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EF12LP10Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, cartazes, avisos, folhetos, regras e regulamentos que organizam a vida na comunidade escolar, dentre outros gêneros do campo da atuação cidadã, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.

Escrita (compartilhada e autônoma)Compreensão em leitura
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala da habilidade EF12LP10 da BNCC, na prática, é a gente ajudar os meninos do 1º ano a começar a entender como o mundo em volta deles funciona através dos textos que eles veem no dia a dia, tipo cartazes, avisos, folhetos e essas coisas. A ideia é que os pequenos consigam ler e compreender esses textos com a nossa ajuda e dos colegas, entendendo o que eles significam e como se conectam com a vida deles na escola e na comunidade. É meio que mostrar pra eles que a leitura não é só um monte de palavras, mas algo que organiza a vida da gente. Antes de chegar aqui no 1º ano, na educação infantil, eles já tiveram contato com livros de histórias e coisas mais simples. Agora, no 1º ano, é hora de expandir isso para outros tipos de texto. O aluno tem que conseguir ler um aviso de “silêncio na biblioteca”, por exemplo, e entender o que aquilo tá pedindo dele.

Bom, uma das atividades que eu faço é um passeio pela escola com uma lista de itens pra eles encontrarem. A gente usa uma lista simples mesmo, feita no quadro antes de sair da sala. Tem coisas como achar um cartaz na biblioteca, um aviso na cantina, ou um folheto sobre eventos da escola. Divido a turma em pequenos grupos de três ou quatro alunos porque aí eles podem discutir entre si o que estão vendo e o que significa cada coisa. Costuma levar uns 40 minutos no total: uns 10 minutos pra preparar tudo e o resto do tempo andando pela escola. Os meninos se animam bastante com isso porque é diferente do que eles tão acostumados na sala. Da última vez que fizemos essa atividade, o Pedro encontrou um cartaz sobre uma feira de ciências que ia ter e ficou todo empolgado contando pros colegas sobre como ele queria participar. Isso gerou uma discussão legal sobre o que era aquela feira e como eles poderiam se envolver.

Outra atividade bacana é o "jogo dos avisos". Eu preparo cartões com frases curtas e simples, do tipo "não correr nos corredores" ou "lavar as mãos antes das refeições". Cada aluno pega um cartão e a missão deles é desenhar uma situação em que aquele aviso seria importante. Depois disso, a gente junta todo mundo em roda e cada um apresenta o que fez pros colegas. Essa atividade costuma demorar uns 50 minutos: 20 pra fazer os desenhos e mais uns 30 pra apresentação e discussão. A galera adora desenhar, então fica fácil manter o foco deles. Lembro que uma vez a Ana Clara desenhou um menino correndo nos corredores e escorregando numa poça d’água, todo mundo caiu na risada mas depois ela explicou bem certinho porque não deveria correr ali e aí todo mundo entendeu bem o recado.

Por último, gosto de fazer uma leitura coletiva dos folhetos informativos que a escola distribui aos alunos. Pode ser sobre vacinação ou algum evento importante da escola. Eu leio em voz alta enquanto eles acompanham com seus próprios folhetos em mãos. Em seguida, faço perguntas sobre o que lemos pra ver se entenderam direitinho. Essa atividade não demora muito, coisa de 30 minutos. O pessoal costuma prestar bastante atenção porque sabem que eu vou perguntar depois! Uma coisa engraçada aconteceu quando lemos sobre a campanha de vacinação: o João levantou a mão todo sério e perguntou porque ele precisava tomar vacina se não tava doente. Foi uma ótima oportunidade pra discutir saúde e prevenção em grupo.

Aí você vê como essas atividades ajudam os meninos a perceberem que esses textos estão ali pra orientá-los no dia a dia, mostrando regras ou informações importantes. E não é só ler por ler. A ideia é criar essa consciência desde cedo e fazer com que eles participem ativamente do ambiente escolar através da compreensão desses textos.

Bom, essas são algumas das coisas que faço com a turma pra desenvolver essa habilidade da BNCC. Se alguém aqui tiver mais dicas ou experiências diferentes pra compartilhar, tô aberto pra ouvir! É sempre bom trocar ideia e aprender mais uns com os outros.

Aí, gente, continuando a conversa sobre a habilidade EF12LP10, uma coisa que sempre me deixa felizão é perceber que os meninos estão pegando a ideia sem precisar daquela prova formal, sabe? E isso é algo que a gente consegue perceber no dia a dia, circulando pela sala e observando. Por exemplo, um dia tava passando entre as mesas e vi a Júlia apontando pra um cartaz na parede e explicando pro Rafael o que tava escrito. Ela falou algo do tipo "olha, aqui tá dizendo que amanhã é o passeio!". Foi aí que deu aquele estalo: "ah, essa entendeu". Ela conseguiu fazer a conexão do texto com a rotina da turma e ainda ajudou o amigo a entender.

Outra situação foi quando o Pedro tava tentando montar uma historinha em quadrinhos. Ele pediu ajuda pro Gabriel e começou a explicar como ele achava que os personagens deveriam falar. Na conversa deles, o Pedro fez referência a uma placa de trânsito que a gente tinha visto na saída da escola. Ele ligou os pontos entre o texto e uma situação da vida real, mostrando que tava entendendo bem.

Agora, sobre os erros comuns que aparecem por aqui... Vou te contar, tem uns clássicos! A Ana, por exemplo, sempre confunde letras parecidas, tipo 'b' e 'd'. Ela lê um cartaz e fala tudo trocado, aí eu tento corrigir na hora, mostrando pra ela como são diferentes. Esse erro rola muito porque nessa fase a coordenação motora ainda tá se desenvolvendo e as letras são visualmente muito parecidas.

O Lucas tem dificuldade com as palavras compostas. Um dia ele tava lendo o título de um aviso na escola e leu "pé-frio" em vez de "pé-de-moleque". É engraçado, mas mostra que ele ainda tá pegando no tranco essa ideia das palavras que se juntam. Quando pego esse tipo de erro na hora, costumo usar aquelas fichas com imagens, sabe? Aí eu mostro várias palavras compostas de uma vez pra ele ver como as duas partes juntas formam algo novo.

Agora, falando da adaptação pros meninos que precisam de mais atenção. Tem o Matheus, que tem TDAH. Com ele eu tenho que ser bem flexível nas atividades. Ele precisa de estímulos diferentes pra manter o foco. Já usei fantoches pra dramatizar as histórias dos textos ou mesmo jogos interativos no tablet pra ele se conectar mais com o conteúdo. O importante é variar bastante e deixar ele se movimentar um pouco durante as tarefas.

A Clara tem TEA e ela gosta de uma rotina bem estruturada, então eu tenho que planejar tudo direitinho. Uso muitos recursos visuais com ela: cartazes grandes e coloridos ajudam muito. Já tentamos usar audiobooks também, mas ela preferiu os livros físicos com ilustrações bem marcantes. Acho que o segredo com ela é ser consistente e sempre dar um feedback positivo quando ela acerta.

E olha, nem tudo dá certo sempre. Com o Matheus já tentei fazer ele seguir um roteiro fixo de atividades no papel, mas isso deixou ele mais ansioso ainda. Então aprendi que com ele melhor ser mais flexível. Com a Clara, tentou-se uma vez usar vídeos educativos curtos para explicar os textos do dia a dia, mas ela se dispersou fácil com as imagens em movimento.

Enfim, acho que o negócio é prestar atenção nas pistas que cada aluno dá sobre como eles aprendem melhor. No fim das contas, tô aqui pra facilitar o caminho deles na aprendizagem e qualquer sinalzinho de progresso já é motivo pra gente comemorar junto. E vocês? Como lidam com essas situações aí nas turmas de vocês?

Por hoje é isso. Valeu demais pela troca! Até a próxima, pessoal!

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