Olha, essa habilidade EF15LP15 da BNCC é muito bacana e eu vejo como algo essencial pra formação dos meninos como leitores. Quando fala de reconhecer textos literários e o mundo do imaginário, é basicamente ensinar a molecada que os livros têm essa mágica de nos levar pra outros lugares, outras épocas, e nos fazer sentir coisas diferentes. É mostrar que existe um universo inteiro de possibilidades, de histórias e culturas que a gente pode acessar através da leitura. Na prática, isso significa ajudar os meninos a perceberem que um livro não é só um monte de páginas, mas uma porta pra um mundo novo.
Pro aluno do 1º Ano, que tá começando nessa jornada, o objetivo é que ele consiga não só ouvir uma história e entendê-la, mas também se envolver com ela, imaginar as cenas na cabeça, se encantar com os personagens. Eles têm que começar a ver que literatura é arte, e arte é pra todo mundo. Então não estamos falando só de entender o começo, meio e fim da história, mas de sentir a história.
Bom, pra começar com essa habilidade, a gente aproveita aquilo que eles já trazem do ano anterior. Muitos já tiveram contato com livros ilustrados e historinhas contadas pelos professores ou pelos pais. Agora, no 1º Ano, a ideia é aprofundar. Eles já sabem ouvir e entender uma historinha simples, então a gente trabalha pra aumentar essa percepção deles sobre o que mais existe ali além do texto bruto.
Vou contar três atividades que faço na minha sala pra trabalhar isso tudo aí. A primeira coisa que gosto de fazer é a "Hora do Conto". Uso livros de histórias infantis bem ilustrados. Ah, se não tiver livro físico, às vezes uso até projeção de imagens no quadro. A ideia é contar uma história diferente toda semana. Eu organizo a turma em semicírculo no chão da sala, assim eles ficam mais pertinho e dá pra todo mundo se sentir parte daquilo. Geralmente levo uns 30 minutos nessa atividade: 15 minutos pra contar a história e mais 15 pra conversar sobre ela depois. Os alunos ficam vidrados! Da última vez contei a história da "Galinha Ruiva", e o Joãozinho ficou super empolgado falando que queria ajudar na plantação de trigo também. Foi bem legal ver como eles se imaginam dentro da história.
Outra atividade que faço é o "Teatro de Fantoches". Pra isso uso fantoches simples que eu mesmo fiz com meia velha e retalhos de tecido. Chamo dois ou três alunos pra me ajudar com os fantoches enquanto eu narro uma história curta. A turma toda fica encantada vendo os coleguinhas darem vida pros personagens e isso estimula demais a criatividade deles. Essa atividade dura uns 20 minutos no total: 10 pro teatrinho e 10 pra eles comentarem o que acharam. Uma vez a Mariana ficou tão empolgada que quis levar os fantoches pra casa! Tive que prometer ensinar ela a fazer um igual.
E tem também o "Dia da Fantasia", que faço em datas especiais ou quando terminamos um projeto maior. Nessa atividade eu peço pra cada aluno vir fantasiado do personagem favorito de uma história que lemos juntos. Aí eles apresentam pras outras turmas ou pros pais numa espécie de desfile literário. Essa atividade toma umas duas horas no total porque envolve preparação e apresentação. Na última vez, o Lucas veio fantasiado de pirata por causa da história do "Capitão Gancho" que lemos num livro sobre Peter Pan. Ele andou pela sala como se estivesse no convés de um navio, foi hilário!
Essas atividades ajudam muito os meninos a perceberem que literatura é mais do que ler palavras num papel. É sobre sentir emoções, explorar culturas diferentes, e entender mais sobre o mundo através das histórias dos outros. E eu vejo eles crescendo nisso quando começam a fazer conexões entre as histórias lidas em sala com coisas do dia a dia deles. A Ana outro dia me disse: "Prof, sabia que eu sonhei com aquele dragão da história?". É desse encantamento que tô falando!
Acho que trabalhar essa habilidade desde cedo faz toda diferença na formação deles como indivíduos curiosos e criativos. E olha, não precisa ter material super elaborado nem nada disso; às vezes um pouco de criatividade e disposição bastam pra criar uma experiência significativa pros alunos. Então fica aí minha dica e relatos pra vocês tentarem também! Qualquer dúvida só chamar aqui no fórum.
Bom, então, depois que a gente já introduz a habilidade EF15LP15 com atividades legais, o próximo passo é perceber se os meninos estão realmente entendendo o recado, né? E olha, dá pra ver isso de várias formas sem precisar aplicar prova formal. A primeira coisa é circular pela sala, ouvir como eles conversam entre si, ver como reagem às histórias que lemos juntos.
Por exemplo, teve um dia que tava rolando uma atividade onde eles tinham que criar uma continuação pra uma história que a gente leu. Eu tava andando pela sala e ouvindo os grupinhos. Aí percebo a Luana explicando pro Pedro como é importante pensar no personagem como se ele fosse uma pessoa de verdade, com sentimentos e tudo mais. Ela disse: "Imagina se fosse você no lugar dele, como você se sentiria?" Naquele momento, pensei: "Ah, essa entendeu."
Outra coisa que eu faço é prestar atenção na hora que eles leem em voz alta ou contam a história pra turma. O Gabriel, por exemplo, uma vez tava contando um pedacinho do livro e fez até vozes pros personagens! Ele tava tão dentro do universo da história que dava pra ver que ele tinha embarcado mesmo. Isso mostra que ele não só leu as palavras, mas também visualizou tudo na cabeça dele.
Agora, sobre os erros mais comuns... Ah, isso acontece sempre! Muitos alunos acabam confundindo personagens ou trocando as ordens dos eventos na história. Teve uma vez que a Mariana achou que o lobo da Chapeuzinho Vermelho era o mesmo da história dos Três Porquinhos. Aí a gente para e conversa sobre o contexto de cada história, os detalhes que diferenciam uma da outra. Eu acredito que esses erros acontecem porque os meninos ainda estão aprendendo a fazer essas conexões de forma mais detalhada.
Quando isso acontece, eu costumo incentivá-los a voltar pro texto e procurar pistas ali mesmo. Pergunto: "Onde foi que você leu isso?" ou "Esse personagem faz isso ou aquilo?" Isso ajuda eles a se concentrarem mais nas informações do texto.
Agora falando do Matheus e da Clara... O Matheus tem TDAH e a Clara tem TEA. E claro que cada um precisa de um cuidado diferente nas atividades. Pro Matheus, por exemplo, eu tento quebrar as atividades em partes menores. Se estamos lendo uma história longa, dou pausas pra discutir o que aconteceu até ali. Já percebi que ajuda muito quando dou tarefas com tempo limitado e faço uso de cronômetros visíveis.
Pra Clara, eu uso bastante material visual. Imagens dos personagens, mapas da história e coisas assim ajudam ela a se situar melhor no que estamos fazendo. Uma coisa que funcionou bem foi usar recursos digitais onde ela pode interagir com os elementos da história diretamente. Como ela adora tecnologia, isso mantém o interesse dela.
Teve um dia que fizemos uma atividade onde cada aluno escolhia uma imagem de personagem e escrevia sobre ele. A Clara usou um aplicativo no tablet pra desenhar o personagem primeiro e depois escreveu sobre ele. Ela ficou superengajada!
Uma coisa que não funcionou muito bem foi quando tentei fazer uma leitura em grupo grande com eles dois juntos. Notei que o Matheus ficava disperso e a Clara não gostou do barulho todo ao redor. Então agora prefiro fazer grupos menores ou até individuais pra essas atividades.
Bom, é isso aí pessoal! Espero ter ajudado com um pouco das minhas experiências na sala de aula com essa habilidade EF15LP15. Se tiverem dicas ou histórias parecidas pra compartilhar também, adoraria ouvir! Vamos trocando ideias por aqui! Até mais!