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EF02MA15Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Reconhecer, comparar e nomear figuras planas (círculo, quadrado, retângulo e triângulo), por meio de características comuns, em desenhos apresentados em diferentes disposições ou em sólidos geométricos.

GeometriaFiguras geométricas planas (círculo, quadrado, retângulo e triângulo): reconhecimento e características
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF02MA15 da BNCC é super importante e, na prática, significa ensinar os meninos a reconhecerem e nomearem figuras geométricas planas como o círculo, quadrado, retângulo e triângulo. Não é só pra eles olharem um desenho e dizerem "ah, esse é um quadrado". Eles precisam entender as características de cada figura, tipo quantos lados tem, se os lados são iguais ou não, essas coisas. E, claro, eles têm que perceber essas figuras em diferentes posições e até dentro de sólidos geométricos, como um cubo ou uma pirâmide. É meio que fazer eles verem as figuras no mundo ao redor deles.

Agora, sobre como isso se conecta com o que eles já sabem: no primeiro ano, a molecada já tem uma noção básica de formas e cores, identifica aquelas figuras mais simples e aprende um pouco sobre lado e vértice. Então, quando chegam no segundo ano, a gente começa a aprofundar isso. Eles já têm uma certa familiaridade com algumas das formas só que agora é hora de começar a comparar e usar o vocabulário correto.

Bom, vou contar aqui três atividades que faço na sala pra trabalhar essa habilidade.

Primeiro tem uma atividade que eu chamo de "Caça às Figuras". Pro material, a gente só precisa daqueles blocos lógicos de madeira ou plástico que têm várias formas diferentes. E daí eu levo a turma pro pátio da escola. Divido eles em pequenos grupos de 4 ou 5 alunos pra incentivar que eles conversem entre si e se ajudem. Dou uns 20 minutos pra eles procurarem pelas formas no ambiente ao redor deles. Pode ser uma janela que parece um retângulo ou a roda de um carro que é um círculo gigante! A última vez que fizemos isso, o Joãozinho insistia que o sinal de trânsito era um triângulo só porque tinha uma placa triangular perto. Aí foi uma chance boa pra explicar que nem tudo que parece ser é de fato. E no finalzinho da atividade, cada grupo apresenta o que encontrou e porque acham que é aquela forma.

Outra atividade legal é a "Oficina de Desenho". Nessa eu uso folhas em branco e lápis de cor pra molecada soltar a criatividade. Eles têm cerca de 30 minutos pra desenhar qualquer coisa... mas aí vem o truque: precisam usar as figuras geométricas trabalhadas na aula. Eu lembro do dia em que a Mariana desenhou uma casa com janelas retangulares e um sol redondo. Ela ficou super empolgada quando percebeu que tinha usado o retângulo e o círculo sem nem se dar conta! E depois do desenho pronto, a gente faz uma "galeria" na lousa pra todo mundo ver as criações dos colegas. Dá pra ver o orgulho nos olhos deles quando mostram suas obras.

A terceira atividade é mais prática ainda: "Construtores de Formas". Aqui eu trago palitos de picolé e massinha de modelar. Os alunos trabalham em duplas e têm uns 40 minutos pra criar as figuras planas usando os palitos pros lados e a massinha pros vértices. É um jeito bem concreto pra eles entenderem como as formas são compostas. Um dia o Lucas tava tendo dificuldade em montar um triângulo porque ele tava tentando deixar os lados todos do mesmo tamanho mas colocava massinha demais nos vértices e os palitos ficavam afundando! Foi legal ver todo mundo dando dicas pro Lucas até ele conseguir montar certinho.

Cada uma dessas atividades traz uma reação diferente da criançada, mas no geral elas adoram. O engajamento aumenta muito quando mexemos com coisas práticas e reais. Eles conseguem entender melhor quando saem dos exemplos abstratos do papel e veem as figuras no mundo real ou naquilo que criam com as próprias mãos.

E aí é isso! Por mais que às vezes seja desafiador manter a atenção deles ou fazer com que todos participem ativamente, essas atividades ajudam muito na compreensão das figuras geométricas planas. E no final das contas, quando vejo um aluno apontando pro logo da camiseta do colega dizendo "olha esse triângulo!", sei que estamos no caminho certo.

Espero ter ajudado vocês com essas ideias! Se tiverem outras sugestões ou experiências diferentes, compartilhem aqui também! Abraço!

E aí, galera! Continuando a conversa sobre essa habilidade de Matemática, EF02MA15, vou contar um pouco de como eu percebo quando os alunos realmente aprenderam o conteúdo, sem precisar aplicar uma prova formal. Olha, ao longo dos anos, eu fui pegando o jeito de observar os meninos no dia a dia mesmo. Quando eu circulo pela sala enquanto eles estão fazendo as atividades, eu sempre fico de ouvido atento e olhos abertos pras conversas que vão rolando. Às vezes, é uma coisa boba, tipo alguém dizendo "esse triângulo aqui tem três lados iguais, então é um triângulo equilátero", mas isso já me diz que eles estão ligando os pontos, sabe?

Teve uma vez que eu tava passando nas mesas e vi a Ana explicando pro João que o retângulo era igual ao quadrado porque tinha quatro lados, mas aí ela mesma se corrigiu e explicou que os lados do quadrado eram todos iguais. Quando eu vi aquilo, pensei "ah, essa entendeu!". É bonito ver quando um aluno ajuda o outro e ambos acabam aprendendo mais.

Claro que nem sempre tudo são flores. Os erros mais comuns que vejo nesse conteúdo são os alunos confundirem as figuras quando elas estão em posições diferentes ou quando olham pra um sólido geométrico e têm que identificar as faces planas. O Pedro, por exemplo, achava que todos os quadriláteros eram quadrados só porque tinham quatro lados. Tive que sentar com ele e mostrar exemplos na prática, tipo pegar objetos da sala mesmo, pra ele perceber a diferença nos comprimentos dos lados.

Esses erros acontecem muito porque a gente tá tão acostumado a ver as figuras sempre do mesmo jeitinho que, na hora de quebrar esse padrão, dá um nó na cabeça deles. Então o que eu faço quando pego esses erros? Eu costumo usar materiais concretos como tangram ou até mesmo recortes em papel colorido. Isso ajuda eles a tocarem nas figuras e manipularem as formas, girarem e verem de outros ângulos.

Agora falando sobre o Matheus e a Clara. O Matheus tem TDAH e a Clara tem TEA, e cada um deles requer uma adaptação diferente nas atividades. Pro Matheus, eu procuro dividir as tarefas em partes menores e mais focadas. Tipo assim: se estamos trabalhando com identificação de figuras, começo com poucas opções e vou aumentando conforme ele se concentra. Deixo à mão materiais visuais bem atraentes e coloridos que ajudam a manter o foco dele por mais tempo. Já descobri que atividades mais dinâmicas funcionam melhor pra ele do que ficar só sentado com papel e lápis.

A Clara é mais introspectiva. Ela tem TEA e às vezes precisa de instruções bem claras e diretas. Então eu uso cartões visuais com imagens e nomes das figuras geométricas. Isso ajuda bastante! Também criei um cantinho na sala onde ela pode trabalhar num ritmo mais individual quando precisa de um tempo longe do barulho da classe toda. E olha, uma coisa que não funcionou de jeito nenhum foi tentar ensinar essas figuras no meio de uma atividade grupal muito agitada. Ela acabou se perdendo no meio da bagunça. Ela precisa mesmo é de um ambiente tranquilo pra processar as informações.

Bom, gente, é isso aí! Cada turma é única e sempre tem esse desafio de adaptar o ensino pra cada aluno aprender da melhor forma possível. Sempre tento buscar recursos novos e ouvir as dicas dos colegas também porque ninguém ensina sozinho nesse mundão da educação. Espero que minhas experiências possam ajudar vocês nos desafios do dia a dia também.

Até a próxima! Abraço!

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