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EF07LP11Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar, em textos lidos ou de produção própria, períodos compostos nos quais duas orações são conectadas por vírgula, ou por conjunções que expressem soma de sentido (conjunção “e”) ou oposição de sentidos (conjunções “mas”, “porém”).

Análise linguística/semióticaMorfossintaxe
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha só, pessoal, a habilidade EF07LP11 da BNCC é um daqueles pontos que a gente precisa trabalhar com os meninos pra eles entenderem melhor como as frases se conectam. A prática aqui é ensinar a galera a identificar períodos compostos, aqueles que têm duas orações unidas por vírgula ou por conjunções. Essas conjunções podem ser de soma, como o "e", ou de oposição, como "mas" e "porém". Basicamente, é perceber quando as ideias se complementam ou quando dão uma viradinha na coisa toda.

No 6º ano, os alunos já devem ter visto o básico sobre frases simples e compostas. Então, agora no 7º ano, a gente vai aprofundar isso. Eles precisam ser capazes de ver um texto e dizer: "Ah, aqui temos duas ideias ligadas por um 'e', então estão somando coisas" ou "Esse 'mas' aqui tá indicando que a frase vai pra um lado diferente do que tava indo". É tipo juntar pecinhas de lego: cada parte é uma oração e você tem que saber como elas se encaixam.

Bom, agora vou contar como faço isso na minha sala. Gosto de trazer coisas bem práticas e diretas, pra deixar a galera mais ligada.

Uma das atividades que faço é o famoso caça-conjunções. Uso textos bem variados, pode ser notícia curta de jornal, trecho de livro juvenil ou até letra de música que a galera gosta. Divido a turma em pequenos grupos de quatro ou cinco alunos. Dou um texto pra cada grupo e eles têm uns 15 minutos pra caçar as conjunções no meio do texto. A ideia é eles acharem essas palavrinhas mágicas que ligam as orações. Na última vez que fiz isso, o grupo do Pedro achou um monte de "e", mas aí o João falou: "Mas olha esse 'porém' aqui, essa parte tá mudando tudo!" Eles ficam animados porque é quase uma competição. Depois, a gente conversa sobre as funções dessas conjunções que eles encontraram e como isso muda o sentido das frases.

Outra coisa que faço é uma espécie de oficina de escrita onde eles têm que criar seus próprios textos usando essas conjunções. Dou um tema qualquer, tipo "Um dia na escola" ou "Uma aventura no espaço". E o desafio é escrever uma historinha de cinco linhas com pelo menos dois tipos de conjunção ligando as orações. Eles têm uns 20 minutos pra isso. É legal ver como eles conseguem criar umas coisas bem interessantes. A Marina uma vez escreveu: "Eu fui à biblioteca e encontrei um livro mágico, mas ele estava trancado." Achei ótimo porque ela usou bem as conjunções pra criar uma narrativa com começo e surpresa no final. Os alunos curtem muito mostrar suas histórias pros colegas e sempre rola uns risos com as ideias malucas que surgem.

Uma terceira atividade que gosto bastante envolve leitura em voz alta e interpretação. Escolho um texto curto — pode ser uma crônica ou uma tirinha — e leio em voz alta pra turma. Depois da leitura, a gente analisa juntos onde estão os períodos compostos e quais conjunções foram usadas. Aí peço que eles reformulem algumas frases substituindo as conjunções por outras possíveis pra ver como muda o sentido. Isso leva uns 30 minutos porque envolve leitura, análise e reformulação das frases. Da última vez, usei uma crônica da Clarice Lispector e foi engraçado ver o Lucas tentar substituir todos os "mas" por "e". Ele percebeu logo com a ajuda dos colegas que isso alterava completamente o sentido do texto.

O mais bacana dessas atividades é ver como os alunos começam a perceber essas estruturas nos textos do dia a dia deles — seja em um livro que estão lendo ou até em uma conversa no WhatsApp. Eles vão pegando o jeito e começam a usar essas conjunções com mais consciência nas redações também.

E aí, pessoal? Como vocês trabalham essa habilidade com os alunos? Alguma dica extra pra gente trocar? Fico por aqui, mas tô curioso pra saber como vocês lidam com esses desafios! Até mais!

gente já tá um pouco mais preparada pra aprofundar. E eu gosto de fazer isso com atividades bem práticas, sabe? Nada de só ficar na teoria. Gosto de usar música, trechos de livros que eles curtem, até quadrinhos. Ajuda muito a galera a ver na prática como as frases se conectam.

Agora, saber se eles realmente entenderam isso sem fazer uma prova formal é meio que um exercício de observação, né? Às vezes, é quando eu tô circulando pela sala vendo os exercícios que eles tão fazendo, ou até ouvindo as conversas que surgem entre eles. Tipo assim, tem vezes que tô lá passando entre as mesas e escuto a Janaína explicando pro Lucas: "Ah, mas tá vendo aqui? Isso é uma oração coordenada porque tá ligada por 'e'". E aí você percebe: opa, ela pegou a ideia!

Outro exemplo é quando eles fazem perguntas que mostram que estão entendendo o conceito. Teve uma vez que o Pedro perguntou: "Professor, se eu substituir esse 'mas' por 'porém', muda alguma coisa no sentido?" A maioria das vezes, essas perguntas vêm num momento de revisão ou quando eles tão fazendo atividades em grupo. Quando escuto isso, já sei que eles tão começando a internalizar o conteúdo.

Claro, nem tudo são flores. Existem muitos erros comuns que aparecem nesse conteúdo. Um erro clássico é confundir conjunções coordenativas com subordinativas. A Letícia uma vez escreveu uma frase assim: "Eu não fui ao cinema com meus amigos porque eu estava cansada." Mas aí ela me aparece com outra frase dizendo "Eu vou ao cinema porque eu não fui ontem". Tá vendo a confusão? Ela usou "porque" pra conectar duas ideias só que o sentido era diferente do que ela queria expressar. Esse tipo de erro acontece muito quando a galera tá pensando rápido demais e não para pra analisar o contexto.

O que eu faço quando vejo esses erros é tentar pegar na hora e corrigir de forma que eles entendam a diferença. Gosto de pedir pra reescrever a frase ou criar outro exemplo em que a conjunção funcione corretamente. E eu sempre incentivo os alunos a revisarem as próprias frases antes de me mostrarem.

Agora, falando do Matheus e da Clara... Cada um tem suas particularidades e a gente tem que se adaptar um pouco pra ajudar no aprendizado deles sem perder o ritmo da turma toda. Com o Matheus, que tem TDAH, eu procuro quebrar as atividades em partes menores. Se eu der um texto muito longo logo de cara, ele perde o foco rápido. Então separo em pedaços, peço pra ele ir lendo e respondendo algumas perguntas sobre cada parte antes de seguir adiante. Ele fica mais engajado e consigo perceber melhor o entendimento dele.

Já com a Clara, que tem TEA, eu uso recursos visuais mais frequentemente. Como ela já gosta muito de desenhar e criar histórias com imagens, aproveito isso nas aulas. Por exemplo, quando estamos trabalhando com períodos compostos, eu peço pra ela desenhar uma história em quadrinhos onde cada quadrinho seja uma oração diferente. Ajuda ela a visualizar a conexão entre as ideias. Mas claro, tem coisas que não funcionam tão bem... Se o material é só áudio ou só texto sem imagens ou interação, ela se desinteressa fácil.

Outra coisa importante é dar mais tempo para eles terminarem as atividades. O Matheus precisa de pausas frequentes e a Clara às vezes demora mais processando as informações. E sempre tento estar por perto pra qualquer dúvida que eles tenham. Não deu certo aquela vez que tentei deixar tudo muito livre sem qualquer estrutura; percebi logo que eles precisavam de uma guia mais firme.

Esses dias mesmo tava pensando em como essa troca no fórum é importante pra gente tirar ideias do papel e compartilhar o que funciona ou não... Enfim, cada aluno tem seu jeito e a gente vai aprendendo junto com eles.

Acho que por hoje é isso! Espero ter ajudado com algumas dicas práticas aí na sala de aula. Qualquer coisa tô por aqui no fórum! Abraço!

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