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EM13MAT310Matemática e suas Tecnologias · 3º EM Ano · Ensino Médio

Resolver e elaborar problemas de contagem envolvendo agrupamentos ordenáveis ou não de elementos, por meio dos princípios multiplicativo e aditivo, recorrendo a estratégias diversas, como o diagrama de árvore.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EM13MAT310 com os meninos do 2º ano do Ensino Médio é sempre um desafio, mas também uma oportunidade de ver a galera se surpreendendo com a matemática de um jeito bem prático. Essa habilidade nada mais é do que ajudar os alunos a resolverem problemas de contagem, entendendo como organizar elementos de diferentes formas. Isso envolve usar tanto o princípio multiplicativo quanto o aditivo. No dia a dia, é tipo quando você quer descobrir quantas combinações diferentes pode fazer com algumas opções de pizza ou quantas maneiras tem de organizar uns quatro livros numa prateleira. O importante é que eles consigam pensar em estratégias para resolver esses problemas, como usando diagramas de árvore.

O que eu gosto de lembrar é que essa habilidade se conecta bastante com o que eles já viram em anos anteriores, como naquelas atividades de combinatória básica onde eles começavam a brincar com permutações e combinações mais simples. Agora, no 2º ano, a ideia é aprofundar e ver mais a lógica por trás dessas escolhas e das formas de organização. Eles já têm uma base, então dá pra puxar um pouco mais na parte teórica e prática.

Uma atividade que eu sempre faço é o "Jogo das Roupas". É bem simples: eu levo algumas peças de roupa, tipo camisetas de cores diferentes e calças, e aí desafio a turma a calcular quantas combinações diferentes de roupa podem montar. Eu gosto de fazer isso em grupo porque eles acabam discutindo bastante entre si. Divido a classe em grupos de 4 ou 5 e dou uns 15 minutos pra eles pensarem. O material é só isso mesmo: camisetas e calças. Num desses dias, o Pedro e a Mariana estavam no mesmo grupo, e foi engraçado porque eles começaram a discutir se podiam considerar uma combinação só trocando de sapato (que eu não tinha levado), mas isso levou a turma toda a pensar sobre o que define uma combinação diferente.

Outra atividade que funciona bem é o "Evento na Festa". Eu pego um papel e faço um esquema simples: tem uma festa e várias atividades para escolher. Cada aluno ou grupo tem que montar o máximo de cronogramas diferentes possíveis escolhendo três atividades entre seis disponíveis. Aqui eu uso papel e caneta mesmo. Eles têm uns 20 minutos pra fazerem isso. A turma fica bem concentrada, mas uma vez o João quase perdeu tempo demais porque queria garantir que nenhuma atividade pudesse ser repetida nos cronogramas — foi quando ele percebeu que precisava usar o princípio aditivo pra resolver isso sem erro.

A última atividade é "Construindo Diagramas", onde eu peço para os alunos criarem diagramas de árvore para problemas mais complexos, como descobrir quantos caminhos diferentes existem para ir da sala deles até o pátio passando por três corredores distintos. Uso papel quadriculado para eles desenharem esses diagramas. Até levei uns lápis coloridos pra deixar mais divertido e fácil de visualizar as diferentes opções. Essa leva uns 30 minutos porque exige mais raciocínio e organização visual. A última vez que fizemos isso, a Ana estava tão empolgada que começou a ajudar os colegas desenhando as ramificações dos diagramas deles também.

Essas atividades são maneiras práticas de aplicar essa habilidade da BNCC na vida real dos meninos. Eu percebo que eles gostam quando percebem que a matemática vai além de números e fórmulas — ela tá no nosso dia a dia, nas escolhas simples e nas decisões mais complexas também. O importante é ver como eles vão se desenvolvendo nessas tarefas: alguns têm mais facilidade logo de cara, enquanto outros demoram um pouco mais pra pegar o jeito, mas no fim das contas, todo mundo acaba participando e aprendendo junto.

E olha, sair da teoria e ir pra prática com jogos e desafios acaba conectando os pontos de uma forma que só escrever no quadro não faria. E claro, eu vou ajustando as coisas conforme percebo as reações deles — se tá fácil demais, puxo um pouco mais; se tá complicado, dou mais exemplos práticos pro pessoal visualizar melhor. E assim vamos indo, aprendendo juntos!

No dia a dia, eu percebo que os meninos realmente entenderam a EM13MAT310 quando eles começam a discutir entre eles sobre como resolver um problema. Às vezes tô ali andando pela sala, observando, e escuto aquele burburinho bom, sabe? Outro dia, por exemplo, o João e a Mariana estavam tentando descobrir quantas formas diferentes de montar um combo de hambúrguer, batata e refrigerante com as opções que a gente deu. E aí o João explicou pra Mariana que dava pra multiplicar as escolhas, em vez de ficar contando uma por uma. Nesse momento eu pensei, "ah, esse entendeu!"

E tem também quando eu vejo um aluno explicando pro outro. A Luiza tava com dificuldade num exercício e o Pedro, sem que eu precisasse nem pedir, se ofereceu pra ajudar. Ele pegou o lápis dela e mostrou no papel como ele pensou pra dividir as opções de escolha. Isso é incrível porque um aluno explicando pro outro é sinal de que ele tá seguro no que sabe.

Mas olha, os erros mais comuns nesse conteúdo geralmente vêm dessa confusão entre quando usar o princípio multiplicativo e quando usar o aditivo. O Lucas, por exemplo, sempre acha que tudo é soma. A gente tava fazendo um exercício sobre quantas maneiras dava pra combinar umas camisetas e calças e ele foi somando. E eu expliquei pra ele: "Lucas, olha só, quando você pode escolher uma coisa E outra coisa, você multiplica. Quando é OU, aí você soma". Às vezes eles confundem porque parece intuitivo somar tudo de cara, mas não é sempre assim.

Quando eu pego um erro desses na hora, eu gosto de pegar elementos do exercício mesmo pra ilustrar. Tipo "Imagina que são só duas camisetas e duas calças", aí a gente faz juntos todas as combinações no papel ou num quadro pequeno que eu levo pras mesas. Eles precisam ver isso de forma visual às vezes.

Agora, falando do Matheus com TDAH e da Clara com TEA na turma. Com o Matheus, eu tento manter atividades mais curtas e dinâmicas porque ele tem dificuldade em se concentrar por muito tempo. Divido os exercícios em partes menores e vou dando feedback rápido pra manter ele engajado. Ah! E às vezes dou pra ele uns cubos ou fichas coloridas pra ajudar ele a visualizar as combinações nós estamos estudando. Isso ajuda bastante pra ele ver na prática como que funciona.

Com a Clara é um pouco diferente. Ela se dá melhor com estrutura mais previsível e gosta de saber exatamente o que vai fazer em cada etapa. Então eu procuro ser bem claro com ela sobre o que vamos fazer em cada parte da aula e deixo um roteiro visível na mesa dela. Uma vez tentei usar uns aplicativos interativos no tablet achando que ia ser legal pra ela, mas acabei percebendo que a distraía mais do que ajudava. Então voltei para os papéis organizados.

Com ambos, eu sempre tento garantir que têm um pouco mais de tempo se precisarem. Não adianta ter pressa nesses casos porque cada um tem seu ritmo e jeito de aprender bem.

Enfim, pessoal, ensinar essa habilidade pode até parecer difícil no começo, mas quando a gente vê esses pequenos momentos — um aluno explicando pro outro ou aquele "ahá!" no olhar deles — tudo faz muito sentido. É parte do nosso papel adaptar e encontrar maneiras de alcançar cada aluno do jeito certo. No final das contas é isso que faz a diferença.

Aí qualquer dúvida ou experiência que vocês tenham nesse tema, compartilha aí! É sempre bom aprender com as histórias uns dos outros também! Até a próxima!

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