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EF15LP12Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Atribuir significado a aspectos não linguísticos (paralinguísticos) observados na fala, como direção do olhar, riso, gestos, movimentos da cabeça (de concordância ou discordância), expressão corporal, tom de voz.

Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma)Aspectos não linguísticos (paralinguísticos) no ato da fala
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF15LP12 aí da BNCC é uma coisa bonita que eu vejo como um jeito de ajudar os meninos a entenderem que a comunicação não é só sobre as palavras que a gente fala, mas também sobre tudo aquilo que a gente não fala. Sabe quando alguém tá contando uma história e você percebe que os olhos da pessoa brilham ou a voz dela muda de tom? Então, é isso! Os alunos precisam aprender a ler essas pistas também. Quando a molecada do 1º Ano começa a entender isso, ela já tá dando um passo além do que aprendeu lá no Infantil, onde a ênfase era mais em saber ouvir e falar as palavras certinho. Aqui, eles precisam começar a perceber o que tá nas entrelinhas do comportamento das pessoas.

Uma coisa que eu faço na sala de aula é usar situações do dia a dia, tipo uma conversa entre colegas, ou até mesmo quando eu tô explicando alguma coisa e faço uma pergunta. A ideia é que eles percebam que às vezes um simples "aham" pode significar várias coisas dependendo de como e quando ele é dito. Imagina um aluno perguntando "Posso ir ao banheiro?" e o outro só faz um gesto com a cabeça sem nem olhar pro colega. Isso pode significar tanta coisa! Pode ser sim, não, ou depende das circunstâncias. E entender isso é essencial!

Vou contar umas atividades que faço com os meninos na sala pra trabalhar essa habilidade.

A primeira é simples: teatro de fantoches. Eu uso fantoches bem básicos, feitos de meia mesmo, sabe? A gente se divide em pequenos grupos, tipo 4 ou 5 alunos por grupo. A atividade dura uns 30 minutos. Cada grupo pega um par de fantoches e inventa uma historinha curta. O truque é que eles têm que prestar atenção em como os bonecos se movimentam e no tom de voz. Eles não podem usar muitas palavras pra comunicar as emoções dos personagens. Da última vez que fizemos isso, o João e a Maria estavam no mesmo grupo e criaram uma história sobre dois amigos pinguins discutindo qual deles era mais rápido no gelo. Foi hilário ver como eles usavam gestos com os bonecos pra indicar raiva ou alegria! E a turma adorou. Todos ficaram atentos pra captar essas nuances.

Outra atividade legal é o "Jogo dos Sentimentos". Eu não uso nada além de papelzinho com palavras escritas, como "alegre", "triste", "nervoso", etc. Cada aluno sorteia um papelzinho e tem que expressar o sentimento sem usar palavras — só gestos, expressão facial e tom de voz! Fazemos em círculo pra todo mundo ver bem e leva uns 20 minutos. Na última vez que jogamos, a Ana pegou "nervoso" e começou a bater o pé no chão enquanto mexia rápido as mãos. Aí a turma foi tentando adivinhar qual era o sentimento ali até acertarem! Esse jogo ajuda muito eles a perceberem como a nossa linguagem corporal pode dizer tanto.

Ah, e tem também o "Desafio do Revezamento de Histórias". Divido eles em duplas e dou um tema qualquer, tipo "na floresta". Um começa contando uma história falando normalmente, enquanto o outro só pode interagir com gestos e expressões faciais. Depois eles trocam, e quem tava ouvindo começa a contar outra parte da história enquanto o primeiro faz os gestos. Levamos uns 20 minutos também nessa atividade. O Lucas fez dupla com o Pedro da última vez; eles criaram uma aventura de caça ao tesouro na floresta cheia de perigos como cobras e aranhas gigantes! O Pedro usou cada parte do corpo pra mostrar medo das aranhas sem falar nada.

Olha, essas atividades não precisam de nenhum material sofisticado nem nada complicado. E pros meninos é super divertido porque eles podem explorar o próprio corpo e voz pra se comunicar de maneiras novas. Eles vão pegando o jeito fácil fácil!

Então é isso. A gente vai fazendo as coisas assim na prática, no dia a dia da sala de aula mesmo. E acho super recompensador ver quando eles começam a entender essas nuances da comunicação humana — cada riso, cada olhar conta uma história diferente! Eu adoro ver essa evolução neles porque sei que vai ajudar muito na vida toda, não só na escola.

Até mais! Qualquer dúvida ou ideia nova tô por aqui!

Bom, continuando o papo sobre a EF15LP12, uma das coisas que mais gosto é ver os meninos pegando o jeito de entender esses sinais não falados. E você sabe como eu percebo quando eles estão entendendo isso? Cara, é só ficar de olho na sala e nas conversas que rolam entre eles. Às vezes, tô ali circulando pela sala, só observando de canto de olho, e aí vejo a Luana sussurrando algo pro João, e ele começa a balançar a cabeça antes mesmo dela terminar de falar. Aí eu penso: "Hum, ela tá indo bem!".

Teve um dia que o Pedro tava explicando pra Mariana como fazer um desenho que a gente tinha pedido numa atividade de expressão. Ele começou a falar com as mãos, gesticulando e fazendo caretas pra mostrar os sentimentos dos personagens. Nessa hora, deu pra perceber que ele tava captando muito bem essa coisa de comunicação além das palavras. E olha que o Pedro era bem tímido no começo do ano!

Agora, claro que nem tudo são flores. Tem os erros mais comuns também. O Miguel, por exemplo, vive trocando as expressões faciais que correspondem às emoções. Uma vez ele tava narrando uma historinha e mostrando felicidade com uma cara super séria, quase brava. É um erro comum porque os meninos nessa idade ainda tão aprendendo a conectar o que sentem com o que mostram. Quando isso acontece, eu paro a atividade na hora e a gente faz um jogo rápido: eu peço pra eles imitarem várias emoções diferentes enquanto contam uma historinha curtinha. Isso costuma ajudar.

Outra coisa que vejo muito é a dificuldade em entender ironia ou sarcasmo. A Sofia sempre fica confusa quando alguém fala alguma coisa irônica e acaba entendendo tudo ao pé da letra. Aí eu entro em cena e explico com exemplos concretos do dia a dia deles, tipo falar de um dia chuvoso como se fosse "lindo e ensolarado" enquanto mostro uma cara bem dramática. Pessoal geralmente ri e ajuda a quebrar o gelo da confusão.

Sobre o Matheus, que tem TDAH, tenho que tá sempre atento porque ele se distrai fácil. Uma técnica que funciona bem é dividir as atividades em etapas menores e dar pequenos intervalos entre elas pra ele levantar e dar uma volta rápida. Mantenho também um quadro visual com imagens pra ele seguir essas etapas e não se perder no processo. Funciona melhor do que tentar fazê-lo focar por muito tempo seguido.

Já a Clara, que tem TEA, precisa de um pouco mais de previsibilidade e rotina nas atividades. Então eu sempre começo as aulas com um cronograma visual do dia pra ela saber o que vai acontecer e quando. Também uso materiais sensoriais porque ela responde bem ao toque e às texturas diferentes. Isso ajuda ela a se expressar melhor durante as atividades práticas.

Tive algumas tentativas que não deram certo também. Tentei uma vez usar música ambiente na sala achando que ia ajudar na concentração deles enquanto faziam atividades, mas acabou deixando o Matheus ainda mais agitado e tirou o foco da Clara. Aprendi rapidinho!

O lance é estar sempre ajustando as estratégias conforme vou observando as reações deles — funciona meio como um termômetro mesmo. E todas essas observações me ajudam a entender melhor cada aluno individualmente.

Acho que essa troca de experiências aqui no fórum é essencial porque a gente vê que tá todo mundo no mesmo barco tentando melhorar cada dia mais. Cada turma é única, e o jeito é continuar se adaptando pra fazer o melhor pros nossos meninos.

Bom, pessoal, por hoje é isso! Espero ter contribuído aí pros insights de vocês sobre como lidar com essa habilidade na prática. Até a próxima! Abraços!

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