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EF67LP35Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Distinguir palavras derivadas por acréscimo de afixos e palavras compostas.

Análise linguística/semióticaLéxico/morfologia
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF67LP35 com os meninos do 6º Ano é um desafio, mas ao mesmo tempo muito interessante. Na prática, essa habilidade é sobre ensinar os alunos a identificarem a diferença entre palavras que são formadas por acréscimo de afixos, como prefixos e sufixos, e aquelas que são compostas, ou seja, formadas por duas palavras unidas. É como se a gente estivesse mostrando pra galera que tem palavras que têm "peças" a mais adicionadas no início ou no fim, tipo "feliz" que vira "infeliz" ou "felizmente", e outras palavras são formadas por uma junção de duas palavras diferentes, como "guarda-chuva".

A turma do 6º já vem com uma boa base do 5º Ano, onde eles começaram a perceber a formação das palavras de forma mais intuitiva, meio que no ouvido mesmo. Agora, a ideia é formalizar isso um pouco mais e deixá-los capazes de explicar o porquê das formações. A ideia principal é que eles consigam analisar uma palavra e dizer: "Ah, essa aqui é derivada porque colocaram um sufixo" ou "Essa outra é composta porque juntaram duas palavras."

Bom, vou contar pra vocês algumas atividades que faço com minha turma pra ajudar nesse entendimento. A primeira atividade, que chamo de "Caça-palavras derivadas e compostas", usa só folha de papel, lápis e dicionário. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco e dou uma lista de palavras (umas 20 mais ou menos), que inclui palavras derivadas e compostas misturadas. Eles precisam pesquisar no dicionário ou discutir entre eles pra identificar quais são derivadas e quais são compostas. Essa atividade leva uns 30 minutos. O legal é ver como eles discutem entre si. Da última vez que fizemos isso, o Pedro tava lá todo confiante dizendo que "desimportante" era composta porque tinha "des" e "importante", mas o grupo dele convenceu ele do contrário. É assim que eles aprendem!

A segunda atividade é mais lúdica: a gente faz um jogo tipo bingo. Eu preparo cartões de bingo com várias palavras – umas derivadas, outras compostas – e vou sorteando definições bem humoradas e simples dessas palavras. Por exemplo, se eu disser "algo que você usa pra não se molhar na chuva", eles têm que marcar "guarda-chuva" se tiverem no cartão. Pra essa atividade uso cartolina pros cartões e feijões como marcadores (nada sofisticado). Divido a sala em duplas dessa vez e cada dupla tem seu cartão. A atividade dura uns 40 minutos e é sempre um sucesso! Na última rodada, a Ana saiu pulando pela sala quando completou o cartão dela primeiro – ela sempre fica competitiva nessas coisas.

Pra encerrar esse ciclo de atividades, a terceira que faço é uma produção textual. Peço pra eles escreverem uma história curta utilizando no mínimo cinco palavras derivadas e cinco compostas. Dou umas temáticas pra inspirar: "um dia chuvoso", "a cidade dos inventores" ou "um heroi inesperado". Essa parte é mais individual porque quero ver o raciocínio de cada um na escolha das palavras. Eles ficam concentrados escrevendo por uns 45 minutos. Eu sempre leio em voz alta algumas histórias pro resto da turma e dessa última vez destacamos a história do João, que usou palavras como "incrivelmente" e "passatempo" de um jeito genial. Fez todo mundo rir!

O importante dessas atividades é que elas não só ajudam os alunos a entenderem conceitos teóricos como também fazem isso de um jeito divertido e colaborativo. Os alunos se envolvem muito mais quando estão ativos no processo de aprendizado, discutindo com os colegas ou criando suas próprias histórias. Dá trabalho organizar tudo isso? Dá! Mas ver o brilho nos olhos dos meninos quando eles entendem algo novo não tem preço.

Bom, essas são algumas das formas como trabalho essa habilidade com meus alunos do 6º Ano. Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar outras ideias, tô aqui pra ouvir! Abraço pra vocês!

E aí, continuando a falar sobre a habilidade EF67LP35, uma das coisas que eu mais gosto é perceber como os meninos assimilam o conteúdo sem precisar de prova formal. No dia a dia, andando pela sala, dá pra sacar quem tá entendendo. Tipo assim, quando eu escuto eles conversando entre si e explicando o que aprenderam com as próprias palavras, sinto que a mensagem tá chegando. Tinha uma vez que eu passei perto do grupinho do João e ele tava explicando pro Pedro a diferença entre prefixo e sufixo, dizendo: "Cara, prefixo vem antes da palavra, tipo \'desleal\', e sufixo vem depois, como \'alegria\', \'alegrinho\'". Aí eu pensei: "Ah, esse entendeu!"

Esses momentos de troca entre eles são supervaliosos. Muitas vezes, quando um aluno explica pro outro, ele acaba usando uma linguagem mais próxima, mais do dia a dia, e isso ajuda todo mundo a compreender melhor. Já vi a Ana ajudando a Sofia, e ela dizia: "Imagina que é igual montar um quebra-cabeça. As peças são os afixos". E olha que legal, quando eles conseguem transferir o que aprenderam pra algo mais concreto assim.

Agora, sobre os erros mais comuns... Ah, tem uns que aparecem bastante. Um muito comum é confundir palavra composta com palavra derivada. O Lucas, por exemplo, sempre misturava as duas coisas. Ele achava que "aguardente" era uma palavra derivada por conta do "agua". E aí eu explicava pra ele: "Olha, Lucas, aguenta firme aí. 'Aguardente' é composta porque junta duas palavras independentes, 'água' e 'ardente'. Já uma derivada você tem que pensar em uma ideia de ‘acrescentar’ ou ‘mudar’ algo na palavra original." É preciso paciência, porque algumas vezes eles não entendem de primeira.

Outra confusão clássica é na hora dos sufixos. Tem aluno que adora adicionar sufixos onde não cabe. Vi a Júlia escrevendo "felizsmente" um dia desses! E aí expliquei pra ela que o sufixo "-mente" se junta ao adjetivo, mas cuidado com o plural que não faz sentido ali.

Quando percebo esses erros acontecendo na hora da atividade em sala, costumo parar tudo e revisitar um exemplo simples com eles no quadro. Isso ajuda a trazer todo mundo de volta pro mesmo ponto e corrigir a rota juntos.

E falando em desafios, trabalho com o Matheus e a Clara é sempre uma experiência enriquecedora. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades que prendam sua atenção sem sobrecarregar. Com ele, frequentemente uso jogos de palavras porque ele adora desafios rápidos e dinâmicos. Uma vez fizemos um jogo de memória associando palavras e seus significados/suportes visuais dos afixos e ele se deu muito bem! Mas já tentei usar textos longos e foi um desastre... Perdi ele no meio do caminho. Então aprendi que fragmentar a atividade em partes menores funciona melhor.

Já a Clara, que tem TEA, demanda outra abordagem. Ela gosta de rotina e previsibilidade nas atividades. Então procuro sempre preparar um cronograma bem definido das atividades do dia pra ela acompanhar sem surpresas. Gosto de usar cartões visuais com ela, mostrando exemplos de palavras com prefixos e sufixos para ela associar visualmente os conceitos. Isso tem ajudado muito. Um recurso que não funcionou muito bem foi tentar fazer atividades em grupo grandes de imediato; ela fica mais confortável começando em pares ou trio antes.

No final das contas, adaptar as aulas pra eles é sobre encontrar o equilíbrio certo entre desafio e acessibilidade. A gente vai ajustando conforme o tempo e as reações deles.

Bom pessoal, acho que é isso por hoje sobre a EF67LP35. Adoro ver como cada aluno vai desbravando esse mundo das palavras ao seu jeito. É sempre uma aventura diferente ensinar essa galera! Até mais no próximo post!

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