempre aprendendo. Até a próxima!

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