Olha, essa habilidade EF05LP12 da BNCC fala de um negócio que é planejar e escrever textos instrucionais, tipo regras de jogo, né? Isso é super importante porque a gente tá sempre dando instrução pros outros, seja pra jogar um jogo novo, montar um brinquedo ou até fazer uma receita. O que a habilidade quer é que os meninos consigam pegar uma ideia, organizar essa ideia direitinho e botar no papel de um jeito que outra pessoa entenda o que eles tão querendo dizer. No 4º ano, a galera já passou por textos narrativos, cartas e coisas do tipo, então eles chegam no 5º ano com uma boa noção de começo, meio e fim. Agora é hora de afinar essa questão de ser claro e direto, principalmente quando a gente tá falando de instruções.
Lá na minha turma do 5º ano, eu gosto de trabalhar isso com umas atividades bem práticas. A primeira coisa que eu faço é trazer um jogo de tabuleiro simples pra sala. Uso aqueles jogos clássicos tipo "Damas" ou "Ludo". Peço pra galera se dividir em grupos de quatro ou cinco e dou um tempo pra eles jogarem e entenderem as regras. Aí vem a parte legal: cada grupo precisa escrever as regras do jogo que acabaram de jogar, mas com as palavras deles. A ideia é que eles façam isso como se tivessem explicando pra alguém que nunca jogou antes. Essa atividade geralmente leva umas duas aulas, porque na primeira eles jogam e começam a escrever, e na segunda revisam e finalizam o texto. É interessante ver como eles reagem: na última vez que fiz isso, o João ficou super empolgado em explicar as regras do Ludo, mas a Ana achou complicado traduzir as regras pra palavras dela. O legal é que o João ajudou a Ana e, no final, eles conseguiram fazer um texto bem redondinho.
Outra atividade que curto fazer é criar uma receita maluca. Cada aluno traz de casa uma receita simples, tipo um misto-quente ou um suco de laranja. A galera adora quando eu peço pra eles inventarem uma variação dessa receita. Tipo assim: "E se o misto-quente fosse feito com pão doce?" Eles têm que escrever o passo-a-passo dessa nova receita, incluindo os ingredientes e tudo o mais. Isso acaba sendo bem divertido e leva uma aula inteira. Na última vez, o Pedro inventou uma “pizza de bolacha” que fez todo mundo rir. Ele teve muita criatividade, mas também teve que pensar em como explicar direitinho quais bolachas usar e como assar tudo sem virar bagunça.
A terceira atividade é montar um manual de instruções pra um brinquedo fictício. Eu levo algumas peças de Lego ou blocos de montar pra sala e deixo a imaginação da meninada fluir. Cada grupo cria um brinquedo diferente e depois tem que fazer um manual explicando como montar aquilo ali do zero. Isso envolve muito planejamento porque eles precisam pensar na ordem certa das etapas e quais palavras usar pra não deixar nada confuso. Essa atividade geralmente leva umas três aulas: uma pra criar o brinquedo, outra pra começar a escrever o manual e a última pra revisar e apresentar pros colegas. Da última vez, o grupo da Camila criou um “robô mixuruca” que fazia todo mundo rir só pelo nome, mas o manual deles estava super detalhado. Foi bacana ver como eles cresceram nessa habilidade de explicar algo.
O que eu acho mais interessante nessas atividades é como os meninos começam a perceber a importância de ser claro e direto nas instruções deles. Tem sempre aquele aluno que escreve demais ou aquele que fica muito vago, mas no fim das contas eles vão ajustando essas pontas soltas com a prática e com a ajuda dos colegas.
No geral, essas atividades funcionam bem porque são práticas e envolvem coisas do dia-a-dia deles. Eles acabam percebendo que saber dar instruções claras não é só coisa de escola: é algo útil pra vida toda. Tipo quando eles vão ensinar um amigo a jogar aquele jogo novo do videogame ou quando ajudam os pais na cozinha.
E acho que é isso aí! Ensinar a galera a escrever textos instrucionais pode parecer complicado no começo, mas quando você vê eles aplicando isso nas atividades diárias, percebe que tá valendo a pena todo o esforço. Se tiverem mais ideias ou sugestões sobre esse assunto, podem compartilhar aí! Adoro trocar figurinhas com vocês sobre essas coisas da sala de aula. Até mais!
E aí, pessoal! Continuando a conversa sobre a habilidade EF05LP12, uma das coisas que eu mais gosto de fazer é observar os meninos no dia a dia. É incrível como dá pra perceber que eles entenderam uma coisa sem precisar aplicar uma prova formal. Quer um exemplo? A gente tava fazendo uma atividade de criar uma sequência de instruções pra um jogo de tabuleiro e eu vi a Ana explicando pro João como ele podia melhorar a parte das regras dele. Ela estava cheia de confiança, detalhando cada passo, e dando exemplos. E sabe quando você percebe que a criança pegou mesmo o jeito da coisa? Foi ali.
Outra situação é quando eu tô caminhando pela sala durante as atividades. Eu circulo e ouço as conversas entre eles. Teve um dia que o Pedro tava quebrando a cabeça com uma lista de instruções que não tava clara. Aí vem a Mariana, do nada, e começa a falar: "Pedro, se você começar as instruções com um verbo no infinitivo, tipo 'Pular', 'Andar', 'Correr', fica mais fácil da gente entender o que fazer primeiro." Fiquei só observando essa troca e vi que ela tinha sacado o lance!
Claro que os erros acontecem, né? Olha, um erro comum que costumo ver é quando o menino faz uma lista de instruções sem pensar no público-alvo. Tipo o Lucas, ele escreveu umas regras pro jogo de bolinhas de gude que ele ama, mas esqueceu de explicar o básico porque pensou que todo mundo já sabia jogar. E aí a Júlia foi tentar jogar pelas regras dele e ficou meio perdida. Isso acontece porque às vezes eles não se colocam no lugar do outro ou acham que todo mundo tem a mesma experiência.
Quando eu pego esse tipo de erro na hora, tento dar um toque sem interromper o fluxo deles. Tipo: "Lucas, imagina que teu irmãozinho mais novo vai ler essas instruções, como você explicaria pra ele?" E aí eles pegam rápido.
Agora, sobre lidar com o Matheus e a Clara, é um desafio diferente mas gratificante. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades mais dinâmicas. Então, o que eu faço é dividir as tarefas em partes menores. Ele funciona melhor assim. Uma vez, fizemos um jogo de cartas onde cada carta era uma instrução diferente do texto e ele tinha que montar na ordem certa. Funcionou super bem porque ele podia ver e mexer nas cartas.
Já a Clara tem TEA e ela se beneficia muito de uma rotina previsível e visual. Uso muito material visual com ela, como cartazes com imagens das etapas das instruções. Uma vez eu fiz um quadro na lousa com figuras representando cada etapa de montar uma pipa e ela foi seguindo pelo quadro enquanto escrevia sua versão das instruções. Ela se sentiu segura assim.
É claro que algumas coisas não funcionam tão bem. Tentei usar um aplicativo de simulação virtual pra criar instruções digitais achando que ia ser um sucesso com os dois, mas a Clara ficou sobrecarregada com tantas opções na tela e o Matheus perdeu o foco rapidinho tentando explorar o app todo de uma vez só.
Então é isso, galera! Cada dia é uma nova descoberta em sala de aula e perceber essas nuances nos aprendizados dos alunos dá aquela satisfação boa de professor. Espero que algumas dessas experiências ajudem vocês também aí nas suas turmas.
Vou ficando por aqui, mas sempre aberto pra mais trocas! Grande abraço!