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EF06LP10Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar sintagmas nominais e verbais como constituintes imediatos da oração.

Análise linguística/semióticaSintaxe
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Oi pessoal, tudo bem? Hoje vou falar um pouquinho sobre como trabalho a habilidade EF06LP10 da BNCC na minha turma de 6º ano. Essa habilidade fala de identificar sintagmas nominais e verbais como partes da oração. Aí, na prática, o que isso significa? Bom, é ajudar os alunos a perceberem como as frases são montadas. Tipo assim: cada frase tem umas partes principais, que são o sujeito (geralmente quem faz a ação) e o predicado (que é o que é dito sobre o sujeito). Dentro disso, a gente encontra os tais sintagmas nominais e verbais.

Vou dar um exemplo pra ficar mais claro. Se eu falo "O cachorro late", "o cachorro" é um sintagma nominal e "late" é um sintagma verbal. Até aí, beleza. Isso se conecta com o que eles já viram no 5º ano sobre sujeito e predicado. Mas aqui a brincadeira fica mais detalhada, porque eles começam a entender que dentro do sujeito ou do predicado pode ter mais de uma palavra formando uma unidade de sentido.

Com essa base em mente, eu tento criar atividades que façam sentido pra eles e que não sejam só teoria chata. Vou falar de três atividades que já rolaram na sala.

A primeira atividade que eu gosto muito é a chamada "Fatiando frases". Eu uso frases simples tiradas de textos do livro didático ou até frases que eles mesmos criam. Dou uma folha pra cada aluno com umas 10 frases e peço pra cortarem as frases em partes: qual é o sintagma nominal e qual é o sintagma verbal. É simples, mas funciona bem pra eles começarem a diferenciar as partes da oração. A turma fica individual nessa atividade pra cada um ir no seu ritmo. Leva uns 20 minutos. Teve uma vez que o João Pedro levantou a mão todo empolgado dizendo "Olha, professor, eu achei mais um verbo aqui!". É legal ver eles se ligando nas estruturas das frases.

A segunda atividade é em duplas e chama "Construtores de frases". Dou um monte de cartões com palavras diferentes: substantivos, verbos, adjetivos e etc. Eles têm que montar frases completas usando esses cartões e depois explicar quais são os sintagmas nominais e verbais que usaram. Aí é legal porque exerce a criatividade deles também. O tempo varia conforme a empolgação da galera, mas normalmente uns 30 minutos dá conta. Da última vez a Ana Clara e a Sofia inventaram uma frase tão engraçada sobre uma girafa astronauta que a sala toda caiu na risada.

Por fim, faço uma atividade em grupo chamada "Caça ao tesouro gramatical". Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos e entrego para cada grupo um texto curto, pode ser uma historinha ou até mesmo uma notícia simples. O desafio é encontrar o maior número possível de sintagmas nominais e verbais no texto. Cada grupo tem 15 minutos para isso. Depois, cada grupo apresenta seus achados pra sala toda. Uma vez o Lucas achou uns sintagmas num texto que ninguém estava conseguindo encontrar, aí virou aquele pequeno herói da sala por um dia.

Essas atividades têm sido bem legais porque ajudam os meninos e meninas a enxergar a língua não só como algo pra decorar, mas algo vivo que eles podem manipular e entender melhor como funciona. E acho que essa é a ideia principal dessa habilidade da BNCC: não é só saber nomear as coisas, mas entender suas funções dentro da linguagem.

Se alguém tem outra sugestão de atividade ou quer compartilhar suas experiências com essa habilidade também, estou por aqui! Bom trabalho pra vocês!

Oi pessoal, tudo bem? Continuando o papo sobre a habilidade EF06LP10, a gente já falou sobre o que essa habilidade pede e algumas das minhas atividades favoritas. Agora, vou contar como percebo que os meninos realmente aprenderam isso tudo sem precisar aplicar uma prova formal. Porque, olha, tem coisa que a gente percebe ali no dia a dia mesmo.

Quando eu tô circulando pela sala de aula, dá pra perceber quando o aluno começa a pegar o jeito da coisa. Tipo, quando eles estão fazendo uma atividade em grupo e começam a discutir entre eles sobre quem é o sujeito da frase ou qual é o predicado. É muito legal ouvir um falando pro outro: "Olha, nesse caso, o sujeito é 'a professora' porque é ela que tá fazendo a ação". E aí o parceiro responde: "Ah, tá! Então o predicado é 'explica a matéria' porque é isso que tá sendo dito sobre ela". Nesses momentos eu fico só observando e pensando "Ah, esse entendeu".

Outro jeito é quando um aluno explica pro outro sem eu precisar intervir. Teve uma vez que o João tava meio perdido, aí a Letícia virou pra ele e disse: "João, olha só, pensa assim: 'O gato dorme'. 'O gato' é quem faz a ação, então é o sujeito. 'Dorme' é o que a gente tá falando do gato, então é o predicado." E aí eu percebi que a Letícia tinha entendido bem a questão dos sintagmas porque conseguiu passar isso pro colega.

Agora, sobre os erros mais comuns que meus alunos cometem nesse conteúdo. Como sempre, a turma é cheia de surpresas. O Lucas, por exemplo, sempre confunde o verbo com o sujeito da frase. Uma vez eu perguntei qual era o sujeito na frase "Os alunos correm no pátio" e ele disse "correm". Aí eu sentei com ele e mostrei: "Lucas, quem tá fazendo a ação? Quem tá correndo?". E aí ele percebeu que eram os alunos e não o verbo "correm".

A Ana também costuma errar quando tem mais de uma ação na frase. Ela se enrola toda nas coordenações. Tipo na frase "O cachorro latiu e correu", ela fica pensando se tem um ou dois predicados. Então expliquei pra ela que cada verbo geralmente indica uma ação diferente dentro do predicado.

Esses erros acontecem porque às vezes eles associam as palavras pelo som ou pelo lugar na frase e não pelo papel que desempenham. Quando pego esses erros na hora, tento fazer as crianças pensarem em voz alta sobre suas escolhas pra entenderem onde foi que se enganaram.

Sobre o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA, tenho que fazer umas adaptações pras atividades deles serem inclusivas de verdade. Com o Matheus, procuro fazer atividades mais dinâmicas e que envolvam movimento. Por exemplo, jogos onde ele precise montar frases com cartões que têm palavras soltas. Isso ajuda ele a manter o foco por mais tempo porque tá sempre mudando de posição e mexendo com as mãos.

Já com a Clara, preciso ajustar algumas coisas. Atividades visuais ajudam muito. Uso bastante material colorido e desenhos pra ilustrar as partes das frases. Por exemplo, em vez de só pedir que ela identifique o sujeito e predicado num texto escrito, faço um cartaz com ícones representando cada parte da oração e dou um tempinho extra pra ela processar tudo. Tem vezes que ela precisa de um ambiente mais calmo também, então deixo ela explorar essas atividades num cantinho mais sossegado da sala.

Uma coisa que não funcionou muito bem foi tentar fazer atividades orais rápidas com eles dois—principalmente quando precisa pensar rápido—porque aí gera ansiedade tanto pro Matheus quanto pra Clara. Aí prefiro dar tempo pra eles pensarem no próprio ritmo.

Bom, é isso pessoal! Espero que essas ideias ajudem vocês de alguma forma na sala de aula também. Se tiverem mais sugestões ou quiserem trocar outras experiências sobre esse tema ou qualquer outro assunto de sala de aula, tô por aqui! Abraços!

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