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EF04LP18Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Analisar o padrão entonacional e a expressão facial e corporal de âncoras de jornais radiofônicos ou televisivos e de entrevistadores/entrevistados.

Leitura/escuta (compartilhada e autônoma)Planejamento e produção de texto
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF04LP18, o que a BNCC tá querendo é que os meninos consigam analisar como as pessoas falam e se expressam, além do que tá sendo dito. Tipo assim, não é só entender as palavras, mas também perceber o tom de voz, os gestos, as expressões faciais. É meio que ler nas entrelinhas, sabe? E isso envolve prestar atenção na forma como âncoras de jornal na TV ou rádio, e até entrevistadores e entrevistados, usam essas coisas pra passar a mensagem deles.

A galera no 4º ano já vem com uma boa base em interpretação de texto das séries anteriores, mas aqui a coisa fica mais complexa. Eles têm que começar a perceber não só o que tá escrito ou falado, mas também como tá sendo falado. Por exemplo, se um âncora tá falando de um assunto sério com uma expressão fechada e tom de voz grave, isso ajuda a destacar a importância daquele assunto. Ou quando alguém tá sendo entrevistado e começa a mexer muito as mãos ou ficar olhando pros lados... às vezes isso pode mostrar que a pessoa tá nervosa ou insegura.

Bom, vou contar como eu faço isso na prática lá na sala de aula. Primeiro de tudo, é importante tornar tudo isso divertido e interessante pra eles. Ninguém aprende direito se estiver entediado, né?

Uma atividade que eu gosto muito de fazer é chamada "Repórter por um dia". Para essa atividade, eu levo alguns vídeos curtos de reportagens de telejornais que pego na internet. Tem que ser coisa simples e curta pra não perder o foco dos meninos. Primeiro assistimos juntos e depois eu divido a turma em duplas. Cada dupla tem uns 10 minutinhos pra analisar o vídeo escolhido e anotar como o repórter usou a entonação e as expressões faciais pra comunicar a notícia. Depois disso, eles apresentam pro resto da turma o que notaram.

Na última vez que fizemos isso, o Pedro e o João ficaram bem empolgados. Eles pegaram um vídeo sobre previsão do tempo e conseguiram perceber como a repórter usava um tom mais animado quando falava sobre dias ensolarados e um tom mais sério quando vinha chuva pela frente. Foi bem legal ver eles discutindo sobre isso com os outros colegas! A atividade toda leva cerca de 40 minutos.

Outra coisa que gosto de fazer é um jogo chamado "Mímica Entonada". Aí eu divido a turma em grupos maiores, tipo uns cinco em cada grupo. Cada grupo recebe cartões com frases neutras, tipo "Hoje é segunda-feira", "Gosto de brincar no parque", "Ganhei um presente", etc. A ideia é cada aluno do grupo ler uma frase usando uma entonação específica (alegre, triste, bravo) sem mudar as palavras e o resto do grupo tem que adivinhar qual era a emoção.

Os meninos se divertem demais com essa! Da última vez, a Júlia leu "Hoje é segunda-feira" com uma cara tão triste que todo mundo começou a dar risada antes mesmo dela terminar. O legal desse jogo é que eles conseguem perceber como a forma de falar muda totalmente o sentido da mesma frase. Essa atividade leva uns 30 minutos, fácil.

Por último, tem uma atividade em que eles mesmos viram entrevistadores. Eu levo para sala algumas entrevistas impressas de revistas ou sites com pessoas conhecidas do público infanto-juvenil (como artistas ou esportistas), e depois peço para eles criarem perguntas para entrevistar algum colega da turma. Eles precisam pensar em perguntas que possam provocar respostas mais emocionadas ou reflexivas do colega e depois tentam fazer essa entrevista percebendo as reações do entrevistado.

Na última vez que fizemos isso, o Lucas fez umas perguntas bem legais pra Mariana sobre o esporte preferido dela e conseguiu deixar ela tão empolgada falando sobre vôlei que todo mundo na sala ficou animado junto! Eu sempre fico impressionado com o quanto eles conseguem perceber o outro quando prestam atenção nos detalhes. Pra essa atividade geralmente eu reservo uns 45 minutos.

E olha, no fim das contas, o importante dessas atividades não é só cumprir currículo ou qualquer coisa do tipo. É dar pros meninos ferramentas pra entenderem melhor as pessoas ao redor deles, sabe? Porque quando eles começam a perceber essas nuances na comunicação dos outros, eles também ficam mais atentos ao jeito deles mesmos se expressarem. E isso faz uma diferença danada na vida deles, dentro e fora da escola.

Bom, gente, é mais ou menos assim que eu trabalho essa habilidade na minha turma. Se alguém tiver mais alguma ideia aí pra somar, tô sempre aberto pra aprender mais! Valeu!

A galera no 4º ano já vem com uma boa base em interpretação de texto das séries anteriores, mas aqui a coisa fica um pouco mais sofisticada. Tipo, perceber a intenção por trás de uma mensagem é um salto grande, né? E olha, eu vejo que um aluno entendeu isso no dia a dia, não é só em prova não.

Quando eu tô circulando pela sala, indo de mesa em mesa pra tirar dúvida, eu presto muita atenção na forma como eles falam entre si. Aí tem hora que vejo um aluno explicando pro outro e penso "ah, esse entendeu mesmo". Por exemplo, teve um dia que a Maria tava explicando pro Pedro como uma personagem de um livro parecia triste mesmo falando algo alegre, e ela explicou tão bem que o Pedro até comentou "ah, é por isso que ela tava com a cabeça baixa na ilustração". Isso é música pros meus ouvidos!

Outra situação que adoro observar é quando eles reagem a uma atividade de interpretação oral. Eu boto um vídeo de uma entrevista curta e peço pra eles anotarem o que perceberam além das palavras. Quando eles começam a falar coisas tipo "achei que ele tava nervoso porque ficava mexendo na camisa" ou "ela falou com autoridade porque usou um tom firme", percebo que a coisa tá dando certo. A Bruna, por exemplo, sempre acerta esses pontos e ainda ajuda os colegas a enxergar o que ela viu.

Agora, sobre os erros mais comuns... Olha, tem bastante! Muita gente ainda se prende só nas palavras ditas. Tipo o João, ele sempre tenta interpretar só pelo que tá no texto ou no vídeo sem olhar o contexto ou as expressões. Ele lê tudo ao pé da letra e aí perde as nuances. Acho que isso acontece porque eles ainda estão acostumados com exercícios mais diretos, onde a resposta tá lá explícita em algum canto. Quando pego esse tipo de erro na hora da atividade, procuro fazer perguntas que levem o aluno a pensar além. Tipo "o que te fez pensar isso? Você percebeu como ele disse aquilo?"

E tem também aquele erro de achar que toda fala mais animada é feliz ou toda fala devagar é triste. A Luana é mestra em fazer isso. Ela sempre acha que qualquer personagem em voz alta tá bravo! Aí eu faço umas brincadeiras com ela do tipo imitar cenas e perguntar "E aí, Luana? Tô feliz ou bravo?" E ela vai pegando o jeito aos poucos.

Agora, sobre o Matheus e a Clara... Bom, cada um tem suas características próprias e precisa de um apoio diferente. O Matheus tem TDAH e precisa de bastante movimento e atividades dinâmicas. Então eu sempre tento incluir umas atividades onde ele possa se levantar, mexer com cartões ou fazer dinâmicas em dupla ou grupo pequeno. Uso também fones de ouvido com música calma durante alguns momentos pra ajudar ele a focar mais.

A Clara, por outro lado, tem TEA e responde bem a rotinas claras e previsíveis. Então sempre aviso com antecedência o que vamos fazer em aula e uso imagens e quadros visuais pra ajudar ela a seguir os passos das atividades. Ela gosta muito de atividades visuais onde possa desenhar o que entendeu da mensagem ao invés de só falar. Uma vez ela fez uns desenhos incríveis interpretando uma cena de teatro que assistimos.

O que não funcionou tão bem pro Matheus foi tentar manter ele sentado por muito tempo com atividades só escritas - ele simplesmente não consegue ficar parado! Já com a Clara, atividades muito abertas sem passos claros deixam ela ansiosa. E uma vez tentei fazer uma atividade surpresa pra ver como reagiam e percebi que ela ficou bem desconfortável.

Enfim, cada aluno é um universo e é isso que torna nosso trabalho tão desafiador e interessante! É bom ver como cada um encontra seu jeito de aprender essas coisas mais subjetivas da comunicação. Bom pessoal, vou ficando por aqui hoje. Se tiverem dicas ou quiserem compartilhar experiências parecidas, manda aí! Até a próxima!

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