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EF02MA03Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Comparar quantidades de objetos de dois conjuntos, por estimativa e/ou por correspondência (um a um, dois a dois, entre outros), para indicar “tem mais”, “tem menos” ou “tem a mesma quantidade”, indicando, quando for o caso, quantos a mais e quantos a menos.

NúmerosLeitura, escrita, comparação e ordenação de números de até três ordens pela compreensão de características do sistema de numeração decimal (valor posicional e papel do zero)
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, vou te contar como trabalho essa habilidade EF02MA03 na minha turma do 2º ano. Primeiro, acho legal pensar que essa habilidade é, basicamente, sobre ajudar os meninos a entenderem e compararem quantidades. Não é só sobre contar 1, 2, 3, mas sobre olhar pra dois grupos de objetos e dizer coisas tipo "tem mais nesse aqui", "tem menos ali" ou "tem a mesma quantidade". E não para por aí, eles também precisam saber dizer quantos a mais ou a menos tem. É uma coisa que já começa lá no 1º ano, quando eles começam a ter noção de quantidade e números. No 2º ano, a ideia é aprofundar isso. Por exemplo, se num grupo tem 5 laranjas e no outro tem 3 maçãs, eles precisam saber que o grupo das laranjas tem 2 a mais. É um jeito de preparar eles pra essas comparações mais complexas.

Agora, vou falar das atividades que faço por aqui pra ajudar eles a pegarem essa habilidade na prática. A primeira atividade é bem simples, mas funciona que é uma beleza. Eu pego tampinhas de garrafa – aquelas de refrigerante mesmo – e organizo em grupos no chão. Peço pra turma se dividir em duplas e cada dupla ganha dois grupinhos de tampinhas. Eles têm que olhar pros dois grupos e decidir qual tem mais e qual tem menos. Depois que eles contarem quantas tampinhas tem em cada grupo, eles anotam num papel quantas tampinhas tem a mais ou a menos num dos grupos. Geralmente essa atividade leva uns 20 minutos, e a gurizada adora porque é quase como uma competição entre eles. Outro dia, por exemplo, o Vinícius e o Felipe estavam bem animados contando as tampinhas e achando graça quando perceberam que tinham contado errado o grupo todo porque esqueceram de uma tampinha escondida embaixo do papel!

Outra atividade que gosto de fazer é usar cartas de baralho. Cada aluno pega cinco cartas do monte e coloca na mesa. Eles têm que tentar formar pares com as cartas dos colegas pra ver quem consegue fazer mais pares e quem fica com menos cartas na mão no final. Essa atividade ajuda muito na questão da correspondência um a um. Eles também precisam contar quantas cartas sobraram pra cada um e ver quem tem mais ou menos cartas no fim da rodada. Essa atividade leva uns 30 minutos e é uma das preferidas da turma porque parece um jogo. A última vez que fizemos isso, a Ana Clara conseguiu ficar sem carta nenhuma na mão antes de todo mundo e saiu pulando pela sala gritando "ganhei! ganhei!". Foi engraçado ver a cara do Gabriel tentando entender como ela conseguiu acabar tão rápido.

A terceira atividade que faço é um pouco mais demorada, mas é legal porque envolve criatividade. Dou pra cada aluno um papel e peço pra eles desenharem dois conjuntos com frutas ou brinquedos – tipo maçãs de um lado e carrinhos do outro. Depois eles têm que trocar os desenhos com um colega e o colega precisa escrever quantas frutas ou brinquedos tem em cada conjunto, qual conjunto tem mais ou menos e quantos a mais ou menos tem. Isso leva cerca de 40 minutos porque a parte do desenho demora um pouco mais pra alguns alunos. A reação deles é sempre divertida porque a maioria adora desenhar, mas também porque quando trocam os desenhos sempre sai alguma coisa engraçada. Uma vez, o Samuel desenhou uns carrinhos tão pequenos que o Pedro achou que eram formigas! Aí teve toda uma discussão sobre "mas isso não parece nada com carrinho", até que entenderam e foram fazer as contas direitinho.

Então, essas atividades ajudam muito os meninos a visualizarem as comparações e realmente entenderem as diferenças de quantidade entre os grupos. Uso materiais bem simples – tampinhas, cartas de baralho, papel – porque acho que o importante é eles interagirem com objetos concretos. E claro, em todas essas atividades sempre aparece aquele momento de dúvida ou confusão, mas aí entra nossa paciência como professor pra explicar tudo de novo quantas vezes precisar. O legal é ver como eles vão pegando o jeito aos poucos e começam a aplicar isso naturalmente no dia a dia da sala.

E olha que legal: no fim das contas, esse tipo de trabalho não só ajuda na matemática em si como também desenvolve outras habilidades neles, tipo atenção aos detalhes, paciência pra resolver problemas e até mesmo trabalho em equipe quando estão nas duplas ou trocando desenhos. É gostoso ver o progresso dessa turma ao longo do ano! Bom, espero ter ajudado compartilhando essas ideias aí com vocês!

Olha, perceber quando os meninos realmente aprenderam sem aplicar prova formal é como um sexto sentido que a gente desenvolve com o tempo e a prática em sala de aula. Quando tô circulando pela sala, gosto de observar como eles lidam com as atividades de comparação de quantidade. Aí tem um momento especial que eu sempre presto atenção: quando eles estão em grupos ou duplas. É ali que dá pra ver como compartilham o que sabem e como pensam. Outro dia, a Gabriela estava explicando pro João como contar os lápis coloridos que eles tinham na mesa e aí ela falou algo tipo “olha, tem mais vermelho aqui do que azul, conta aí e vê se não é verdade”. Nesse momento eu tive certeza de que ela entendeu, porque ela usou o conceito de comparação de uma forma natural.

Outra coisa que observo é quando eles fazem perguntas entre si. Se o Pedro tá com dúvida sobre quantos carrinhos a Mariana tem a mais do que ele, mas mesmo assim ele tenta responder antes de perguntar: “Será que você tem dois a mais?”.

Agora, sobre os erros mais comuns, bom, sempre tem aqueles clássicos né? Tipo o Thiago, que às vezes ainda confunde o número ‘6’ com ‘9’. Isso é super comum! Outro dia ele tava comparando duas torres de blocos e disse “tem 9 aqui e 6 ali”, mas na verdade era o contrário. Eu percebo que esses erros acontecem muito por causa da confusão na escrita dos números, especialmente quando eles ainda estão desenvolvendo a coordenação motora fina. Quando vejo isso acontecendo, tento corrigir ali na hora mesmo, sem bronca. Chamo ele de lado e mostro como observar direito a posição dos bloquinhos, perguntando se parece mais com uma bexiga cheia (que seria o ‘6’) ou uma bola com uma linha embaixo (o ‘9’), sabe? Ajuda eles a visualizarem melhor.

Agora falando dos desafios específicos com o Matheus e a Clara. O Matheus tem TDAH, então manter ele focado é um desafio diário. Uma estratégia que usei foi dividir as atividades em partes menores. Por exemplo, se estamos contando objetos no quadro, eu dou tarefas curtas e faço pausas pra ele poder levantar, mexer um pouco e depois voltar. Ele também gosta muito de usar materiais manipulativos, tipo blocos ou fichas coloridas. O movimento ajuda ele a se concentrar melhor.

Com a Clara, que tem TEA, o foco é um pouco diferente. Ela responde muito bem a rotinas claras e previsíveis. Então sempre aviso antecipadamente o que vamos fazer no dia seguinte. Uso cartões visuais pra ajudar também – são imagens simples das atividades do dia naquele velcro que fica na parede. Isso dá segurança pra ela.

Mas também aprendi na prática algumas coisas que não funcionaram tão bem. Tipo aquela vez que achei que colocar música de fundo ia ajudar todos a se acalmarem e se concentrarem... Bom, pro Matheus foi um desastre porque ele começou a ficar ainda mais disperso! Já pra Clara tinha funcionado bem antes, então tive que achar um meio-termo.

E assim vou tocando esse barco por aqui com os meninos. É um desafio atrás do outro, mas também é muito gratificante ver quando eles dão aquele estalo de “Aha!” nos olhos deles. Cada aluno é único e encontrar o jeito certo de ensinar cada um é como montar um quebra-cabeça novo todo dia.

Bom pessoal, acho que é isso aí por hoje! Espero ter ajudado alguém com essas experiências. E claro, se tiverem dicas também ou quiserem compartilhar suas experiências, tô sempre por aqui pra trocar uma ideia. Abraço pra todo mundo!

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