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EF04LP19Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Ler e compreender textos expositivos de divulgação científica para crianças, considerando a situação comunicativa e o tema/ assunto do texto.

Leitura/escuta (compartilhada e autônoma)Forma de composição dos textos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando penso na habilidade EF04LP19, entendo que o grande lance é fazer os meninos conseguirem ler e entender textos que falam de ciência, mas de um jeito que eles consigam pegar a ideia, sabe? Nada daqueles textos complicados cheios de palavras difíceis, mas sim aqueles que explicam as coisas de um jeito divertido e simples. Então, é tipo pegar um texto que fala sobre os planetas e, em vez de só decorar o nome deles, os alunos conseguem entender porque Marte é chamado de planeta vermelho. É levar essa curiosidade pro dia a dia. E olha, isso se conecta bastante com o que eles já viram no 3º ano. Lá, a ideia era entender o básico da leitura de histórias e contos, e agora a gente pega esse conhecimento e amplia para textos informativos. Até porque a leitura não precisa ser só para entretenimento, né?

Bom, vou contar um pouco de como eu trabalho isso na sala. Primeiro, a gente usa muito material simples, tipo revistas de divulgação científica para crianças ou aqueles livrinhos que trazem experimentos fáceis de entender. Às vezes até pego materiais online que imprimimos. Aí eu divido a turma em grupos pequenos, uns 3 ou 4 alunos por grupo, porque assim eles conseguem discutir entre eles, sabe? Acho legal quando eles mesmos vão tirando dúvidas uns dos outros. Costuma levar uma aula pra cada atividade dessas, umas duas horinhas.

Uma atividade que faço é a leitura compartilhada. Escolho um texto sobre algum tema que sei que eles acham legal. Da última vez foi sobre vulcões. Aí a galera do 4º ano fica toda empolgada só em pensar na ideia de lava escorrendo montanha abaixo. Começamos a ler o texto juntos e vou parando pra gente discutir o que estamos lendo. Pergunto "E aí, o que vocês acham que significa erupção?" e deixo eles falarem antes de explicar certinho. Lembro que o João ficava todo animado tentando explicar pros amigos do grupo dele usando as mãos pra fazer os gestos da lava saindo do vulcão.

Outra atividade é fazer uma roda de conversa depois da leitura. Nessa parte eu peço pra turma falar sobre o que mais chamou atenção no texto. É bem legal porque às vezes eles trazem umas ideias bem diferentes do esperado. Como aquela vez que a Ana falou sobre como ela queria ver um vulcão pessoalmente, mas aí o Carlos entrou na conversa dizendo que se estivesse em erupção não seria uma boa ideia. Essas discussões são ótimas porque ajudam eles a se expressarem melhor e colocarem suas ideias em ordem.

E claro, tem a prática do resumo. Depois da leitura e da roda de conversa, peço que cada grupo escreva um pequeno resumo do texto com suas palavras, focando no que eles acharam mais importante. É uma forma de ver se entenderam mesmo o assunto ou se estão só repetindo sem muito sentido. Da última vez, o grupo da Júlia escreveu um resumo tão bom sobre os tipos de vulcões que acabei colando na parede da sala pra todo mundo ver.

Os alunos reagem bem às atividades porque acho que elas conseguem juntar aquele lado curioso deles com algo mais sério como ler e interpretar textos informativos. Porque né, ninguém aprende só decorando coisa chata. É preciso fazer sentido pra eles! E quando você vê aquele brilho no olho porque entenderam algo novo ou conseguiram explicar pro colega é uma satisfação danada.

Resumindo tudo aí pra vocês: trabalhar essa habilidade é pegar temas legais e fazer os alunos entenderem do jeitinho deles pra poder explicar depois. Com essas atividades práticas e utilizando materiais acessíveis, conseguimos dar um passo além da leitura básica e levar os meninos a realmente compreenderem o mundo à volta deles através dos textos.

Espero ter ajudado aí quem tá pensando em como abordar essa habilidade na sala! Se alguém tiver outras sugestões ou quiser compartilhar experiências também, tamo junto! Ah, se tiverem dicas de materiais bacanas pra usar com a molecada do 4º ano, tô aceitando hein! Vamos trocar essas ideias porque é isso que faz nosso trabalho ficar cada vez melhor.

Até mais, galera!

currículo de ciências, então tudo fica mais interessante pra eles. Agora, uma parte bem legal é quando a gente começa a perceber que os alunos realmente entenderam a habilidade sem ter que aplicar prova formal. Como assim? Bom, quando tô circulando pela sala, já dá pra sacar bastante coisa. Por exemplo, tem vezes que eu passo pelas mesas e vejo o João explicando pro Pedro como o ciclo da água funciona, usando umas palavras que eles mesmos inventam, mas que fazem sentido. Tipo "a água faz um passeio pelo céu". Nessa hora, eu penso: ah, esse entendeu direitinho!

Aí tem outro jeito que eu observo também. Durante as atividades em grupo, é comum eu ouvir as conversas e notar quando eles tão discutindo as ideias do texto e não só copiando o que tá lá. Uma vez, a Letícia tava contando pra Maria que a Lua não brilha por si só, mas reflete a luz do Sol. E a Maria perguntou se era tipo um espelho gigante. Pô, esse tipo de ligação que eles fazem mostra que tão processando a informação e não apenas decorando.

Agora, sobre os erros mais comuns... olha, tem uns que aparecem bastante. A Sofia, por exemplo, sempre misturava as ideias de um texto com as próprias conclusões dela sem deixar claro o que era opinião e o que era fato do texto. Isso aconteceu uma vez numa atividade sobre os dinossauros; ela dizia que todos tinham penas porque assistiu numa série de TV, mas o texto só mencionava alguns específicos. E isso é normal porque os meninos às vezes se empolgam e juntam tudo. Quando pego esse tipo de erro na hora, tento levá-los a separar o que é fato do texto e o que é opinião própria com perguntas tipo "onde você viu isso no texto?" ou "isso é algo que tá escrito aqui ou foi algo que você pensou enquanto lia?".

Outra coisa comum é quando eles leem rápido demais e pulam informações importantes. Tipo o Gabriel, que uma vez leu um texto sobre a cadeia alimentar e achou que o peixe era predador do urso... bom, a gente dá uma risada juntos, mas aí eu sugiro voltar ao trecho e ver quem come quem calmamente. Isso acontece porque às vezes eles tão ansiosos pra terminar logo e não se atentam aos detalhes.

Falando agora do Matheus, que tem TDAH, e da Clara com TEA... ah, aí é um pouco diferente. Pro Matheus, eu procuro transformar as atividades em algo mais prático e interativo pra conseguir prender a atenção dele. Então uso cartões com imagens pra ele montar sequências de histórias científicas ou pequenos vídeos curtos que ele pode pausar e comentar. O importante é dar essas pausas pra ele não se perder no meio do caminho.

Já com a Clara, preciso trabalhar mais a previsibilidade das atividades. Uso cronogramas visuais com ícones de cada etapa da aula porque ajuda ela a saber o que vai acontecer em seguida. E quando ela tem dúvidas sobre o texto, busco sempre adicionar exemplos concretos ou até mesmo objetos reais se for possível – como aqueles modelos de planetas de plástico – pra ela conseguir visualizar melhor.

Claro que nem tudo são flores! Tentei uma vez fazer uma competição de quem terminava primeiro uma atividade em duplas pra ver se o Matheus se interessava mais, mas ele acabou ficando frustrado porque não conseguia acompanhar o ritmo dos colegas. Com a Clara também já tive uns deslizes quando fiz uma atividade em grupo mais bagunçada; ela acabou se isolando porque não conseguiu acompanhar todos falando ao mesmo tempo.

Aí no fim das contas, acho que o segredo tá em conhecer cada aluno e entender como eles aprendem melhor dentro das suas possibilidades e necessidades. E claro, manter sempre um ambiente acolhedor onde eles possam sentir confiança pra errar e tentar de novo.

Bom, é isso! Espero que essas ideias ajudem vocês aí na sala de aula também. Se tiverem alguma dica ou experiência parecida pra compartilhar sobre essa habilidade ou outra coisa relacionada à nossa profissão, manda ver aí! Abraços!

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