Voltar para Língua Portuguesa Ano
EF15LP07Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, ilustrando, quando for o caso, em suporte adequado, manual ou digital.

Leitura/escuta (compartilhada e autônoma)Edição de textos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala da habilidade EF15LP07 da BNCC, é basicamente ajudar os meninos do 1º ano a pegar um texto que eles tão criando e transformar ele numa versão final, sabe? A ideia é que eles consigam, com a ajuda dos colegas e do professor, revisar o que escreveram, pensar no que pode melhorar e até ilustrar o texto, se fizer sentido. É um processo que ensina a importância de dar uma olhada no que a gente faz e sempre buscar melhorar. Na prática, os meninos precisam aprender a trabalhar em equipe e desenvolver um olhar crítico pro que eles mesmos produzem.

Aí, na minha sala, o que faço é levar o que eles já aprenderam sobre escrita lá no jardim de infância pro próximo nível. Eles chegam ao 1º ano já tendo uma noção básica de letras e palavras, mas editar um texto é novidade. Então, eles começam a perceber que um texto não nasce perfeito. E isso se conecta muito bem com o que eles já sabem: eles já entendem o básico da leitura e da escrita, e agora vão explorar como deixar isso melhor, mais completo.

Agora vou contar algumas atividades que faço com a galera aqui. A primeira é a "Estação de Revisão". Pra essa atividade, uso papel sulfite comum e lápis de cor. A turma é dividida em grupos de 4 ou 5 alunos. Cada grupo recebe um texto curto escrito por eles mesmos em uma atividade anterior. Dou uns 40 minutos pra essa atividade toda. Primeiro, cada grupo lê o texto em conjunto. Aí, eles precisam identificar o que acham que pode melhorar: uma palavra repetida ou uma frase que não faz tanto sentido. Eles conversam entre si e fazem as mudanças necessárias. Na última vez que fiz isso, o Pedro falou: "Tia, aqui tá igualzinho ao começo!". E foi legal ver o João ajudando ele a pensar numa outra forma de começar aquele parágrafo.

Outra atividade bacana é a "Oficina de Ilustração". Aqui, a ideia é pegar os textos revisados e ilustrar onde for possível. O material é muito simples: papel canson e lápis de cor ou giz de cera. Coloco as crianças em duplas pra essa atividade e dou uns 30 minutos pra fazerem os desenhos. Eles adoram essa parte! Dá pra ver como se empolgam quando conseguem transformar palavras em imagens. Da última vez, a Ana ficou super feliz com o desenho que ela e a Luiza fizeram pra um conto sobre animais na floresta. Elas conseguiram representar direitinho a ideia da história.

A terceira atividade é chamada de "Leitura em Voz Alta". Essa é quase um evento! Uso um palco improvisado na sala: só uma cadeira e um tapete já são suficientes. Cada estudante lê sua parte do texto finalizado pro resto da turma. Organizamos isso num período de aula normal de 50 minutos e cada criança tem seu momento especial pra ler. A reação é sempre positiva! Eles ficam meio tímidos no início, mas depois se soltam e conseguem até interpretar as partes das histórias. Na última vez, o Lucas fez uma voz engraçada pra um personagem do texto dele, e isso fez todo mundo cair na gargalhada.

Essas atividades têm me ajudado muito a trabalhar essa habilidade com a turminha do 1º ano. São coisas simples de se implementar e trazem grandes resultados na forma como as crianças lidam com seus textos. A colaboração entre eles reforça o aprendizado social e a capacidade de trabalhar juntos em prol de um objetivo comum. Também percebo que isso melhora muito a confiança deles na escrita e na leitura.

Eu sempre digo pros colegas: não precisa complicar muito pra ensinar algo importante. Os alunos aprendem melhor quando sentem que estão num ambiente acolhedor e cooperativo. E essas atividades têm proporcionado justamente isso: um espaço onde eles podem errar, corrigir e melhorar juntos.

Bom, por hoje acho que falei demais! Espero ter ajudado a entender um pouco mais sobre como trabalho essa habilidade aqui na nossa escola em Goiânia. Se alguém tiver mais dicas ou quiser trocar ideia sobre outras práticas, tô sempre por aqui!

Abraço da turma inteira!

Aí, na minha sala, o que faço muitas vezes é circular enquanto eles tão trabalhando. Fico ali quieto, só observando as reações, as conversas entre eles, os olhares. E é nesse momento que a gente pesca umas pérolas, sabe? Um dia, por exemplo, tava ali caminhando entre as mesas e ouvi o Pedro falando pra Ana: "Não acha que esse final tá meio confuso? Acho que tem que explicar melhor aqui." Aí você vê que ele não só tá entendendo o que foi pedido, mas já tá desenvolvendo aquele olhar crítico que a habilidade quer. Não teve prova, não precisa. Tá ali, acontecendo na prática.

Outra coisa é quando um aluno explica pro outro. Tava lá o João tentando ajudar a Sabrina com a estrutura do texto dela. Ele todo entusiasmado: "Sabrina, olha só, primeiro a gente tem que contar onde tá a história, né? Depois a gente fala quem tá na história." Essa conversa me mostrou que ele entendeu mesmo o conceito de sequência lógica no texto e tá conseguindo passar isso adiante.

Agora, não vamos mentir, erros acontecem aos montes. Uma coisa comum que vejo é os meninos não entenderem muito bem como concluir o texto. Tipo assim, o Lucas fez uma história super interessante, mas acabou de repente sem uma conclusão. É normal, né? Eles tão aprendendo ainda. Nesses casos, tento sentar do lado e conversar com ele: "Lucas, e se a gente pensar um pouco mais? O que você acha que acontece depois disso?" Vou puxando fio por fio da ideia dele até ele chegar num fim.

Outra situação foi com a Mariana. Ela adorava ilustrar os textos, mas esquecia de revisar o texto em si. Ficava tão presa nos desenhos que deixava algumas partes escritas meio soltas ou sem sentido. Aí precisei mostrar pra ela como essas duas partes têm que se complementar. Pedi pra ela ler em voz alta antes de desenhar, pra ver se tava claro. Funciona bem ver eles mesmos identificarem os erros.

Agora sobre minha turma especial: bom, tem o Matheus com TDAH e a Clara com TEA. Cada um tem uma necessidade distinta e precisa de ajustes nas atividades. Com o Matheus, geralmente dou instruções mais diretas e curtas pra ele não se perder no meio do caminho. Digo algo tipo: "Vamos fazer esse parágrafo agora?" e dou um tempo menor pra ele focar naquilo ali específico. E olha só, ter um canto mais tranquilo ajuda muito também; quando a sala tá muito barulhenta, fica difícil pra ele.

Já a Clara tem uma maneira toda especial de ver as coisas. Pra ela, às vezes uso cartões visuais que ajudam a entender a ordem das ações ou o que precisa ser feito em cada etapa do processo de revisão do texto. A estrutura visual funciona muito bem com ela. Também dou mais tempo pra ela completar as atividades porque ela precisa desse tempo extra pra processar tudo.

Uma vez tentei usar um aplicativo de escrita colaborativa com eles e vi que não funcionou tão bem pro Matheus porque ele acabou se distraindo com as várias opções da ferramenta. Já com a Clara foi legal porque ela conseguiu ver visualmente tudo que precisava fazer em ordem.

Bom, gente, acho que é por aí mesmo. Cada dia é uma nova descoberta ali na sala de aula e cada aluno tem sua forma única de aprender e surpreender a gente. No fim das contas, ver eles crescendo é o melhor retorno que posso ter como professor.

Abraço! Até a próxima conversa!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF15LP07 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.