Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF06LP09 da BNCC, que é classificar os períodos simples e compostos nos textos, eu vejo assim: é entender como as frases se organizam. Tipo, o aluno tem que saber que uma frase simples é aquela que tem um só verbo e uma ação direta. Por exemplo, “O cachorro latiu.” Já a frase composta é aquela que tem mais de um verbo, indicando mais de uma ação ou ideia. Exemplo: “O cachorro latiu e saiu correndo.” Isso ajuda muito a galera a entender melhor os textos, porque começa a perceber como as ideias são conectadas. No 5º ano, eles já tinham um pouco de noção de verbo e sujeito, então agora a gente constrói em cima disso.
Na prática, eu faço umas atividades bem legais com eles. Uma das minhas favoritas é o "quebra-cabeça de frases". Eu pego algumas frases misturadas, tanto simples quanto compostas, e imprimo em tiras de papel. Aí divido a turma em pequenos grupos, geralmente de quatro ou cinco. O objetivo deles é juntar as tiras de papel de um jeito que forme frases completas. Por exemplo, uma tira pode ter “A menina” e outra “comeu a maçã”, e eles têm que perceber que essas duas partes formam uma frase simples. A mesma coisa com frases compostas, mas aí eles têm que juntar mais partes. Essa atividade leva uns 30 minutos. Quando fiz essa atividade pela última vez, o João e a Ana se deram super bem juntos, mas o Pedro ficou meio perdido no começo. Só que aí a Vitória deu aquela força e ele pegou o jeito rapidinho. É muito legal ver como eles começam a entender essa diferença enquanto estão brincando de montar quebra-cabeça.
Outra atividade que eu faço é o “jogo das histórias interrompidas”. Eu começo uma história com eles na lousa, geralmente algo bem simples tipo “Hoje de manhã, o gato da vizinha...”, mas paro no meio da frase. A missão deles é completar essa história com duas ou três continuidades diferentes: uma com uma frase simples e outra com uma frase composta. Eu dou uns 20 minutos pra isso. O legal é ver as ideias malucas que eles têm para continuar a história. Na última vez, o Lucas escreveu: “Hoje de manhã, o gato da vizinha... comeu a ração.” Simples assim. Mas aí ele também fez: “Hoje de manhã, o gato da vizinha... pulou o muro e arranhou o sofá.” Já a Sofia escreveu uma comédia inteira só com a continuação da frase! As crianças adoram essa dinâmica porque dá espaço pra criatividade e ainda aprende a estrutura das frases.
A terceira atividade é meio teatral. Chamo de “dramatização dos períodos”. Eu levo uns textos curtos já preparados (podem ser fábulas ou trechos de histórias conhecidas) e divido entre os grupos novamente. Cada grupo tem que identificar no texto quais são as frases simples e quais são compostas. Depois disso, eles criam uma pequena cena baseada nesse texto e cada aluno precisa falar suas falas respeitando se são períodos simples ou compostos. Eles têm um tempo de preparação de uns 15 minutos e depois cada grupo apresenta em frente à turma. Na última vez que fiz isso, o grupo da Mariana fez uma cena tão engraçada sobre “A formiga e a cigarra” que todo mundo caiu na risada. E além da diversão, essa atividade ajuda muito porque eles precisam prestar atenção nos detalhes do texto pra conseguir fazer a dramatização direitinho.
No fim das contas, todas essas atividades têm um objetivo maior: ajudar os meninos a se sentirem mais confortáveis em lidar com textos. Eles precisam entender como as ideias se juntam, como as informações são organizadas numa narrativa ou num texto informativo. E nada melhor do que aprender isso botando a mão na massa mesmo, né? Gosto sempre de encerrar essas atividades perguntando pra eles o que acharam difícil ou fácil e como podemos melhorar da próxima vez.
Enfim, cada turma é um desafio novo e são essas experiências práticas que ajudam tanto eu quanto os alunos a crescerem juntos no aprendizado da língua portuguesa. E vocês aí? Que outras dicas ou atividades têm feito por aí? Gosto muito de trocar ideias pra continuar melhorando minhas aulas! Até mais!
E aí, pessoal! Continuando sobre essa habilidade EF06LP09, vou contar como é que eu percebo que os meninos aprenderam mesmo, sem precisar aplicar aquela prova formal. Porque, olha, dá pra perceber várias coisas só de estar atento no dia a dia da sala de aula.
Quando eu tô circulando pela sala, já dá pra sacar quem tá entendendo a parada. Tipo, quando eles estão fazendo atividades em grupo ou até mesmo sozinhos, eu vejo quem pega a ideia dos períodos simples e compostos de primeira. Tem aquela hora em que você vê o aluno escrevendo uma frase e ele mesmo percebe que pode conectar outra ideia ali, colocando mais um verbo. Aí o olho do menino até brilha!
E tem também aquelas conversas entre eles. Às vezes, tô lá na frente organizando alguma coisa e fico de ouvido só nos papos dos alunos. Outro dia, a Mariana tava explicando pro Lucas que “se tem duas ações acontecendo na frase, então tem que ter pelo menos dois verbos”. E ele: “Ahhh, entendi! Tipo se eu falo ‘Fui na escola e depois brinquei no parque’, né?” É nessas horas que eu penso: bingo! Eles tão se ajudando e aprendendo juntos.
Uma situação concreta foi quando o João me chamou pra corrigir uma atividade. Ele tinha escrito: “Eu joguei futebol e comi lanche.” Fui perguntar qual a diferença dessa frase pra uma frase simples e ele respondeu: “Porque aqui tem duas ações, jogar e comer.” Aí sim, deu pra ver que ele captou direitinho.
Claro que tem os erros comuns que a galera comete nesse conteúdo. A Rebeca, por exemplo, vive confundindo frases compostas com frases simples só porque tem mais de uma ideia na cabeça dela. Outro dia ela escreveu: “Eu fui à festa mas não gostei” e disse que era uma frase simples porque “só aconteceu uma coisa”. Tive que explicar que as ideias podem até ser relacionadas, mas são ações distintas. Ficar confuso assim é normal, porque muitos ainda não tão acostumados a separar bem as ações.
Quando pego um erro desses na hora, tento dar um exemplo lá da vida real deles. Eu pergunto: “Rebeca, quando você vai na padaria e depois vai no mercado, é uma coisa só ou duas?” Ela logo responde que são duas ações diferentes e aí a gente volta pra frase. Esse tipo de analogia ajuda bastante.
Agora, falando do Matheus que tem TDAH e da Clara com TEA, eu adapto algumas coisas pra eles. Com o Matheus, o negócio é manter ele engajado. Ele se distrai fácil, então tento atividades curtas com intervalos pra ele não perder o foco. Uso muito cartãozinho colorido com frases simples e compostas pra ele montar em sequência. Outra coisa é dar espaço pra ele se movimentar um pouquinho sem atrapalhar a turma. Teve um dia que deixei ele mexer naqueles cubinhos de montar enquanto explicava um conceito e vi que ajudou a manter a atenção dele.
Já com a Clara, costumo usar recursos visuais porque ela processa melhor as ideias assim. Faço desenhos com as frases simples e compostas, tipo quadrinhos mesmo. Um quadrinho mostra a ação simples e o outro quadrinho mostrando a segunda ação da composta. Também deixo ela usar fones de ouvido com música suave quando tá escrevendo, isso ajuda ela a se concentrar melhor.
Nem tudo funciona sempre, claro. Teve um exercício de grupo que fiz achando que ambos iam curtir e acabou não rolando legal pra Clara porque as interações sociais naquele dia tavam difíceis pra ela. Então agora ajusto esses dias de acordo com como vejo eles chegando na sala.
Bom, gente, é isso aí! Ensinar é sempre um aprendizado contínuo tanto pros alunos quanto pra mim. Cada um tem seu jeito de aprender e é maravilhoso quando a gente consegue ajudar cada um do seu modo. Adoro ver quando eles finalmente entendem um conceito e aplicam no dia a dia deles.
E vocês? Como tão lidando com essas diferenças nas salas de vocês? Bora trocar umas figurinhas!
Até mais!