Voltar para Língua Portuguesa Ano
EF67LP08Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar os efeitos de sentido devidos à escolha de imagens estáticas, sequenciação ou sobreposição de imagens, definição de figura/fundo, ângulo, profundidade e foco, cores/tonalidades, relação com o escrito (relações de reiteração, complementação ou oposição) etc. em notícias, reportagens, fotorreportagens, foto-denúncias, memes, gifs, anúncios publicitários e propagandas publicados em jornais, revistas, sites na internet etc.

LeituraEfeitos de sentido Exploração da multissemiose
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF67LP08 da BNCC, na prática, é como se a gente estivesse ensinando os meninos a "lerem" não só as palavras de um texto, mas tudo que tá junto dele, tipo imagens, cores e o jeito que as coisas estão organizadas ali. A galera precisa perceber que numa propaganda, por exemplo, aquela cor vermelha ali não tá à toa: pode ser pra chamar atenção ou passar uma sensação de urgência. Ou então numa foto de uma reportagem, o ângulo pode mostrar poder ou fragilidade, dependendo de como tá tirada. Então é isso, é ensinar a turma a entender o que essas imagens e cores tão contando além das palavras.

Essa habilidade se conecta bastante com o que já vinha sendo trabalhado nas séries anteriores. Os meninos já tinham noção básica de interpretar imagens e textos separadamente. Agora no 6º ano, é juntar tudo e ver como uma coisa complementa ou até mesmo contradiz a outra. Bom, acho que eles já chegam com um senso crítico em formação e nosso papel é lapidar isso.

Agora vamos pras atividades que eu faço na sala com a turma do 6º ano. A primeira delas é uma análise de memes. Isso mesmo! Meme é uma coisa que eles adoram e a gente aproveita o interesse deles. Eu levo uma seleção de memes impressos (coisa simples, preto e branco mesmo) e peço pra eles olharem bem tanto as imagens quanto o texto. Organizamos em duplas ou trios e dou uns 20 minutinhos pra discutirem entre si o que cada parte do meme tá querendo dizer. Depois disso, a gente faz uma roda de conversa pra compartilhar as ideias e geralmente surgem interpretações bem variadas e interessantes. Teve uma vez que o Pedro notou que num meme sobre um cachorro que tava “assustado” com um texto engraçado em cima, a escolha do animal com olhos esbugalhados intensificava o humor da situação. A maioria da turma nem tinha reparado nisso até ele comentar.

Outra atividade que faço é a análise de anúncios publicitários. Esse dá um pouco mais de trabalho pra preparar porque eu gosto de levar anúncios diferentes: uns de revista, outros da internet, etc. Peço pra turma se dividir em grupos pequenos e dou cerca de 30 minutos pra analisarem cada peça publicitária. Eles precisam identificar como cada elemento visual contribui (ou não) pro objetivo do anúncio. E aí depois cada grupo apresenta suas conclusões pro resto da turma. Na última vez que fizemos isso, a Ana Clara percebeu que num anúncio de perfume masculino que levei, o uso de tons escuros junto com uma pose “forte” do modelo passava uma ideia de poder e mistério. Foi legal ver como ela conseguiu identificar os efeitos de sentido ali.

Também já fizemos uma atividade com fotorreportagens de jornais online. Essa é legal porque aproxima eles das notícias do dia a dia e ajuda a criar aquele censo crítico sobre o mundo ao redor. A turma se organiza em duplas no laboratório de informática pra buscar diferentes fotorreportagens sobre um mesmo tema e aí eles têm cerca de 40 minutos pra analisar as imagens usadas nas reportagens e discutir porque aquelas fotos foram escolhidas e qual efeito elas têm sobre quem vê a matéria. Na última vez que fiz essa atividade, o João Vitor levantou um ponto interessante sobre como o uso de fotos em preto e branco numa fotorreportagem sobre conflitos internacionais pode passar uma sensação mais séria e antiga pro leitor, até mesmo dando um tom documental.

Além das análises específicas, eu sempre tento abrir espaço pros alunos expressarem suas próprias ideias sobre os efeitos das imagens fora das atividades planejadas. A Maria Eduarda, por exemplo, trouxe na aula passada um meme atualizado sobre um assunto recente da escola e pediu pra turma analisar junto com ela no final da aula. Foi uma boa prática porque mostrou como eles tão começando a aplicar esse olhar crítico fora das atividades propostas.

Enfim, trabalhar essa habilidade é algo que dá bastante frutos na formação crítica dos alunos. Eles começam a ver além do óbvio, questionar intenções e até criar suas próprias produções visuais com mais consciência dos efeitos desejados. Tem sido gratificante ver essa evolução na percepção deles ao longo do ano letivo. É isso aí pessoal, espero ter ajudado vocês com essas ideias! Se alguém tiver mais dicas ou quiser compartilhar como tem trabalhado essa habilidade também, vou adorar ler! Abraço!

Então, galera, continuando a conversa sobre essa habilidade EF67LP08, uma das coisas que eu mais curto é perceber como os meninos estão assimilando o que a gente tá passando, sem precisar daquela prova formal chata. Tipo assim, sabe quando você circula pela sala e meio que só fica escutando as conversas? Às vezes, é ali que rola o "ahá" de que eles entenderam o lance.

Por exemplo, teve uma vez que eu tava passando entre as mesas e parei perto do João e da Luana. Eles tavam olhando uma propaganda que trouxemos pra aula e o João comentou algo tipo: "Ah, essa letra grandona aqui é porque eles querem que a gente veja de longe, né?" Aí a Luana respondeu: "E esse azulão? É pra gente confiar, igual nas marcas de banco." Naquele momento eu pensei: "É isso! Eles tão ligando os pontos." É ver eles discutindo entre si e usando o que aprenderam que me mostra que a coisa tá funcionando.

Outra situação foi quando a Maria tava explicando pro Pedro porque a imagem de um político num ângulo mais baixo passava uma ideia de poder. Ela falou algo como: "Sabe quando a gente olha pra cima e parece que tudo é maior? É isso." Ver um aluno ensinando o outro é um sinal claro de que eles tão absorvendo não só o conteúdo, mas também a habilidade de pensar criticamente.

Agora, falando dos erros mais comuns, aí tem história pra contar! Um dos erros frequentes é quando os alunos se fixam demais em um detalhe e esquecem de ver o todo. Vou dar um exemplo: o Felipe achou que numa revista, uma foto tava em preto e branco só porque era antiga. Ele perdeu aquela sacada de que podia ser uma escolha intencional pra passar uma sensação específica. Isso acontece porque muitas vezes eles tão acostumados a buscar a resposta certa pra agradar a gente e não exploram outras interpretações.

E quando eu percebo esse tipo de erro, tento fazer perguntas que levem eles a pensar além do óbvio. Com o Felipe, por exemplo, eu perguntei: "Será que tem algum outro motivo pro preto e branco além da idade da foto? Como você se sente olhando essa imagem?" Assim ele começa a refletir sobre outras possibilidades e não só no automático.

Agora, falando do Matheus que tem TDAH e da Clara com TEA, olha, teve uma vez que tentei fazer uma atividade super longa com vários passos. Aí não deu certo. O Matheus ficou ansioso e a Clara se perdeu no meio do caminho. O segredo tem sido simplificar e dividir as atividades em partes menores pra eles.

Pro Matheus, deixo ele sempre ficar em movimento controlado. Tipo, se a atividade envolve recorte e colagem ou até escolher imagens, ele pode se levantar pra pegar os materiais. Isso ajuda ele a focar melhor. Outra coisa que funciona é dar instruções bem diretas e repetir individualmente se precisar.

Com a Clara, procuro usar materiais visuais mais previsíveis e organizados. Ela responde bem quando sabe exatamente o que esperar. Uma vez fizemos um mural com várias imagens embaralhadas e pedi pra galera organizar conforme um tema. Pro Matheus foi ótimo porque ele pôde se mexer, mas pra Clara foi melhor quando deixei ela trabalhar com menos opções por vez. E ah, criar um ambiente com menos ruído visual ajuda bastante ela a se concentrar.

É bacana ver como pequenos ajustes fazem diferença grande na inclusão deles na aula. Cada aluno é único e essas experiências ajudam não só eles, mas também toda a turma a aprender sobre empatia e diferença.

Bom, acho que é isso por hoje! Sempre bom compartilhar essas histórias com vocês. Espero ter ajudado aí quem tá no mesmo barco! Se tiverem experiências semelhantes ou dicas novas, manda aí! Abraço.

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF67LP08 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.