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EF15LP09Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.

Leitura/escuta (compartilhada e autônoma)Oralidade pública/Intercâmbio conversacional em sala de aula
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Oi, pessoal! Vamos falar sobre um treco muito importante que é a habilidade EF15LP09 da BNCC. Parece complicado, mas olha, não é tanto assim não. Na prática, essa habilidade é sobre ajudar os meninos a se expressarem oralmente, né? A ideia é que eles consigam falar de maneira que o outro entenda. Então, tem que ter clareza na fala, aquele tom de voz que dá pra ouvir bem sem ser gritaria, e um ritmo que não seja nem rápido demais nem devagar demais.

Imagina só: quando o Pedrinho tá contando sobre o fim de semana dele, ele precisa falar de um jeito que a turma toda consiga entender, sem confusão. Isso significa escolher bem as palavras, articular as frases direitinho e também usar a voz que todo mundo escute. E não é só sair falando; ele precisa perceber se a galera tá entendendo ou não. E isso tudo começa desde o 1º ano porque já na educação infantil eles começam a contar historinhas e tal, então agora a gente refina essa capacidade deles.

Bom, uma das atividades que eu faço pra trabalhar essa habilidade é chamada "Roda de Histórias". Olha só como funciona: eu peço para cada aluno trazer um objeto de casa que tenha uma história legal pra contar ou pode ser algo do próprio cotidiano deles. Já teve menino que trouxe uma tampa de panela porque era do jogo de panelas preferido da avó e contou uma história linda sobre as férias na casa dela. Aí a gente senta em círculo em sala de aula, e cada um tem um minuto ou dois pra contar sua história. Eu uso um relógio simples pra controlar o tempo. Essa atividade costuma levar uma aula inteira porque são muitos alunos e todos querem falar.

A última vez que fiz isso foi muito bacana! A Maria Clara trouxe um chaveiro em formato de coração que ganhou do irmão mais velho quando ele foi viajar pela primeira vez sem a família. Ela ficou super emocionada contando a história e a turma toda prestou atenção. Foi bonito ver como ela conseguiu usar a voz dela de forma clara e como ela envolveu todo mundo na história.

Outra atividade legal é o "Teatro das Palavras". Eu distribuo uns cartões com palavras diferentes pra cada aluno ou dupla. Eles têm uns 10 minutos pra pensar numa historinha usando essas palavras. Depois apresentam pros colegas, em pé lá na frente. Não precisa ser nada complexo não, mas tem que dar pra entender! Isso costuma tomar metade da aula. Usei papel colorido simples pros cartões e só precisei do quadro pra escrever algumas palavras que eles pediram ajuda.

Na última vez que fizemos essa atividade, o João e o Lucas tinham palavras como "avião" e "dinossauro". Eles inventaram que um dinossauro resolveu pilotar um avião e deu certo demais! Todo mundo riu, eles estavam tão empolgados contando a história que quase perderam o ritmo algumas vezes, mas se encontraram no final. Foi ótimo pra mostrar pra eles a importância de manter o ritmo na fala.

Por último, tem uma dinâmica chamada "Entrevista ao Vivo". Aqui eu separo os alunos em duplas: um vira o entrevistador e o outro é o entrevistado. Eles têm uns 15 minutos pra preparar perguntas e respostas sobre temas fáceis do dia-a-dia, tipo esportes favoritos ou comidas preferidas. Depois fazem uma entrevista rápida na frente da turma toda. É mais ou menos uns 5 minutos por dupla.

Na última rodada dessa atividade, a Ana entrevistou o Ricardo sobre sua comida preferida. E olha só: durante a entrevista, o Ricardo começou a falar muito rápido sobre como ele amava lasanha! A Ana precisou dar uma dica pra ele se acalmar e repetir mais devagar. Foi exatamente nesse ponto que ele percebeu o valor de falar num ritmo adequado.

Então é isso aí, galera! Essas atividades são simples mas fazem uma diferença enorme pro desenvolvimento dos meninos na parte da oralidade. E claro, sempre rola aquela troca legal entre eles e eu aprendo tanto quanto ensino nessas horas. Até mais!

Oi, pessoal! Continuando nossa conversa sobre a habilidade EF15LP09, vou contar como percebo que os meninos e meninas aprenderam essa habilidade sem precisar aplicar uma prova formal. Olha, no dia a dia, quando você circula pela sala, dá pra sentir quando eles sacaram o que a gente tá tentando ensinar. É impressionante como as pequenas coisas mostram isso.

Por exemplo, eu gosto de prestar atenção nas conversas que eles têm entre si. Aí, dia desses, eu vi a Mariana explicando pro Joãozinho como ela cuidou do cachorro dela no fim de semana. Ela tava falando com tanta clareza e empolgação que o Joãozinho tava ali, todo interessado, fazendo perguntas e tudo mais. Foi nesse momento que pensei: "Ah, essa entendeu o recado!" Ela tava usando um tom de voz que todo mundo conseguia ouvir, mas não era aquele grito nem nada. E olha, o ritmo tava certinho também, nem rápido demais nem devagar demais.

Outra situação foi com o Henrique. Durante um trabalho em grupo, ele tava explicando pro restante da galera a ideia que tinha pro projeto de ciências. Ele fez isso de um jeito tão claro e direto que o pessoal do grupo começou a acrescentar ideias em cima da dele. Isso é um sinal claro de que ele soube se expressar bem e o grupo entendeu tudo certinho.

Agora, falando dos erros comuns que aparecem nesse conteúdo... Ah, são vários! O Pedrinho, por exemplo, às vezes empolga demais e começa a falar tão rápido que a gente fica meio perdido tentando acompanhar. Esses erros acontecem muitas vezes porque os meninos ficam ansiosos pra contar algo ou têm medo de esquecer o que queriam dizer. Aí, quando percebo essa correria na fala, paro ele com cuidado e digo: "Pedrinho, vamos com calma, quero ouvir tudo direitinho."

Já a Júlia tem dificuldade com a clareza na hora de falar. Ela usa muitas palavras desnecessárias ou frases meio emboladas. Isso acontece porque ela ainda tá aprendendo a organizar as ideias na cabeça antes de começar a falar. Quando vejo isso acontecendo, dou uma dica pra ela: "Júlia, pensa primeiro no que quer dizer e aí fala devagar."

Agora sobre o Matheus, que tem TDAH... Bom, ele precisa de um pouco mais de atenção pra conseguir se concentrar nas atividades de expressão oral. O que funciona bem é dividir as tarefas dele em passos menores e mais específicos. Tipo assim: primeiro ele pensa na história que quer contar, depois escreve umas palavras-chaves no papel antes de começar a falar. Isso ajuda ele a manter o foco sem se perder no meio do caminho.

Com a Clara, que tem TEA, eu uso bastante material visual pra ajudar. Cartões com imagens que representam diferentes partes da história ou tópicos específicos ajudam ela a estruturar melhor a fala. E eu sempre tento deixar claro qual é o tempo que ela tem pra falar pra ela não ficar ansiosa. Outro ponto é criar um ambiente mais tranquilo quando ela vai se expressar oralmente. Barulhos e agitação podem atrapalhar bastante.

Ah, e claro, nem sempre as estratégias dão certo logo de cara. Teve uma vez que tentei usar músicas para ajudar o Matheus a entender o ritmo certo da fala, mas aí ele ficou tão focado na música em si que esqueceu da atividade! Aí precisei trocar a abordagem e usar algo menos distrativo.

Bom, pessoal, acho que consegui compartilhar um pouquinho das minhas experiências com vocês sobre essa habilidade importantíssima. Se alguém tiver mais dicas ou quiser compartilhar seu dia a dia também, tô por aqui! Até breve!

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