Olha, quando a gente fala dessa tal habilidade EF15LP04, o que a BNCC quer mesmo é que os alunos consigam perceber como as imagens, as cores, os tamanhos de letra e outros elementos visuais ajudam a contar uma história ou passar uma mensagem. É tipo quando eles veem uma história em quadrinhos: não é só o que o personagem tá falando que importa, mas também como ele tá desenhado, qual expressão facial ele tá fazendo, se a letra do balão tá grandona ou pequenininha, essas coisas. O que eu quero que os meninos do 1º Ano percebam é que esses recursos visuais também "falam" e ajudam a entender melhor o texto.
Antes de chegar nessa habilidade, os pequenos já vêm com alguma noção. No ano anterior, eles já estavam praticando olhar ilustrações em livros de histórias e entender o que as imagens diziam sobre os personagens ou o cenário. Eles já sabem, por exemplo, que um solzão amarelo e grande no topo da página significa dia quente e alegre. Então, agora a gente só vai aprofundar um pouco mais essa leitura.
A primeira atividade que eu costumo fazer é com revistas em quadrinhos. Eu trago umas revistinhas simples, tipo Turma da Mônica, e distribuo entre a turma. Eles ficam em duplas pra poderem discutir entre si. Aí eu peço pra cada dupla escolher uma página e me explicar o que entendem só olhando pras imagens, sem ler os diálogos. Isso costuma levar uns 20 minutos, porque depois eles apresentam o que descobriram pros colegas. É engraçado porque sempre tem umas duplas que acham umas coisas nada a ver — na última vez, o Joãozinho achou que a Mônica tava brava porque ela tava com um balão vermelho na cabeça, mas era só um chapéu! Aí eu expliquei que o vermelho pode ser usado pra mostrar raiva sim, mas que nesse caso eles tinham que observar mais o rosto dela.
Uma outra atividade legal é usar capas de livros infantis. Eu pego uns cinco livros com capas bem chamativas e coloco expostos na frente da sala. Cada aluno escolhe um livro pela capa — sem poder abrir! — e escreve um parágrafo curtinho dizendo sobre o que ele acha que a história se trata com base nas imagens e nas cores da capa. Isso leva uns 30 minutos porque depois eles leem suas hipóteses pros colegas. Na última vez, a Maria achou que um livro com uma capa cheia de nuvens e um menino voando era sobre um sonho maluco. E olha só, ela acertou! O livro era mesmo sobre sonhos.
A terceira atividade envolve fazer uma "caça ao tesouro" de expressões visuais em casa. Eu peço pra eles encontrarem em revistas ou jornais três exemplos de anúncios ou propagandas onde as imagens são mais importantes do que o texto. Eles têm uns dois dias pra isso e trazem as descobertas pra sala. Aí cada um apresenta o que encontrou e explica por que escolheu aqueles exemplos. Na última rodada dessa atividade, o Pedro trouxe uma propaganda de refrigerante onde tinha uma imagem gigante de um copo gelado no meio de uma praia cheia de gente feliz e nem precisou ler o texto pra saber que estavam tentando vender uma ideia de refresco pro verão.
O mais bacana dessas atividades é ver como os meninos começam a olhar pras coisas com mais atenção nos detalhes visuais e perceberem como essas coisas influenciam a nossa interpretação dos textos. E olha, esse tipo de atividade não só ajuda na leitura de textos multissemióticos mas também deixa eles mais críticos na hora de consumir informação em geral.
Bom, aí termino assim: se alguém aí tiver outras ideias ou quiser trocar experiências sobre essa habilidade ou outras da BNCC, tô sempre aberto pra aprender e dividir as minhas maluquices aqui no fórum! Valeu demais, gente!
Então, continuando nessa linha, sabe como eu percebo que os meninos realmente entenderam essa habilidade? Não é só aplicando uma prova ou um teste, porque nessa idade aí, eles mostram muito nas atitudes e nas conversas do dia a dia. Tipo assim, quando tô circulando pela sala durante as atividades, fico prestando atenção em como eles interagem com o material. Às vezes, tô só de canto de olho, mas dá pra perceber quando a coisa tá fluindo.
Teve uma vez que vi o Joãozinho e a Maria analisando um livrinho de histórias em quadrinhos. O Joãozinho tava lá mostrando pra Maria que o personagem tava “bravo” numa cena porque o balão de fala tava todo tremido e a letra era grandona. Aí a Maria virou e falou: “É, e olha a cara dele!”, apontando pro desenho do personagem com as sobrancelhas franzidas. Nesse momento eu pensei: “Ah, esses pegaram a mensagem!”
Outra situação que acontece direto é quando alguém explica pro colega. Tava lá o Rodrigo tentando entender por que numa propaganda o cachorro parecia estar pulando do papel. Aí vem a Fernanda e diz: “É porque o título tá crescendo junto com ele... olha o tamanho da letra!” Ela mesma não percebeu que tava explicando direitinho o conceito da habilidade. Essas conversas são ouro pra gente!
Agora, quanto aos erros mais comuns que vejo, tem uns que aparecem bastante. Às vezes os meninos confundem a leitura dos elementos visuais com a própria história e se perdem todo. Tipo o Pedrinho, que olhou um cartaz cheio de cores vibrantes e concluiu que era sobre uma festa, mas aí esqueceu de ler os detalhes menores que falavam de uma campanha de doação. Ele só viu o chamativo de longe e pronto.
Esses erros acontecem porque eles tendem a focar no que é mais fácil pros olhos: cores fortes, desenhos chamativos... mas passam batido pelos detalhes menores que tão ali pra completar a mensagem. Quando pego isso na hora, costumo chamar atenção deles pro detalhe: “Ei, Pedrinho, você viu esse pedacinho aqui no canto? O que será que ele tá dizendo pra gente?”
Falando do Matheus e da Clara agora... o Matheus tem TDAH e precisa de um pouco mais de movimento nas atividades. Pra ele, procuro sempre incluir materiais que ele possa manipular enquanto aprende, tipo cartões coloridos ou peças desconectáveis com imagens. Isso ajuda ele a manter a atenção sem ficar preso só no papel. E dou umas pausas mais frequentes nas atividades pra ele se levantar um pouco.
A Clara tem TEA e ela se dá bem quando tudo tá bem organizado e previsível. Então, procuro sempre mostrar pra ela um exemplo do que vamos fazer antes de começar. As histórias em quadrinhos ou cartazes que usamos têm que ser mais claras e menos poluídas visualmente pra não sobrecarregá-la. Eu digo pra ela: “Clara, vamos ver primeiro essa parte aqui”, e mostro algo específico. O uso de recursos visuais menos complexos ajuda muito.
Uma vez tentei usar um jogo de tabuleiro baseado nos elementos visuais com toda a turma, mas notei que tanto pro Matheus quanto pra Clara era informação demais ao mesmo tempo. Pro Matheus, porque ele ficava ansioso querendo ver tudo de uma vez, e pra Clara porque ela ficava confusa tentando seguir as regras enquanto olhava pro tabuleiro cheio de cores e símbolos. Aí aprendi que preciso adaptar esses jogos: menos regras por vez pro Matheus e mais clareza visual para a Clara.
É assim que vou ajustando as atividades conforme vejo a necessidade dos alunos. No fim das contas, é entender que cada um tem seu jeito e seu ritmo. E é isso aí, pessoal! Espero ter ajudado compartilhando um pouco do meu dia a dia com vocês. Se tiverem dicas ou quiserem saber mais sobre alguma coisa específica, tô por aqui!
Um abraço!