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EF05LP02Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar o caráter polissêmico das palavras (uma mesma palavra com diferentes significados, de acordo com o contexto de uso), comparando o significado de determinados termos utilizados nas áreas científicas com esses mesmos termos utilizados na linguagem usual.

Análise linguística/semiótica (Ortografização)Conhecimento do alfabeto do português do Brasil/Ordem alfabética/Polissemia
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar com essa habilidade EF05LP02 da BNCC é um desafio bem interessante. Na prática, a gente tá falando sobre ajudar os meninos a entender que uma palavra pode ter vários significados, dependendo de onde e como ela é usada. Não é só decorar o que uma palavra significa, mas perceber como ela pode mudar de sentido num texto de ciência, por exemplo, e num bate-papo com os amigos. É tipo quando a palavra "banco" pode ser tanto o lugar onde a gente guarda dinheiro quanto aquele assento do parque.

Quando os alunos chegam no 5º ano, eles já têm alguma ideia de que palavras podem ter mais de um significado, principalmente porque nas séries anteriores a gente já fala sobre palavras homônimas. Mas agora a coisa fica mais complexa, porque vamos além do "ah, é só uma outra palavra". A gente quer que eles percebam essas nuances e consigam entender o contexto pra interpretar as palavras corretamente.

Pra trabalhar isso, eu gosto de fazer umas atividades práticas e divertidas que envolvem todos os alunos. Aí vão três exemplos de coisas que eu faço na minha sala.

A primeira atividade é o "Jogo dos Significados". Pra essa atividade, eu uso cartões coloridos com palavras polissêmicas escritas neles, tipo "manga", "banco", "vela". A turma é dividida em pequenos grupos, geralmente de quatro ou cinco alunos. Cada grupo recebe um cartão e tem que escrever num papel duas frases usando a palavra do cartão em contextos diferentes. A galera tem uns 15 minutos pra fazer isso. Depois, cada grupo lê suas frases em voz alta e a turma discute os diferentes significados. É sempre divertido ver as reações deles tentando adivinhar os contextos. Na última vez que fizemos, a Maria soltou um "nossa, nem sabia que vela era aquilo do barco" e todo mundo caiu na risada porque ela sempre lembra do bolo de aniversário primeiro.

Outra atividade que eu curto muito é o "Desafio das Ciências". Aqui, eu levo pra sala textos curtos de livros didáticos de ciências e misturo com textos do dia a dia que usam as mesmas palavras, mas em contextos distintos. Por exemplo, eu pego um trecho que fala de "células" no corpo humano e outro que mencione "células" solares. Divido a turma em duplas e dou um tempo pra eles lerem os textos e anotarem qual o sentido da palavra em cada um. Depois, a gente faz uma discussão em roda sobre os significados. Esse exercício costuma levar uns 30 minutos. Na última vez que fizemos, o João Pedro olhou pra mim com aquela cara de quem tá tentando processar tudo e falou: "Profe, então quer dizer que célula não tem nada a ver com sol?", e aí eu tive que rir porque ele tava bem intrigado.

Por fim, tem a atividade do "Dicionário Vivo". Essa é mais demorada, mas muito rica. Eu uso revistas velhas ou jornais e peço pra cada aluno recortar palavras polissêmicas e montar uma espécie de dicionário visual no caderno deles. Eles recortam trechos onde a palavra aparece em contextos diferentes e colam no caderno junto com as definições possíveis. Depois de montar o dicionário, eles compartilham com o colega do lado pra ver se encontraram significados diferentes pros mesmos termos. Essa atividade leva uma aula inteira, cerca de 50 minutos. Lembro da Letícia nessa atividade mostrando pro Gustavo uma reportagem sobre "rede", explicando toda animada sobre rede social e rede de pescar – ela fez até desenho das redes no caderno!

Os alunos sempre reagem bem às atividades práticas e ficam mais engajados quando percebem que conseguem encontrar as respostas por conta própria. Eu gosto de ver como eles vão se surpreendendo ao descobrir novos significados pras palavras. Essas atividades ajudam também a desenvolver o gosto pela leitura e interpretação de textos variados.

É isso aí, pessoal! Espero que essas ideias ajudem vocês também na sala de aula. Se alguém tiver outras sugestões ou quiser trocar experiências sobre essa habilidade da BNCC, tô por aqui! Abraço a todos!

de um significado, mas é agora que a gente aprofunda isso. Eu gosto de usar atividades que envolvem leitura de textos variados, conversas em grupo e até jogos de palavras. Mas, olha, a parte mais interessante mesmo é observar como eles aplicam isso no dia a dia, sem ter que fazer uma prova formal, sabe?

Por exemplo, tem vezes que eu só fico circulando pela sala enquanto eles estão fazendo uma atividade em dupla ou grupo. Aí, de repente, eu escuto a Ana explicando pro Lucas que na frase "o banco estava vazio", o significado depende do contexto: podia ser tanto o banco do parque quanto o banco onde os pais dela guardam dinheiro. Quando ela faz essa relação sozinha, sem eu ter que intervir, é um sinal claro de que ela entendeu.

Outra coisa que eu percebo bastante é na hora da conversa entre eles. Se estou passando e ouço alguém usando uma palavra num sentido diferente do esperado, e aí outros começam a discutir ou até corrigir, já sei que estão captando a ideia. Tipo o Pedro explicando pro João que "fruta" numa expressão não tem nada a ver com comida, mas com alguém "frutando", ou seja, dando bobeira.

Aí tem uns erros comuns que sempre aparecem nas atividades e conversas. A Larissa, por exemplo, costuma confundir homônimos. Teve um dia que ela leu "cela" num texto sobre prisões e ficou imaginando um cavalo! Aí eu fui lá e expliquei que essa confusão acontece bastante porque as palavras têm sons iguais mas significados bem diferentes. Quando pego isso na hora, já mostro exemplos de uso das duas palavras pra ela ver como elas mudam de sentido.

Já o Gabriel é um caso clássico de quem decora ao invés de entender. Ele achava que a palavra "vela" sempre significava aquela de acender no bolo de aniversário. Quando ele leu num texto falando de barco à vela, deu uma travada. Então eu parei com ele e fiz umas associações visuais pra ajudar, tipo desenhar um barquinho com a vela esticada pelo vento.

Agora falando do Matheus e da Clara. O Matheus tem TDAH e precisa de um pouco mais de movimento e variação nas atividades pra conseguir focar. Eu comecei a usar jogos tipo cartas com palavras ilustradas e ele se envolveu super bem! Ele gosta da competição saudável e acaba fixando melhor o conteúdo quando tá brincando assim. Por outro lado, se eu deixar ele só na leitura estática ou exercícios escritos longos, ele começa a dispersar.

A Clara tem TEA e precisa de instruções bem claras e previsibilidade nas atividades. Eu sempre aviso com antecedência o que faremos no dia seguinte e uso muitos recursos visuais pra ela. Uma tabela ou um mapa mental com exemplos visuais ajuda muito ela a entender os diferentes significados das palavras. Teve um dia que usei uma história em quadrinhos pra explicar homônimos e ela adorou! Mas já percebi que se a atividade não tem uma estrutura clara ou muda muito rápido, ela fica desorientada.

E eu sempre tento dar tempo extra pra eles quando tão fazendo uma atividade mais complexa. Com o Matheus, às vezes divido o tempo em blocos menores pra ele não ficar sobrecarregado. Já com a Clara, dou mais tempo pra ela processar as instruções antes de começar a atividade.

Enfim, pessoal, trabalhar essas habilidades linguísticas é um processo contínuo e exige paciência da nossa parte. Ver os meninos fazendo essas conexões por conta própria é gratificante demais. E esses desafios diários com cada aluno acabam ensinando tanto pra gente quanto pra eles.

É isso aí! Qualquer coisa tô por aqui no fórum pra trocar mais ideias. Abraço!

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