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EF05LP03Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Acentuar corretamente palavras oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas.

Análise linguística/semiótica (Ortografização)Conhecimento das diversas grafias do alfabeto/ Acentuação
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala da habilidade EF05LP03 na prática, eu penso que é basicamente ajudar os meninos a identificar e diferenciar as palavras oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas e, claro, acentuar direitinho. É aquele lance de saber onde fica a sílaba tônica, a parte mais forte da palavra. Tipo, eles têm que entender que em "café" a sílaba forte é "fé", então é oxítona e precisa do acento ali. Já "fácil" tem a força no "fá", então é paroxítona e também leva acento. E no caso de "médico", o acento vai lá no "mé" porque é proparoxítona, sempre acentuada. Isso tudo tá ligado com o que eles aprenderam nas séries anteriores sobre sílabas tônicas e átonas, então a gente só tá dando um passo adiante. É como um quebra-cabeça onde as peças vão se encaixando.

Agora, falando das atividades que eu faço com a turma pra trabalhar isso aí, vamos lá. Primeiro, eu tenho uma atividade que chamo de "Caça-palavras Acentuadas". É simples, mas super eficaz. Eu pego algumas folhas de papel e escrevo palavras oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas espalhadas por elas. Depois coloco essas folhas por toda a sala. Divido a turma em grupos de três ou quatro alunos e dou uns 20 minutos pra eles andarem pela sala e anotarem as palavras nas suas categorias certas no caderno. A galera adora essa atividade porque é como uma caça ao tesouro. Da última vez, o Pedro ficou tão empolgado que queria passar por todas as palavras primeiro que todo mundo. É engraçado ver como isso anima eles pra aprender.

Outra atividade que faço é um ditado diferente, que chamo de "Ditado Auditivo Visual". Eu digo uma frase em voz alta e eles têm que desenhar a palavra-chave da frase num cartãozinho. Depois, quando todos terminam o desenho, eu mostro como a palavra se escreve no quadro pra ver quem acertou os acentos. Dá uns 30 minutos essa atividade. É legal porque mistura habilidades diferentes – audição, visão e escrita – e sai um pouco do tradicional. A Larissa adora desenhar, então ela sempre capricha nos desenhos e acaba acertando bastante na identificação das palavras certas.

E tem uma atividade que gosto muito que chamo de "Jogo das Palavras Voadoras". Eu escrevo várias palavras num balãozinho de papel e prendo com fita adesiva no teto da sala. Durante a aula, eu jogo uma bolinha de papel pros alunos acertarem os balões. Quando conseguem derrubar um balão, lemos a palavra em voz alta e discutimos qual a classificação dela: oxítona, paroxítona ou proparoxítona. Em seguida, fazemos as correções necessárias na acentuação. Eles têm 40 minutos pra essa atividade e sempre ficam animados porque envolve movimento e competição saudável. Na última vez que fizemos isso, o Matheus estava com uma pontaria incrível e conseguiu acertar quase todos os balões no lado dele da sala.

Trabalhar essas habilidades com os meninos não é só sobre saber colocar o acento certo na palavrinha bonitinha no papel. É fazer com que eles entendam aquele somzinho especial da língua portuguesa que faz toda a diferença na comunicação escrita e falada. E quando eles pegam o jeito, olha, é gratificante demais ver a evolução!

Por fim, vale lembrar que cada turma é única e o jeito que cada aluno reage pode variar bastante. O importante é manter tudo dinâmico e acessível pra todo mundo, respeitando o tempo de cada um. E assim vamos indo, entre erros e acertos, construindo juntos esse conhecimento que vai ser essencial na vida deles daqui pra frente.

Então é isso, galera! Espero ter contribuído com umas ideias úteis aí pra vocês também trabalharem essas habilidades com suas turmas. Qualquer coisa me chamem aqui no fórum mesmo pra batermos mais papo sobre isso! Abraço!

acabam vendo no dia a dia, né? Aí, depois de fazer umas atividades bacanas, eu gosto mesmo é de observar os meninos no cotidiano da sala de aula pra ver quem tá pegando firme o conteúdo e quem pode ainda tá com uma dúvida aqui ou ali. E vou te falar, dá pra perceber facinho quando eles realmente entenderam o negócio.

Um exemplo: tem vezes que eu tô circulando pela sala enquanto eles fazem uma atividade de identificar sílabas tônicas e, de repente, escuto a Maria explicando pro Pedro que em “coração” a sílaba forte é o “ção”, e por isso é oxítona. Ah, aí fico até com um sorriso bobo, sabe? Porque vejo que ela não só entendeu como tá confiante pra ensinar pro colega. Outro dia mesmo, o João tava conversando com o Lucas sobre uma música que ouviu na rádio e, no meio do papo, mandou um “olha, essa palavra aqui é paroxítona porque a força tá no meio”. Pronto. Naquele momento eu pensei: “Esse entendeu!”

Agora, tem uns erros que são comuns e eu vejo direto. A Letícia, por exemplo, costuma trocar as bolas entre oxítonas e paroxítonas. Tipo em “janela”, ela dizia que a força tava no “lá” final e acabava tratando como oxítona. Acho que isso acontece porque algumas palavras soam diferente quando falamos mais rápido ou num certo sotaque. Quando pego esse tipo de erro na hora, paro tudo e faço eles repetirem a palavra devagarinho comigo, dividindo as sílabas. E também uso exemplos parecidos para mostrar o padrão. Se não der certo assim, aí coloco pra desenhar as palavras em sílabas numa folha, separando cada parte visualmente.

Com os meninos que têm necessidades específicas, sempre faço umas adaptações nas atividades. O Matheus, que tem TDAH, precisa de incentivo pra se concentrar. Então, tento dividir as atividades em partes menores e dou pausas entre elas. Quando estamos trabalhando com sílabas tônicas, por exemplo, eu dou algumas palavras pra ele separar e depois faço uma pausa pra ele descansar a cabeça. E olha, usar materiais visuais ajuda muito! Tenho uns cartõezinhos coloridos com palavras e ele adora mexer com eles.

A Clara tem TEA e gosta de rotina, então tento manter uma estrutura previsível nas aulas. Com ela funciona bem usar recursos visuais também: tipo gráficos simples que mostram onde tá a sílaba tônica numa palavra. Ela responde bem a essas coisas visuais. Só preciso ter cuidado com muita informação ao mesmo tempo porque pode confundir mais do que ajudar. E sempre falo com ela calmamente e dou um tempinho a mais pra responder às perguntas.

E nem tudo sempre dá certo de primeira. Já tentei fazer um joguinho de palavras com o Matheus onde ele precisava saltar em diferentes quadrados com sílabas escritas neles pra formar palavras, mas ele se perdeu rapidinho na sequência e ficou frustrado. Já com a Clara tentei usar um aplicativo no tablet achando que ela ia gostar da tecnologia, mas não foi muito bem porque tinha som alto demais e cores piscantes que a deixaram desconfortável.

Bom gente, é isso aí! Cada dia é um aprendizado novo não só pros alunos mas também pra mim como professor. A gente vai ajustando aqui e ali pra tornar esse processo todo mais leve e eficiente pra todos eles. E no fim das contas, o importante é ver eles crescendo e entendendo cada vez mais esse mundo das palavras.

Ótima semana aí pra vocês! Se tiverem dicas ou experiências parecidas com as minhas ou diferentes também, tô doido pra ouvir! Abraço!

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