Olha, quando a gente fala de trabalhar essa habilidade EF15LP08 na turma do 1º ano, eu penso assim: a gente tá falando de fazer os meninos se virarem com tecnologia, sabe? Tipo, não é só saber mexer no computador, mas usar um programa de edição de texto pra criar alguma coisa e depois publicar. E isso é bem legal porque eles começam a ver que podem ser autores, que podem compartilhar as ideias deles com os outros.
No fundo, é sobre dar confiança pros alunos usarem essas ferramentas. Eles têm que conseguir abrir o programa de edição de texto, mexer ali nos botõezinhos pra formatar o texto, escolher uma fonte legal, quem sabe botar uma imagem, e depois salvar ou imprimir pra mostrar pra professora ou pros coleguinhas. É claro que tudo isso leva tempo e prática. No ano anterior, na educação infantil, a galera já tinha um contato inicial com tablets ou alguns joguinhos educativos no computador. Eles sabem o básico de apontar e clicar, então a gente usa isso pra começar a mostrar coisas novas.
Agora, vou contar três atividades que faço com eles pra trabalhar essa habilidade. A primeira é a "Oficina de Cartinhas Digitais". Eu uso o laboratório de informática da escola, que tem uns computadores mais velhinhos, mas dá pro gasto. Divido a turma em duplas ou trios, depende de quantos computadores tão funcionando no dia. Dura umas duas aulas, aí dá pra terminar com calma. Os alunos ficam empolgados porque eles escrevem uma cartinha pra alguém especial: um amiguinho da sala ou alguém da família. Mostro como abrir o Word (ou algum programa mais simples), e aí eles escrevem a cartinha com a minha ajuda. Tem um momento muito fofo quando a Ana Clara escreveu pro avô dela e quis desenhar uns coraçõezinhos ao redor do texto. Eu ensinei como inserir formas no programa e ela ficou tão feliz!
A segunda atividade é um "Jornalzinho da Turma". É mais trabalhoso, mas as crianças adoram. Primeiro eu explico como funciona um jornal, cada um fica responsável por uma parte: notícias da escola, curiosidades, desenhos etc. Pra essa atividade a gente usa papel e canetinha também porque eles fazem rascunhos antes de passar pro computador. Depois, no laboratório, eles digitam e organizam o texto com as imagens que escolheram ou desenharam. Divido em grupos pequenos e dou umas três aulas pra eles terminarem tudo direitinho. Uma vez o Pedro achou que tinha perdido o arquivo dele e quase chorou, mas aí eu ensinei como recuperar os documentos que ficam salvos automaticamente. Foi uma lição importante sobre como salvar o trabalho corretamente.
Por último tem o "Poema Ilustrado". Essa atividade é rápida, pra uma aula só. Primeiro discutimos um poema curto na sala de aula mesmo. Aí cada um vai pro computador e digita o poema do jeito que quiserem: escolhem a fonte, o tamanho do texto e adicionam uma imagem relacionada com o poema em questão. Gosto dessa porque é mais livre, cada criança pode explorar um pouco mais sua criatividade sem muitas regras. Na última vez que fizemos isso, a Júlia colocou uma foto dela mesma lendo o poema que escolheu. Não era bem o que eu tinha em mente como imagem ilustrativa (eu tava pensando mais numa imagem do tema), mas olha só, foi uma interpretação válida da atividade!
Os alunos reagem muito bem a essas atividades porque eles veem o resultado final e isso dá muita satisfação pra eles. Vê-los mostrando pras famílias ou pros amigos é muito gratificante também! Claro que sempre tem aquele aluno que fica meio perdido no começo — tipo o Lucas que sempre esquece onde clica — mas faz parte do processo de aprendizagem. A ideia é ir construindo essas habilidades aos poucos, eles vão pegando a prática.
Enfim, trabalhar essa habilidade não é só ensinar tecnologia; é mostrar pros meninos que eles têm voz e vez no mundo digital também. É sobre dar ferramentas pra eles se expressarem e construírem conhecimento em conjunto. E olha, cada bagunça digital dessas é uma vitória!
Então, galera, continuando aqui sobre essa habilidade EF15LP08 que a gente trabalha com os pequenos no 1º ano. Eu tava contando sobre as atividades favoritas e como eu gosto de ver os meninos se virarem com tecnologia. E, olha, é muito legal perceber quando eles realmente entenderam o que a gente tá ensinando, sabe? E isso nem sempre precisa de uma prova formal. A gente consegue sacar isso no dia a dia, nas entrelinhas.
Por exemplo, eu vou circulando pela sala enquanto eles tão lá mexendo nos computadores, e aí eu começo a prestar atenção nas conversas. Outro dia mesmo, o João tava explicando pra Maria como mudar a cor do texto no programa de edição. Ele falou algo tipo: "Você clica aqui nesse quadradinho e depois escolhe a cor que você quer." Aí você vê que ele entendeu não só porque conseguiu fazer, mas porque conseguiu ensinar. É um sinal claro de que ele captou a ideia.
Outra coisa que eu faço é observar os pequenos desafios que surgem na hora. Quando um aluno me chama e diz: "Professor, eu não consigo colocar o título aqui", ao invés de dar a resposta de cara, eu dou dicas e vejo se ele consegue chegar lá sozinho. É bem legal quando o aluno finalmente solta aquele "Ahhhh!", tipo um eureka, sabe? Dá uma sensação boa pra eles e pra mim também.
Agora, sobre os erros comuns... Bom, isso é inevitável, né? O Pedro, por exemplo, sempre esquece de salvar o que tá fazendo. E aí perde tudo! Isso acontece porque eles tão tão empolgados em criar que esquecem do básico. Eu sempre falo: "Pessoal, vamos lembrar de salvar o trabalho antes de qualquer coisa!" E a Júlia? Ela tem mania de formatar o texto inteiro em negrito. Acho que na cabeça dela fica mais bonito assim. A gente ri junto e depois eu mostro como deixar só os títulos em destaque.
Quando pego esses erros na hora, procuro ser paciente e transformar o erro em aprendizado. Tipo assim: "E se a gente pensar num jeito de não esquecer mais disso?" E aí criamos uma regrinha ou um macete que ajudará todos a lembrar da próxima vez.
Falando dos desafios específicos com meus alunos com TDAH e TEA... Bom, com o Matheus que tem TDAH, o negócio é manter ele engajado sem perder o foco rápido demais. Então eu uso cronômetros visuais porque isso ajuda ele a ter uma noção melhor do tempo. Divido as atividades em partes menores com pequenas pausas entre elas. Ah, e quando ele acerta alguma coisa ou consegue completar uma parte da tarefa sozinho, faço questão de celebrar com ele.
Já com a Clara que tem TEA, procuro dar instruções bem claras e visuais. Faço cartões com imagens mostrando cada passo do processo no computador. Isso ajuda ela a seguir os passos sem precisar perguntar toda hora o que vem depois. Ela adora trabalhar ouvindo música baixa nos fones de ouvido – isso acalma ela e ajuda na concentração.
Uma coisa que não funcionou foi tentar fazer um trabalho em grupo sem antes preparar bem os outros alunos pra interagir com a Clara da forma certa. No começo foi um pouco caótico, mas depois de algumas tentativas e erros – além de conversas explicando sobre inclusão para as outras crianças – conseguimos criar uma dinâmica bacana onde todos participam.
Bom, pessoal, acho que já falei demais por hoje! Espero que minhas experiências possam ajudar vocês aí nas salas de aula também. Se tiverem alguma dica ou quiserem compartilhar como trabalham essas questões com os alunos de vocês, tô por aqui! Vamos juntos nessa missão de ensinar e aprender todo dia, né? Abraços!