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EF12LP11Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Escrever, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, fotolegendas em notícias, manchetes e lides em notícias, álbum de fotos digital noticioso e notícias curtas para público infantil, digitais ou impressos, dentre outros gêneros do campo jornalístico, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.

Escrita (compartilhada e autônoma)Escrita compartilhada
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF12LP11 da BNCC é bem legal e dá pra trabalhar de um jeito muito dinâmico com os meninos do 1º ano. Na prática, o que a BNCC tá pedindo é que a gente ajude os pequenos a começarem a se comunicar através de textos mais formais, tipo notícias e fotolegendas. O que eles têm de fazer é entender como escrever textos curtos e informativos e saber que esses textos têm uma função clara de informar uma galera sobre algo específico.

Quando eles chegam no 1º ano, os meninos já trazem alguma noção das letras e das palavras que aprenderam na educação infantil. Muitos já sabem escrever o próprio nome e algumas palavrinhas básicas. Agora, a gente vai direcionar isso pra algo mais organizado, que tem começo, meio e fim. A ideia é que eles consigam, junto com os colegas e com a nossa ajuda, criar frases simples que façam sentido dentro de uma notícia ou de uma legenda de foto, por exemplo.

Uma atividade que eu faço é a "Nossa Notícia do Dia". Uso jornalzinho ou site de notícia infantil como material de apoio. A turma fica em grupos pequenos, uns quatro ou cinco alunos. Eu levo algumas fotos impressas de acontecimentos legais na escola ou na cidade, coisa simples, tipo a feira do livro ou algum evento no parquinho. A primeira parte da atividade é conversar sobre o que tá acontecendo na foto. Pergunto: "O que vocês estão vendo aqui?" Eles vão falando e eu vou anotando as ideias no quadro.

Depois disso, cada grupo escolhe uma foto e tem que escrever uma notícia curtinha sobre aquilo. Minha ajuda é importante nessa etapa; às vezes, dou umas sugestões de como começar: "Hoje teve feira do livro na escola..." ou "As crianças se divertiram no parquinho...". Essa atividade costuma levar uma aula inteira, uns 50 minutos. E olha que legal, os meninos ficam super empolgados quando veem o resultado final! Da última vez, o Miguel ficou todo feliz porque a frase que ele sugeriu foi pro trabalho final do grupo dele.

Outra coisa que faço é criar um "Álbum de Fotos Digital". Pra isso, uso aqueles projetores interativos ou até mesmo o celular conectado à TV da sala. Funciona assim: escolhemos um tema – pode ser "Animais da Fazenda" ou "Brincadeiras no Recreio" – e aí cada um traz uma foto relacionada. A gente projeta essas fotos e, em conjunto, criamos uma legenda pra cada uma.

Trabalho em duplas pra essa atividade e normalmente leva umas duas aulas pra completar tudo. Os meninos adoram ver as fotos deles na telona e participam ativamente colocando ideias pras legendas. Numa das últimas vezes, a Sofia trouxe uma foto dela com a galinha lá da casa dela e todo mundo riu quando ela sugeriu uma legenda brincando que a galinha era a professora nova da turma.

Por último, tem também o "Jornal Mural", que é um projeto mais contínuo. Esse eu costumo fazer ao longo do semestre inteiro. Cada semana um grupo diferente fica responsável por trazer um tema novo pro mural, pode ser um acontecimento da escola ou algo interessante da vida deles.

Aí os alunos pesquisam junto comigo informações sobre o tema escolhido – às vezes usamos tablets ou computadores da escola – e juntos escrevemos um pequeno texto sobre isso. No fim da semana, colamos tudo no mural pra comunidade escolar ver.

Uma cena engraçada foi quando o Carlos quis escrever sobre como ele perdeu o dente e como isso era um grande acontecimento! Ele estava tão animado contando pras outras crianças sobre como o dente caiu enquanto ele comia maçã... Uma aula inteira não foi suficiente! Mas olha só que bom: isso gerou muito interesse das outras crianças em partilhar seus próprios acontecimentos também.

Essas atividades são cheias de desafios mas muito gratificantes. A turma se envolve muito, ri junto e aprende colaborando uns com os outros. Eu sinto que esse tipo de trabalho ajuda a preparar os meninos para o futuro escolar deles porque não é só sobre aprender a escrever; é também sobre comunicar ideias de forma clara, trabalhar em equipe e respeitar as opiniões dos outros.

Acho incrível ver como eles evoluem ao longo do ano letivo. No começo, estão tímidos e inseguros; mas cada vez mais vão se soltando e ganhando confiança em escrever suas próprias palavras no papel. E eu tô ali sempre apoiando e incentivando porque sei que esse acompanhamento faz toda diferença! Bom, por hoje é isso! Espero ter ajudado vocês com essas dicas práticas! Se alguém tiver outras ideias ou quiser trocar uma ideia, só chamar aí nos comentários!

Quando a gente trabalha essa habilidade EF12LP11, o mais legal é perceber como os meninos realmente estão aprendendo sem precisar fazer aquela prova formal, sabe? Nada contra as provas, mas tem hora que só de estar ali, circulando pela sala, a gente já sente quando eles pegam a coisa. Tipo, gosto de andar por ali enquanto estão escrevendo ou discutindo algo em dupla ou grupo. E é bem nessas horas que rola aquele "ah, esse entendeu"!

Um exemplo concreto foi com a Júlia e o Pedro. Eles estavam numa atividade em que tinham que criar uma notícia sobre um bichinho de estimação da turma. Daí eu vi a Júlia explicando pro Pedro que uma notícia precisa começar dizendo o "quem", "o quê", "onde" e "quando". Ela tava usando aquelas palavrinhas mágicas! E o Pedro, todo atento, concordando, se empolgou e começou a escrever sobre o cachorro do vizinho dele. Essa interação me mostrou que eles estavam entendendo a estrutura do texto informativo, sem eu precisar ficar testando formalmente.

Agora, os erros mais comuns... Ah, esses fazem parte do aprendizado! A Ana, por exemplo, sempre confundia a ordem das informações na fotolegenda. Ela colocava o local antes de dizer quem estava na foto. Tipo assim: "No parque, Maria e seu irmão". Na verdade, o certo seria começar com "Maria e seu irmão no parque". Esses erros acontecem porque eles ainda estão aprendendo a lógica do texto informativo. Quando pego esse erro na hora, tento mostrar pra ela como a gente geralmente lê as coisas e por que uma ordem faz mais sentido que outra. Às vezes faço isso desenhando ou mostrando exemplos em revistas.

Sobre os alunos com necessidades especiais na turma, tem o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA. Cada um requer um tipo diferente de atenção e adaptação nas atividades. Com o Matheus, que é bem agitado e disperso, eu tento usar atividades mais curtas e com intervalos entre elas pra ele poder levantar um pouco, dar uma volta. Material visual ajuda muito com ele também. Cartaz colorido com imagens chama atenção dele, e ele adora participar quando tem esse tipo de estímulo.

A Clara é mais tranquila mas precisa de instruções bem claras e diretas. Com ela, eu uso muito material visual também, mas mais organizado. Tipo cartões com passo a passo do que precisa ser feito na atividade. E funciona bem manter uma rotina estruturada pra ela saber o que esperar em cada momento do dia. O que não funcionou foi uma vez tentar algo muito aberto ou improvisado num projeto em grupo. Preciso sempre garantir que ela tem seu espaço e entende o papel dela.

A gente vai aprendendo junto com eles, né? Sempre tem algo a adaptar ou mudar aqui e ali pra atender todo mundo da melhor forma possível. É um desafio diário mas também é muito gratificante ver eles se desenvolvendo.

E é isso aí pessoal! Espero que esse relato ajude alguém aí nessa caminhada de ensinar os pequenos de forma inclusiva e significativa. Se tiverem outras dicas ou quiserem compartilhar suas experiências também, vou adorar saber! Até a próxima!

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