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EF15LP17Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Apreciar poemas visuais e concretos, observando efeitos de sentido criados pelo formato do texto na página, distribuição e diagramação das letras, pelas ilustrações e por outros efeitos visuais.

OralidadeApreciação estética/Estilo
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar essa habilidade EF15LP17 com os pequenos do 1º ano é sempre uma aventura, mas eu adoro. Bom, no fim das contas, é sobre ajudar os meninos a entenderem que um poema não é só um bando de palavras organizadas em rima. Tem toda uma magia na forma como essas palavras são colocadas na página, como as letras são distribuídas, as ilustrações que acompanham e até o espaço em branco que sobra. É tipo brincar de achar o sentido onde a gente menos espera.

Pra resumir, o que a gente quer é que eles apreciem poemas visuais e concretos. Isso significa que eles precisam perceber que o jeito como o texto está colocado na página pode mudar todo o significado do poema. Por exemplo, tem poema que parece uma árvore, uma espiral... e isso não é à toa. Antes disso, eles já vinham trabalhando com textos mais tradicionais, mas agora começamos a mostrar que as palavras podem falar mais do que só pelo som ou significado direto.

E aí vem a parte prática. Uma das primeiras atividades que eu faço é o "Caça-formas". Eu trago uns poemas concretos impressos — coisa simples mesmo, costumo usar papel A4 com algumas impressões coloridas. Poemas do Manoel de Barros ou Augusto de Campos são ótimos pra isso. Eu divido a turma em pequenos grupos de quatro ou cinco, porque assim um ajuda o outro a enxergar os detalhes. Isso leva mais ou menos uns 30 minutos. A reação deles é sempre boa, eles ficam encantados quando percebem que estão vendo algo além das palavras. Da última vez, a Sofia gritou "Olha! Parece uma árvore!" com tanto entusiasmo que até quem estava meio perdido começou a prestar mais atenção.

Outra atividade bacana é a "Oficina de Poemas Visuais". Eu dou pra eles papel em branco e lápis de cor e peço pra criarem seus próprios poemas visuais. Deixo claro que não precisa rimar, nem ser um poema no sentido tradicional. Pode ser só uma palavra desenhada de um jeito diferente ou uma frase simples com enfeites. Essa atividade leva uns 40 minutos e eles adoram essa liberdade criativa. É incrível ver como cada um tem sua própria visão do que é um poema visual. O Lucas, por exemplo, fez um poema em formato de onda e disse que queria representar o som do mar.

A terceira atividade é a "Exploração das Ilustrações". Eu trago livros ilustrados de poesia e peço pra galera observar como as ilustrações interagem com o texto. Como não temos muitos livros na escola, costumo pedir emprestado na biblioteca municipal ou até usar aqueles digitais quando dá. A ideia é mostrar como as imagens podem complementar ou até transformar o sentido do poema. Formamos um círculo no chão da sala e passamos os livros de mão em mão. Isso leva uns 20 minutos e é bem legal ver como eles se surpreendem com as ilustrações que parecem falar tanto quanto o próprio poema. Uma vez, o João apontou pra uma página e disse: "Esse desenho tá contando outra história!" E pronto, foi o suficiente pra iniciar uma discussão em sala sobre como texto e imagem podem se completar.

Essas atividades não só ajudam na apreciação estética como também abrem espaço pra galera colocar a mão na massa e criar algo próprio. Isso tira um pouco aquela pressão de achar que tudo tem que estar certinho ou seguir regra demais. E olha, quando eles conseguem enxergar essa beleza nos detalhes, até mesmo nas lacunas das páginas, eu sinto que eles começam a ver o mundo ao redor com outros olhos — como se estivessem mais atentos às pequenas coisas.

É isso aí, pessoal! Trabalhar com poemas concretos e visuais no 1º ano é um desafio gostoso porque mistura arte com literatura de um jeito que ninguém fica parado — nem a gente nem eles! Espero ter ajudado vocês a terem umas ideias novas ou pelo menos ter dado aquele empurrãozinho pra tentar algo diferente na sala de aula.

Até mais!

Aí, continuando aqui sobre como a gente percebe que os alunos estão aprendendo sem precisar aplicar uma prova formal, é bem na hora do dia a dia mesmo, quando eu circulo pela sala. Sabe quando você tá andando entre as mesas e vê a galera concentrada? É aí que a mágica acontece. Eu fico de olho nas expressões deles, aquele franzir de testa que vira um sorriso quando eles captam a ideia. Outro dia, ouvi a Júlia sussurrando pro Lucas enquanto olhavam um poema: “Olha, aqui ele usou a letra A pra parecer uma montanha!”. Na hora pensei: "Ah, essa entendeu direitinho o que é um poema visual".

E tem também quando um aluno explica pro outro. É ouro puro! Esses dias, o Pedro tava tentando entender um poema concreto, aí o João mandou pra ele: “É tipo assim, Pedro, imagina que as palavras são os jogadores e o papel é o campo. Eles têm que se posicionar direitinho pra fazer sentido”. Quando você ouve isso, você sabe que o moleque entendeu. E isso é muito melhor do que qualquer nota em prova.

Agora, falando dos erros mais comuns... Tem uns clássicos que sempre aparecem. O Tiago, por exemplo, sempre tenta rimar palavras com paralelepípedo em tudo quanto é poema. É engraçado e tal, mas aí eu explico pra ele que a rima não é só achar palavras parecidas no som, mas também fazer sentido no contexto do poema. A Ana é outra que adora encher a página de desenho e esquece de trabalhar com as palavras como parte do visual. Ela acha que é mais sobre artes visuais do que sobre a integração com o texto. E aí eu mostro pra ela como alguns poetas usam as letras como parte do próprio desenho e não como duas coisas separadas.

E quando pego esses erros na hora, gosto de sentar com eles e rever o trabalho ali mesmo. Dou exemplos simples, tipo desenhar eu mesmo um poema na lousa com eles. Isso ajuda a verem onde dá pra melhorar sem ficar com aquela sensação de "errei de novo".

Bom, agora sobre o Matheus e a Clara... O Matheus tem TDAH e é um desafio manter ele focado nos poemas mais longos ou complexos. Então o que eu faço é incluir atividades mais curtas e dinâmicas pra ele. Tipo assim, criar mini-poemas que ele possa mudar rapidamente ou até usar jogos de palavras com cartões, onde ele possa montar e desmontar à vontade. Percebi que se funcionar como um quebra-cabeça, prende mais a atenção dele.

Com a Clara, que tá dentro do espectro do TEA, eu procuro manter uma rotina bem previsível nas atividades. Ela se sente mais segura sabendo o que vem em seguida e isso ajuda na concentração dela. Eu uso materiais visuais bem claros e organizados em etapas pequenas. Uma vez tentei trabalhar com música junto com os poemas e aí vi que ela ficou desconfortável com o barulho inesperado. Então agora prefiro trabalhar em silêncio ou com fones de ouvido se precisar.

O tempo também precisa ser adaptado pros dois. Pro Matheus eu dou pausas frequentes pra ele liberar energia e depois voltar mais focado. Já pra Clara eu ofereço um tempo extra nas atividades caso ela precise de mais tempo pra processar as informações. Uma coisa que deu certo foi a Clara fazer poemas em dupla com outra aluna paciente e compreensiva.

Enfim, cada dia é um aprendizado também pra mim. Trabalhar essas diferenças em sala não é fácil, mas quando você vê aquele brilho no olhar deles entendendo algo novo, não tem preço. E é isso, gente, qualquer dúvida ou dica nova que vocês tiverem por aí são sempre bem-vindas! Até a próxima!

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