Oi, pessoal! Hoje quero falar sobre como eu trabalho a habilidade EF02MA05 com a minha turma do 2º Ano. Essa habilidade tem a ver com construir e usar os fatos básicos da adição e subtração, que é algo que parece complicado, mas na prática é bem legal de ensinar.
Então, pra quem tá chegando agora, essa habilidade é tipo assim: a gente quer que os meninos consigam somar e subtrair de cabeça ou no papel sem ficar travado, sabe? Eles precisam saber coisas do tipo quanto é 7 mais 5, ou 10 menos 3, sem precisar sempre contar nos dedos. Claro, não tem como fugir de usar os dedos no começo, mas a ideia é que eles memorizem esses resultados aos poucos. E isso vem desde a série anterior. Lá no 1º Ano eles começam a entender o que é somar e subtrair usando objetos, desenhos e tal. No 2º Ano, a gente aprofunda isso e começa a introduzir o conceito de fazer essas operações de maneira mais rápida e prática.
Agora, vou contar de três atividades que faço sempre com eles!
Primeira atividade: jogo da memória com números. Eu faço umas cartinhas bem simples com cartolina. De um lado eu coloco uma continha tipo 4 + 3, e na outra carta coloco o resultado 7. E aí faço isso com várias combinações de soma e subtração. A gente organiza a turma em grupos de quatro ou cinco alunos pra jogar. Cada grupo fica numa mesinha com as cartinhas viradas pra baixo, e eles têm que ir virando duas cartas por vez pra encontrar a conta e resultado que combinam. Costumo dar uns 20 minutos pra essa atividade porque os meninos ficam super empolgados! Olha, na última vez que eu fiz isso foi engraçado: o João tava meio travado no começo, mas aí quando ele encontrou um par, ele soltou um "Eita, agora vai!" e parecia que tinha achado o segredo do jogo! Eles se divertem tanto que às vezes tenho até que lembrar que tem hora de parar.
Segunda atividade: desafio do cálculo mental. Aqui eu uso só o quadro mesmo. Chamo todo mundo pra sentar no chão em frente ao quadro (adoro essa parte porque fica mais informal e eles se soltam mais). Aí eu vou falando umas continhas bem rápido tipo "3 + 4" ou "9 - 2" e quem souber responde na hora. Quem acerta levanta e vem fazer risquinho no quadro de quantas acertou. É uma competição saudável que eles adoram! Normalmente leva uns 15 minutos porque depois disso eles começam a cansar um pouco. Na última vez, a Ana Laura tava super rápida e acertou várias seguidas. Os amigos até brincaram dizendo que ela tinha uma calculadora na cabeça!
Terceira atividade: historinhas matemáticas. Essa eu adoro porque envolve criatividade! Eu dou umas fichas com palavras tipo "maçãs", "passeio", "brinquedo" e peço pra eles inventarem uma história curtinha que envolva soma ou subtração. Por exemplo, "A Ana tinha 5 maçãs e ganhou mais 3 da amiga". Eles têm uns 30 minutos pra criar e depois compartilhamos as histórias uns com os outros. Na última vez foi engraçado porque o Pedro inventou uma história de um cachorro mágico que toda vez que latia fazia aparecer um brinquedo novo. E aí ele contava quantos brinquedos tinham aparecido até ali usando soma! A galera riu bastante.
Bom, é isso! Acho que trabalhar essa habilidade de adição e subtração é essencial porque ajuda os meninos a ganharem confiança na matemática desde cedo. E quando conseguimos fazer isso de um jeito divertido, como nas atividades aí de cima, percebe-se que eles realmente aprendem melhor e até começam a gostar mais das aulas. Espero que essas ideias ajudem vocês também! Vou ficando por aqui, mas qualquer coisa, estamos por aí no fórum pra trocar mais umas figurinhas sobre esses desafios do dia a dia na sala de aula. Abraço!
Oi, pessoal! Continuando a conversa sobre a habilidade EF02MA05, que é essa coisa de adição e subtração no 2º Ano, quero falar agora sobre como eu vejo que os meninos realmente aprenderam, sem precisar de aplicar aquela prova formal, sabe?
Então, é o seguinte: a sala de aula é um lugar incrível pra perceber quando as crianças estão pegando o jeito da coisa. Enquanto estou circulando pela sala, vou observando as expressões deles. Às vezes, eu vejo aquele brilho nos olhos quando eles conseguem resolver um probleminha que antes achavam difícil, sabe? Outro dia, tava lá o João e a Ana conversando durante uma atividade, e eu percebi que o João tava explicando pra Ana como ele faz pra somar 9 + 6. Ele disse assim: "Olha, Ana, primeiro eu penso no 9 e faço mais 1 pra virar 10, aí só falta mais 5." Quando ouço uma explicação assim entre eles, já sei que o João tá entendendo como lidar com a ideia de fazer 'decomposição', mesmo sem saber o nome bonito disso.
Outra forma é quando a gente faz aquelas atividades em grupo. Eu chego perto e fico só escutando. Tem vez que ouço o Pedro dizendo pro Lucas: "Ah, cara, você pode tirar 3 aqui e fica com 7, pronto!". Essas interações entre eles são ouro pra gente ver quem tá pegando a prática. E é legal também quando um aluno vem todo empolgado me mostrar que conseguiu resolver um problema sozinho. É nessa hora que você sente que eles tão ficando confiantes.
Agora, sobre os erros comuns. Olha, um erro que muitos cometem é esquecer de 'carregar' quando a soma passa de 10, sabe? Tipo, a Beatriz outro dia foi resolver 8 + 7 e ficou com 15 mas esqueceu de pensar na troca do dez. Aí ela escreve algo tipo 17. Isso acontece porque eles tão ainda se acostumando com a ideia de que dez unidades viram uma dezena. Quando pego isso na hora, vou lá e faço umas perguntas: "E aí, Bia, se você tem mais de 10 unidades aqui, o que será que acontece?". A ideia é fazer ela pensar sem dar a resposta de cara.
Também tem aqueles erros tipo 'subtrair ao contrário'. O Felipe uma vez foi fazer 12 - 5 e acabou fazendo 5 - 12 porque se confundiu na ordem. Normalmente eles fazem isso porque ainda tão firmando a ideia da ordem dos números na subtração. Aí eu uso material concreto, como cubinhos ou desenhos. Falo: "Fê, olha só: aqui você tem 12 cubinhos, tira 5. Como fica?" Isso ajuda demais.
Falando do Matheus com TDAH e da Clara com TEA... Bom, com o Matheus eu preciso sempre adaptar as atividades pra manter ele focado sem sobrecarregar. Coisas rápidas funcionam melhor. Tipo jogos de cartas onde ele soma resultados ou desafios relâmpago em duplas. Uso aqueles relógios visuais que ajudam ele a ver quanto tempo falta pra terminar uma atividade. E não adianta ficar sentado por muito tempo... Tem que ter intervalos onde ele possa se mexer!
Já com a Clara, é essencial ter uma rotina bem definida. Ela gosta de saber o que vai acontecer na aula antes de começar. Cartazes visuais são ótimos pra ela entender os passos da atividade. E eu sempre tento usar materiais táteis como massinhas ou blocos coloridos porque ela responde bem a esses estímulos sensoriais.
Mas nem tudo funciona sempre, viu? Teve uma vez que tentei usar música durante as atividades achando que ia ajudar os dois e foi meio um desastre! O Matheus ficou ainda mais agitado e a Clara cobriu os ouvidos... Aprendi ali que silêncio ou sons muito controlados são a melhor opção.
Enfim, gente, ensinar essas habilidades básicas de matemática no começo parece desafio gigante, mas com paciência e criatividade dá pra ver cada criança florescer do seu jeito único. Espero que essas dicas possam ajudar vocês também! Até a próxima conversa no fórum!