Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF07LP12 da BNCC, o que eu entendo é que os meninos precisam aprender a usar e reconhecer uns truques na hora de escrever e ler que ajudam o texto a ficar mais fluido e menos repetitivo, sabe? A ideia é que eles consigam perceber que, em vez de ficar repetindo o mesmo nome ou palavra toda hora, dá pra usar sinônimos ou pronomes. Isso deixa a leitura mais legal e a escrita mais elegante. Por exemplo, se numa redação um aluno escreve "O cachorro saiu para passear. O cachorro encontrou um amigo. O cachorro brincou com o amigo", a gente mostra que dá pra melhorar isso com "O cachorro saiu para passear. Ele encontrou um amigo e brincou com ele". Viu? A coisa flui melhor.
Os meninos do 6º ano já vinham trabalhando com textos e ideias de não repetir tanto as palavras, então quando chegam no 7º ano, eles têm uma noção de que repetir demais cansa. Aí entra esse lance dos pronomes e sinônimos, que a gente aprofunda mais. Eles já conhecem pronomes pessoais do tipo “ele” e “ela”, mas aqui a gente começa a explorar outros, como “este”, “aquele”, e também os possessivos tipo “seu”, “minha”. E claro, não esquecer dos sinônimos, né? É mostrar pra eles que cachorro também pode ser “o animal”, “o bichinho” ou até mesmo o nome do cachorro se for um texto fictício com personagens.
A primeira atividade que faço é uma lista de palavras. É simples: pego uma folha de papel sulfite e escrevo palavras comuns no centro, tipo "cachorro", "casa", "menina". Divido a turma em grupos pequenos de 4 alunos, dou cerca de 10 minutos pra eles pensarem em sinônimos ou pronomes que podem substituir essas palavras sem mudar o sentido do texto. A galera adora isso porque vira um desafio! Uma vez, o Lucas do 7º B fez grupo com a Clara e o João, e eles ficaram alucinados tentando ver quem achava mais sinônimos diferentes pros nomes. Foi engraçado ver como eles se empolgaram com algo tão simples.
Outra atividade legal é trabalhar com trechos descritivos de livros ou textos que eu mesmo escrevo. Escolho um texto curto e entrego uma cópia para cada aluno. Antes de começar, explico rapidamente como funciona substituição pronominal dentro daquele contexto específico. Depois peço pra eles tentarem reescrever o texto substituindo as palavras destacadas por pronomes ou sinônimos. Isso normalmente leva uns 30 minutos porque alguns têm mais dificuldade de fazer as substituições sem mudar o sentido do texto. Lembro bem da última vez que fiz essa atividade: a Júlia, que é super aplicada, levantou a mão e disse: "Professor, mas se eu trocar essa palavra aqui o sentido não vai ficar meio estranho?" E eu falei: "Exatamente! É aí que você tem que ver se tá fazendo certo." Ela riu e continuou firme no trabalho.
A terceira atividade é um ditado diferente: eu leio um parágrafo pra eles onde uso um monte de repetições propositais e peço pra eles anotarem. Depois, em duplas, eles têm que reescrever o parágrafo usando substituições adequadas pra não ficar repetitivo. Eu passo entre os alunos pra ajudar quem tiver dúvida e também escutar o jeito deles pensando alto sobre como substituir as palavras. Um dia desses, no meio da aula, o Carlos me chamou falando que tava empacado numa frase porque não sabia como substituir "livro" sem repetir tanto. Eu dei uma dica: "Pensa nos pronomes demonstrativos!" A cara dele foi impagável quando conseguiu resolver usando “esse”. A atividade normalmente leva uns 20 minutos, mas às vezes estendo mais um pouco se vejo que eles estão engajados.
No fim das contas, essas atividades ajudam bastante eles não só na hora de escrever melhor mas também na leitura. Eles começam a pegar esses detalhes nos livros e textos que leem por conta própria, e isso é muito bacana de ver. Acho que o importante é dar tempo pra eles experimentarem, errarem e aprenderem com os erros sem muita pressão. E ver os rostos deles quando finalmente conseguem entender faz tudo valer a pena.
Então é isso aí! Espero ter ajudado vocês a entenderem um pouquinho mais sobre como trabalhar essa habilidade super importante na nossa sala de aula. Bom trabalho aí com a turma!
...mudar para \"O cachorro saiu para passear. Ele encontrou um amigo e brincou com ele\". Coisa simples que faz a diferença, né?
Agora, como é que eu percebo que os alunos realmente entenderam essa habilidade sem botar uma prova formal na frente deles? Bom, quando eu tô circulando pela sala durante as atividades, já dá pra sentir quem pegou a ideia. A galera fica ali escrevendo seus textos, e às vezes eu paro atrás de um aluno, dou uma olhada meio discreta no caderno, e vejo essas substituições acontecendo. É lindo de ver.
Teve uma vez que tava passando pela sala e vi o Lucas, sempre quietinho o Lucas, meio que explicando pra Ana que ela não precisava repetir o nome do personagem toda hora. Ele deu um exemplo ali na hora, falou tipo assim: \"Em vez de falar 'a Ana foi à feira', 'a Ana comprou maçã', você pode falar 'ela comprou maçã' depois da primeira frase\". E a Ana deu aquele sorrisão de quem entendeu, sabe? Aí eu pensei: \"Ah, o Lucas entendeu direitinho\".
Outra coisa é quando eles começam a corrigir uns aos outros. Nas conversas entre eles, se um levanta a mão e diz “ó, cara, você tá repetindo muito essa palavra aí”, eu sei que o recado foi captado. E melhor ainda é quando eles corrigem de um jeito que ajuda o colega a melhorar sem desmotivar. O João uma vez falou pro Pedro: \"Cara, tá legal teu texto, mas tenta usar mais os 'ele', 'ela' ali. Eu fiz isso no meu e ficou massa\". É nessa hora que vejo que a coisa tá andando.
Mas claro, nem sempre tudo são flores. Os erros mais comuns nesse conteúdo? Bom, às vezes os meninos começam a usar pronomes ou sinônimos e acabam escolhendo uns bem aleatórios ou inadequados, aí o texto fica meio confuso. Tipo uma vez que a Mariana tava escrevendo sobre uma viagem e usou \"o felino\" quando era pra falar do cachorro só porque queria variar. Aí eu tenho que sentar do lado e explicar: \"Olha, o importante é a gente manter clareza no texto. Se você tá falando de um cachorro aqui, continua com esse assunto na mente do leitor\".
E tem também quem exagere nos sinônimos formais ou caros demais. O Rafael escreve como se tivesse num romance do século passado às vezes... aí eu dou uma dica: \"Ó, Rafa, tenta achar um meio termo pra não parecer texto de livro antigo\".
Aí tem o Matheus, que tem TDAH, e a Clara com TEA na minha turma. Com o Matheus, preciso sempre manter as atividades bem dinâmicas e visualmente interessantes. Uso muitas cores nos materiais que entrego pra ele e procuro quebrar as tarefas em partes pequenas pra ele ter aquela sensação constante de conclusão. Uma coisa que funciona bem é dar pra ele uns cartões com palavras-chave ou pronomes prontos pra ele ir inserindo no texto à medida que escreve.
Já com a Clara, é diferente. Ela gosta de saber exatamente o que vai acontecer na aula e precisa de um ambiente mais previsível. Com ela, ter um roteiro ou checklist da atividade ajuda muito. Tipo assim: primeiro escreve a ideia principal; depois encaixa os pronomes onde pode; por último faz uma revisãozinha básica do texto. E eu sempre deixo ela sentar num cantinho da sala onde ela se sente mais confortável.
Nem sempre acerto de primeira com esses dois, mas tô sempre buscando novas estratégias. Uma vez tentei usar uns jogos com eles achando que seria legal pra aplicar os conceitos de maneira prática e acabou sendo meio caótico demais pro Matheus — ele ficou super agitado — e pouco interessante pra Clara — ela simplesmente não se envolveu. Então aprendi que o segredo mesmo é adaptar conforme vejo a resposta deles.
Bom, pessoal, acho que por hoje é isso aí. Espero ter contribuído um pouco com vocês sobre como lido com essa habilidade em sala de aula e com as diferentes necessidades dos alunos. E vocês? Como fazem aí nas suas turmas? Sempre bom trocar ideia! Abraço e até mais!