Olha, quando eu penso nessa habilidade aí da BNCC, do EF15LP06, o que vem na minha cabeça é a ideia de que os meninos têm que aprender a dar uma ajeitada nos textos que escrevem. Não é só escrever de qualquer jeito não, sabe? Depois de colocar as ideias no papel, eles precisam reler e ver onde dá pra melhorar. Pode ser cortar uma palavra que tá sobrando, adicionar algo que faltou, arrumar alguma coisa que ficou meio estranha ou até revisar aquela ortografia e pontuação, porque errar é humano, mas a gente tem que tentar acertar.
Eu costumo dizer pra galera que é tipo quando você se olha no espelho antes de sair de casa. Dá aquela conferida se tá tudo no lugar, se o cabelo não tá bagunçado, essas coisas. É a mesma coisa com o texto. E olha, isso não é completamente novo pra eles não. Já no infantil, os pequenos começam a perceber a importância de revisar um pouco o que fazem, seja numa atividade mais lúdica ou até nas primeiras tentativas de escrita e leitura. No 1º Ano, a gente só aprofunda e organiza melhor esse trabalho.
A primeira atividade que eu faço pra trabalhar essa habilidade é a chamada “Troca-Troca de Textos”. Funciona assim: dou uma folha em branco pra cada um escrever uma pequena história ou relato sobre o que quiserem. Pode ser algo do final de semana ou uma historinha inventada. Aí eles escrevem por uns 20 minutos, mais ou menos. Depois disso, faço eles trocarem os textos entre si. A ideia é que cada um leia o texto do colega e dê sugestões do que pode ser mudado. A galera adora porque é tipo ser um crítico literário por um dia! No começo rola uma timidez, mas logo eles estão apontando linhas com muita segurança.
Teve uma vez que o Joãozinho pegou o texto da Maria e soltou: “Ô Maria, acho que aqui você pode usar um ponto final em vez de vírgula porque dá mais pausa!”. E a Maria ficou toda contente, concordou e agradeceu. Esse tipo de interação faz com que eles percebam a importância da revisão coletiva e entendam que dois olhares são melhores do que um.
Outra atividade legal é o "Jogo dos Erros" com cartazes. Eu trago uns textos curtos impressos com alguns erros propositalmente espalhados. Organizo os alunos em grupos pequenos e dou uns 15 minutos pra eles encontrarem todos os erros possíveis. Uso cartolina recortada pra cada grupo marcar os erros com canetas coloridas. É uma agitação só! Eles competem pra ver quem acha mais erros e ao mesmo tempo aprendem com os erros dos colegas.
Numa dessas vezes, o Pedro encontrou um erro de ortografia num texto onde 'coelho' estava escrito como 'coelo' e ficou todo orgulhoso porque foi ele quem achou primeiro no grupo dele! Isso mostra como essa atividade incentiva a atenção aos detalhes e como eles ficam atentos às palavras.
A terceira atividade é mais individual: "Revisão Espelhada". Aqui eu peço para cada aluno pegar um texto antigo que já escreveu em outra aula e revisá-lo sozinho em casa. No dia seguinte, trago todos para a aula e cada um lê seu texto revisado em voz alta para os colegas. O legal é ver como eles aplicam as revisões feitas anteriormente com ajuda dos colegas agora sozinhos. Dura umas duas aulas, porque vai além da leitura: discutimos as mudanças feitas.
Eu lembro do Lucas, ele tinha escrito sobre as férias na casa da avó e na revisão percebeu que tinha repetido várias vezes a palavra 'legal'. Ele trocou por 'divertido' e 'incrível' em algumas partes e ficou todo satisfeito quando leu pras colegas. A turma percebeu como mudou o ritmo do texto dele e ele saiu todo convencido!
Então, esse trabalho de revisão é contínuo e vai se aprimorando ao longo do ano. A gente precisa deixar eles confortáveis com o erro pra aprenderem a revisá-lo. É bem bacana ver como eles evoluem! A alegria deles ao conseguir melhorar um texto é gratificante demais pra mim como professor. Enfim, bora continuar incentivando os meninos a sempre revisar seus textos com carinho! Abraço, pessoal!
pelho antes de sair de casa. Você dá uma arrumadinha no cabelo, confere a roupa, vê se não tá faltando nada. É tipo isso com os textos deles.
Aí, como que eu percebo que os meninos estão realmente entendendo essa habilidade sem precisar de prova? Olha, vou te contar que é um exercício diário de observação. Quando tô circulando pela sala, sempre fico de olho no caderninho deles pra ver como eles estão estruturando as frases, como eles tão lidando com as ideias que colocaram no papel. É interessante ver quando eles próprios começam a reler o que escreveram e fazem aquela carinha de "hum, isso aqui tá meio estranho", aí me chamam pra ver se tá bom ou se precisa mexer em algo.
Teve uma vez que a Mariana tava escrevendo uma historinha e deu pra ver que ela tava meio perdida em como finalizar. Aí ela chamou o João pra ajudar e eu fiquei ali ouvindo de longe. O João começou a perguntar "mas o que você quer dizer aqui?", "e se você mudasse essa parte pra ficar mais claro?". Nessa hora, percebi que ele tinha entendido bem a questão de dar uma ajeitada nas ideias e reestruturar o texto pra ficar mais redondo.
Outra situação foi com o Pedro, ele escreveu um parágrafo enorme sem nenhuma pontuação, aquelas frases infinitas que a gente fica sem fôlego pra ler. Quando passei por ele, perguntei: "Pedro, se eu ler isso aqui do jeito que tá, você acha que eu vou entender direito onde começa e termina cada ideia?" Ele olhou pro texto e respondeu: "Ah, é mesmo! Tá tudo misturado". Ali vi que ele tava começando a perceber a importância da pontuação na clareza do texto.
Mas olha, tem uns erros comuns que a galera comete nesse conteúdo. Por exemplo, tem a Sofia, que muitas vezes escreve como fala. Aí é cheio de gírias e às vezes fica difícil entender a mensagem que ela quer passar. Isso acontece porque eles estão acostumados a falar de um jeito mais coloquial e trazer isso pro papel sem o filtro da escrita formal. Quando pego esse tipo de erro na hora, costumo mostrar pra ela como poderia reescrever algumas partes sem perder a essência do que quer dizer.
Também tem o Lucas, que adora enfeitar demais as ideias. Ele usa palavras difíceis e metáforas complicadas que acabam atrapalhando o entendimento do texto. Ele faz isso porque acha bonito e quer impressionar, mas aí explico pra ele que nem sempre o leitor vai conseguir entender o que ele tá querendo dizer. Digo que menos é mais às vezes e ajudo ele a simplificar algumas partes.
Agora, quando penso no Matheus e na Clara, preciso adaptar algumas coisas. O Matheus tem TDAH e é um menino cheio de energia. Pra ele, tento trazer atividades mais dinâmicas onde ele possa se mover um pouco mais. Por exemplo, às vezes transformo a revisão dos textos em um jogo onde eles têm que corrigir frases espalhadas pela sala. Isso ajuda ele a gastar energia enquanto aprende.
Já a Clara tem TEA e gosta muito de rotinas bem definidas. Então procuro sempre explicar claramente o que vamos fazer antes de começar qualquer atividade e uso esquemas visuais pra guiá-la no processo de revisão do texto. Cartazes com passos numerados funcionam bem com ela. Uma vez testei deixar ela escolher quais partes queria revisar primeiro, mas percebi que ela ficou confusa com tanta liberdade e preferiu seguir os passos tradicionais.
No fim das contas, mesmo com todas essas diferenças entre os meninos, o importante é achar aquele jeitinho especial que funciona pra cada um deles. E olha, pode ser trabalhoso às vezes, mas quando vejo eles pegando o jeito da coisa e melhorando seus textos, dá uma satisfação danada.
Bom, acho que é isso por hoje! Espero ter ajudado um pouco quem também lida com essa habilidade lá na escola. Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar experiências também, tô por aqui pra trocar umas ideias! Até mais!