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EM13LP19Língua Portuguesa · 3º EM Ano · Ensino Médio

Apresentar-se por meio de textos multimodais diversos (perfis variados, gifs biográficos, biodata, currículo web, videocurrículo etc.) e de ferramentas digitais (ferramenta de gif, wiki, site etc.), para falar de si mesmo de formas variadas, considerando diferentes situações e objetivos.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EM13LP19 na turma do 2º ano do Ensino Médio é uma tarefa interessante e desafiadora. A BNCC fala sobre “apresentar-se por meio de textos multimodais diversos”, e isso, na prática, é preparar os alunos para se expressarem de forma versátil e criativa, usando as ferramentas digitais que eles já estão acostumados, mas com um objetivo mais direcionado. Na prática, isso significa que eles precisam saber utilizar desde gifs até currículos digitais e se adaptarem a diferentes contextos – como se apresentar num blog ou num vídeo para uma entrevista de estágio. É bem aquela ideia de que o aluno precisa ter jogo de cintura pra se comunicar com diferentes públicos e em diferentes plataformas.

E é claro que não podemos começar do zero. Os meninos já têm contato com tecnologia e acabam sempre trazendo coisas das séries anteriores, mas agora a gente tenta aprofundar isso. Eles já sabem o básico de texto, imagem, vídeo, então a gente pega essa base e vai além. A ideia é fazer com que eles consigam transmitir uma mensagem pessoal de forma mais sofisticada e consciente. Por exemplo, se na série anterior eles faziam um texto simples descrevendo quem eram, agora eles precisam pensar em como essa apresentação pode mudar se for feita por vídeo ou numa página pessoal da internet.

Beleza, então vamos falar das três atividades que eu faço na minha sala pra desenvolver essa habilidade. A primeira é a criação de um perfil multimodal numa rede social fictícia. Todo mundo cria um perfil num papel mesmo, com desenhos e recortes de revistas – eu sei que parece meio antigo, mas é uma forma de fazer eles pensarem nos elementos que vão além do texto escrito, tipo cores, imagens, disposição das informações. A galera trabalha em duplas e essa parte leva uma aula inteira. Eles reagem super bem porque muitos gostam de desenhar e criar. Lembro de uma vez que o João e a Ana fizeram um perfil tão criativo que parecia uma verdadeira obra de arte! Eles usaram recortes de olhos e bocas de modelos pra criar um rosto totalmente novo pro personagem deles.

Aí a segunda atividade é a produção de um gif biográfico. Essa é bem legal porque os alunos usam uma ferramenta online gratuita pra criar gifs sobre as coisas que mais gostam ou momentos importantes da vida deles. Eu peço pra cada um fazer sozinho no computador da escola ou no celular mesmo – cada um traz o seu fone de ouvido pra não atrapalhar o colega do lado. Gosto de dar uns 45 minutos pra isso porque a ferramenta é nova pra alguns e a gente precisa garantir que todo mundo consiga terminar. A reação deles é sempre empolgada porque muitos nunca tinham pensado em usar gifs pra contar uma história pessoal. Da última vez, o Lucas fez um gif sobre como ele aprendeu a andar de skate e ficou fantástico! Ele colocou as quedas e os acertos com muito humor.

E por último, a terceira atividade é o videocurrículo. Essa é mais desafiadora porque exige planejamento do que falar e também envolve um pouco de timidez pra muitos alunos. Eles precisam escrever um pequeno roteiro sobre suas experiências pessoais e habilidades que acham importantes pro futuro profissional e depois gravar com o celular em casa mesmo. Divido a turma em pequenos grupos pra assistirem juntos os vídeos uns dos outros na sala – isso ajuda a quebrar o gelo. Costuma levar umas duas aulas: uma pro planejamento e gravação, outra pra exibição e feedback entre eles. Bom, aí eu sempre vejo reações mistas – tem quem adore se ver na tela (como a Camila), mas tem também quem fique meio envergonhado (tipo o Pedro). Mas no final das contas, todos percebem como é importante saber falar sobre si mesmo.

Tipo assim, todas essas atividades ajudam os meninos a verem como podem usar as tecnologias que curtem no dia a dia também pra se expressar de forma mais elaborada. E não é só uma questão técnica: eles vão entendendo que cada formato exige um tipo diferente de comunicação e começam a praticar isso quase sem perceber. Claro que tem desafios no caminho – nem sempre dá certo tudo logo na primeira tentativa – mas faz parte do processo de aprendizado.

É isso aí! Espero ter ajudado quem tá pensando em como trabalhar essa habilidade com os alunos do ensino médio. Depois me contem como foi aí na sala de vocês!

Aí, quando a gente começa a trabalhar essa habilidade, a parte mais gratificante é perceber que os meninos estão realmente absorvendo o que a gente ensina. Sem precisar de prova formal, dá pra perceber isso de várias maneiras. Por exemplo, enquanto circulo pela sala durante as atividades, fico de olho nas conversas. Quando ouço a Ana explicando pro João como usar uma ferramenta digital pra criar uma apresentação que ele tá fazendo, e ela fala com segurança, dá aquele estalo: "Ah, essa entendeu". É muito legal ver eles trocando conhecimento assim.

Teve uma vez que peguei o Lucas ensinando a Mariana a usar um aplicativo pra edição de vídeo. Ele mostrava os atalhos e dava dicas de como melhorar o áudio do projeto dela. Nessa hora pensei: "Ok, o Lucas pegou o negócio". E também quando vejo os trabalhos finais. Tem aquela sensação boa de surpresa e orgulho quando abro um arquivo e vejo que as expectativas foram superadas. Os vídeos que a turma faz já não ficam com cara de amador, sabe? Dá pra ver que eles pensaram nos detalhes, na linguagem visual e sonora.

Agora, falando dos erros comuns que rolam, olha... são vários! O Pedro, por exemplo, sempre esquece de adaptar o tom da linguagem dependendo do público-alvo. Teve uma atividade em que ele fez um vídeo pra simular uma entrevista de emprego e usou gírias demais, ficou parecendo que tava falando com os amigos no intervalo. Isso acontece porque é difícil pra eles se colocarem no lugar do outro e pensarem em como ajustar a comunicação conforme quem tá assistindo ou lendo.

Outro erro comum é na hora de estruturar o conteúdo. A Camila às vezes se empolga tanto com os efeitos visuais que esquece da mensagem principal. Então fica um monte de coisa piscando na tela e nada de claro sendo dito. Quando pego esses erros na hora, sempre dou aquele toque: "Camila, tá bonito, mas o que você quer que a gente entenda aqui?". Tento orientar pra que eles se concentrem no objetivo da mensagem primeiro antes dos detalhes.

Com o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA, eu tento adaptar bastante as atividades. Pro Matheus, funciona dividir as tarefas em partes menores e dar pausas regulares. Ele se concentra melhor quando tem um tempo definido pra cada coisa. Ah, e sempre dou preferência por materiais visuais bem organizados pra ele não se perder na bagunça de informações. Já percebi também que ele se dá bem com atividades práticas onde pode mexer com coisas concretas.

Pra Clara, uso roteiros bem estruturados e previsíveis. Isso ajuda bastante porque ela se sente mais segura sabendo o que vai acontecer em cada etapa da atividade. Procuro sempre dar instruções claras e diretas. Uma vez tentei usar um aplicativo muito cheio de cores e movimentos rápidos e percebi que não rolou bem pra ela. Então agora opto por ferramentas mais simples e objetivas.

Material impresso é outro aliado tanto pro Matheus quanto pra Clara. A possibilidade de tocar e manipular fisicamente algo enquanto trabalha ajuda eles a processarem melhor as informações. E também é importante lembrar de ser flexível com o tempo de execução das atividades pra eles.

Enfim, cada dia é um aprendizado novo tanto pros alunos quanto pra mim como professor. Ensinar é sempre estar disposto a ajustar rotas e encontrar novos caminhos pra alcançar cada um deles. E aí, vocês têm encontrado desafios parecidos nessas habilidades? Alguma estratégia bacana que tenha funcionado nas turmas de vocês? Sempre bom trocar ideias por aqui! Até mais!

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