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EM13LP15Língua Portuguesa · 3º EM Ano · Ensino Médio

Planejar, produzir, revisar, editar, reescrever e avaliar textos escritos e multissemióticos, considerando sua adequação às condições de produção do texto, no que diz respeito ao lugar social a ser assumido e à imagem que se pretende passar a respeito de si mesmo, ao leitor pretendido, ao veículo e mídia em que o texto ou produção cultural vai circular, ao contexto imediato e sócio-histórico mais geral, ao gênero textual em questão e suas regularidades, à variedade linguística apropriada a esse contexto e ao uso do conhecimento dos aspectos notacionais (ortografia padrão, pontuação adequada, mecanismos de concordância nominal e verbal, regência verbal etc.), sempre que o contexto o exigir.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EM13LP15 da BNCC com os meninos do 2º ano do Ensino Médio é um baita desafio, mas também é super importante pra eles entenderem como se comunicar bem em diferentes contextos. Aí, o que essa habilidade quer, na prática, é que os alunos consigam planejar e produzir textos levando em consideração pra quem estão escrevendo, onde esse texto vai ser lido, e qual mensagem eles querem passar. É tipo assim: eles têm que pensar se o texto é uma carta formal ou uma postagem no Instagram e ajustar o tom e o estilo de acordo com isso. E também é importante que eles passem essa imagem que condiz com o que querem mostrar de si mesmos, sabe? Além de pegar firme na revisão e nos aspectos formais da língua.

Primeiro de tudo, eu explico pra galera que não é só sentar e escrever qualquer coisa. Tem todo um planejamento por trás: escolher o assunto, saber quem vai ler, decidir qual gênero textual usar. E aí entra também pensar na adequação da linguagem, se vai usar uma linguagem mais formal ou se pode ser mais descontraído. E claro, tem a parte de revisar e editar, ver se tá tudo certo com a ortografia, pontuação, essas coisas.

Tipo assim, quando a turma chega no 2º ano, eles já têm uma noção disso tudo da série anterior. Já sabem fazer redações do Enem e tal. Mas aqui a gente aprofunda isso. Eles precisam entender que cada texto tem seu lugar social e que eles podem usar a escrita pra expressar suas ideias e opiniões no mundo. É como falar: "Ei, tô aqui e tenho algo a dizer". E isso não vale só pra texto escrito; vale pra qualquer forma de comunicação que misture palavras, imagens, vídeos.

Agora vou contar algumas atividades que faço com os alunos pra trabalhar essa habilidade. Uma das atividades que funciona bem é a produção de textos de opinião sobre temas atuais. Os meninos adoram discutir temas que estão bombando nas redes sociais ou na TV. Eu peço que escolham um tema que gostem e produzam um texto de opinião. Pra isso pegamos só papel e caneta mesmo. Divido eles em grupos de quatro ou cinco. Dou uns 40 minutos pra debaterem entre si o tema e depois mais uns 40 minutos pra escreverem o texto juntos.

O resultado é sempre interessante porque eles acabam trazendo diferentes pontos de vista pro texto final e já vão percebendo a importância de considerar outras opiniões. Na última vez que fiz essa atividade, por exemplo, um grupo escolheu falar sobre fake news. O João e a Mariana tiveram uma mini discussão sobre como verificar fontes confiáveis enquanto a Amanda achava isso uma perda de tempo porque na opinião dela as pessoas deveriam saber o que acreditar só pelo senso comum. Foi engraçado ver eles debatendo com tanta paixão!

Outra atividade legal é a criação de um blog pessoal no papel mesmo. A ideia é eles pensarem como seria ter um blog sobre algo que amam fazer ou sabem muito. Eu peço pra trazerem revistas antigas, jornais velhos, tesoura e cola pra recortar imagens ou frases que podem usar no "layout" do blog deles. Eles costumam adorar essa parte mais artística! Essa atividade leva duas aulas inteiras porque eles curtem caprichar na apresentação visual do blog (mesmo que seja só no papel).

Quando fizemos isso da última vez, a Letícia fez um blog sobre moda sustentável. Ela recortou várias imagens de revistas mostrando roupas recicladas e usou muito bom gosto na escolha das cores! O Lucas fez algo sobre games e encheu o papel de imagens dos jogos do momento. No final, eu abro espaço pra quem quiser compartilhar seu "blog" com a turma toda. É sempre bacana ver o orgulho deles mostrando suas criações.

Por fim, algo mais voltado pro contexto digital: faço uma atividade onde os alunos têm que criar conteúdo para redes sociais de forma planejada. Dou liberdade total pra escolherem a rede social (pode ser Instagram, Twitter, TikTok). A ideia é planejar um post completo: escrever o texto da legenda, pensar nas hashtags adequadas pro público-alvo deles, escolher ou criar a imagem/vídeo.

A última experiência rolou bem legal! Teve até um grupo liderado pelo Pedro que decidiu fazer um mini-vídeo pro TikTok sobre dicas ecológicas no dia a dia. Eles riram muito gravando porque no começo estavam super tímidos diante da câmera (ninguém queria sair mal na filmagem), mas depois relaxaram e saiu um trabalho maravilhoso! Tem sempre uns mais tímidos como a Ana Clara, mas no final ela também participou dando sugestões do backstage.

Bom gente, por hoje é isso aí! Espero ter dado boas ideias pra quem tá pensando em como aplicar essa habilidade da BNCC nas aulas de Língua Portuguesa. Qualquer dúvida ou sugestão nova é só dar um alô aqui! Valeu!

Então, como eu percebo que o aluno aprendeu essa habilidade sem aplicar prova formal? Bom, é na interação do dia a dia mesmo. Quando eu tô circulando pela sala, sempre dou uma paradinha aqui e ali, olho o que eles estão escrevendo, escuto o que tão comentando entre eles. Às vezes, rola umas conversas que parecem meio aleatórias, mas é nessa hora que você percebe se eles tão captando a mensagem. Teve um dia que a Juliana tava explicando pro Pedro a diferença de tom num texto formal e informal. Eles tavam lá discutindo um texto sobre meio ambiente. Ela falou algo tipo: "Pedro, olha só, aqui você escreve assim porque é pra uma ONG, então tem que ser mais sério." Aí eu pensei: "Olha só, a Juliana sacou direitinho." E tem aquelas situações onde um aluno pede pro outro revisar o texto dele e começa uma conversa sobre como melhorar uma certa parte. Quando vejo essas trocas acontecendo, sei que eles tão no caminho certo.

Agora, claro que os erros aparecem também e são bem comuns. Um dos erros mais frequentes é quando a galera mistura os tons ou não ajusta o estilo pro público alvo. Tipo o João, que escreveu um texto pra uma apresentação escolar usando várias gírias e expressões que ele usa nas redes sociais. Eu li e falei: "João, pensa aqui comigo, será que sua professora de matemática vai entender tudo isso? E se fosse pra apresentar numa conferência?" Ele deu risada e percebeu que tinha que adaptar melhor aquilo. Esse tipo de confusão acontece porque muitos deles tão acostumados a escrever só pro WhatsApp ou Instagram, né? Então, quando vão produzir um texto mais formal, acabam trazendo esse jeito mais descontraído.

Outro erro comum é na coesão e coerência dos textos. A Lívia, por exemplo, fez um texto super bom sobre mudanças climáticas, mas pulava de uma ideia pra outra sem conexão clara. Eu disse pra ela revisar pensando em como uma ideia leva naturalmente à outra. O segredo aqui é paciência e prática constante. Mostro exemplos bem claros de textos coesos e peço pra eles tentarem imitar aquela construção.

Agora, falando do Matheus que tem TDAH e da Clara com TEA, sempre busco adaptar as atividades pra atender as necessidades deles. Pro Matheus, faço atividades mais curtas ou divido em partes menores. Permito que ele levante mais vezes durante a aula e uso materiais visuais pra ajudar a focar melhor. Uma vez tentei fazer ele escrever um texto longo direto, mas percebi que foi muita coisa de uma vez só. Agora eu dou tarefas em forma de passos; funciona bem melhor.

Pra Clara, a questão é organizar as informações de forma bem clara e estruturada. Uso pictogramas ou esquemas visuais pra ajudar ela a entender a sequência lógica do texto. Aí teve um dia que trouxe uns quadrinhos pra turma identificar os tipos de linguagem usados em cada quadro. A Clara se saiu super bem porque visualizou cada cena e o contexto ficou claro pra ela.

O tempo de execução das atividades também é algo que preciso ajustar pros dois. Pro Matheus dou intervalos curtos entre uma atividade e outra pra ele descansar e voltar com mais foco. Pra Clara dou um tempo mais longo pra ela processar as informações no ritmo dela.

No fim das contas, o importante é ver cada progresso desses meninos como uma conquista e entender que cada um tem seu próprio tempo e jeito de aprender. A gente vai adaptando as estratégias até encontrar o equilíbrio certo.

E é isso aí, pessoal! Cada dia na sala de aula é um aprendizado diferente não só pros alunos mas pra mim também. Espero ter ajudado com essas dicas e histórias do meu cotidiano com os meninos. Se alguém aí tiver mais sugestões ou vivências parecidas, tô aqui pra ouvir! Até a próxima!

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