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EF03MA15Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Classificar e comparar figuras planas (triângulo, quadrado, retângulo, trapézio e paralelogramo) em relação a seus lados (quantidade, posições relativas e comprimento) e vértices.

GeometriaFiguras geométricas planas (triângulo, quadrado, retângulo, trapézio e paralelogramo): reconhecimento e análise de características
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF03MA15 da BNCC é basicamente sobre os meninos reconhecerem e compararem figuras geométricas planas. Sabe aquela coisa de olhar um triângulo e saber que tem três lados e o quadrado tem quatro? Pois é, é disso que a gente tá falando. E aí, eles também precisam perceber coisas como o tamanho dos lados, se são iguais, diferentes, essas coisas. Então, quando o aluno já entende que o quadrado é diferente de um retângulo por causa dos lados, ele tá começando a pegar a ideia. E antes de chegar nesse ponto, no 2º ano, eles já deviam ter brincado bastante com formas geométricas e começado a identificar algumas figuras básicas. Essa habilidade é tipo um passo à frente — não é só reconhecer a figura, mas também saber comparar e classificar segundo algumas características específicas.

Agora vou contar três atividades bem práticas que eu faço com a turma do 3º ano pra trabalhar isso. Primeira coisa que eu gosto de fazer é usar um pouco de papel colorido. A atividade é bem simples: eu dou pra cada aluno algumas folhas de papel colorido, régua e tesoura. Eles têm que desenhar e recortar as figuras geométricas planas: triângulo, quadrado, retângulo, trapézio e paralelogramo. Aí eu falo pra eles usarem régua mesmo, porque ajuda muito a perceber o comprimento dos lados. Essa atividade geralmente leva uns 30 minutos. A turma adora essa parte porque parece uma bagunça organizada — papel pra todo lado, mas eles ficam super concentrados. Da última vez que fiz isso, a pequena Júlia tava medindo tudo milimetricamente. Ela dizia que queria que os lados do quadrado dela fossem exatamente do mesmo tamanho. É divertido ver como eles se dedicam.

Outra atividade que funciona super bem é a "Caça às Formas". Eu divido a turma em pequenos grupos de 4 ou 5 alunos e dou pra cada grupo uma lista de figuras pra encontrar na escola ou na sala mesmo. Pode parecer estranho, mas olha só: a janela da sala pode ser um retângulo, o azulejo no chão pode ter forma de quadrado, essas coisas. Eles têm que caminhar pela escola e anotar onde encontram cada forma. Dou uns 40 minutos pra essa atividade porque aí eles têm tempo de explorar mesmo e não ficam só na sala. Da última vez que fizemos isso, o Pedro encontrou um triângulo no suporte do bebedouro — ninguém tinha visto aquilo antes! Eles ficam empolgados porque é tipo uma aventura e envolve todo mundo.

A terceira atividade é um jogo que eu inventei chamado "Desafio das Figuras". Uso bloquinhos de madeira ou papelão cortado em formatos geométricos que eu mesmo preparei antes. Ponho os alunos em duplas pra facilitar a interação entre eles. A ideia é cada dupla sortear um cartão com uma figura geométrica desenhada e conseguir montar essa figura o mais rápido possível com os bloquinhos disponíveis. Gasta uns 20 minutos pra fazer umas três rodadas disso. A última vez que fiz esse jogo, o Miguel e o Lucas começaram devagar, mas depois pegaram o jeito e conseguiram montar até um trapézio rapidinho. Eles gostam porque parece um quebra-cabeça — tem aquele gostinho de desafio mesmo.

O bacana dessas atividades é que os alunos têm experiências práticas com as formas geométricas, além de ficarem mais confortáveis em observar e descrever as propriedades das figuras. Não fica só na abstração, sabe? Eles pegam nas figuras, comparam tamanhos de lados e percebem mais fácil as diferenças entre uma forma e outra. E aí você vê aquele momentinho brilhante quando uma criança olha pro paralelogramo e diz "Ah! Ele é meio torto mas ainda tem quatro lados". É impressionante como essas atividades simples ajudam eles a desenvolverem uma compreensão mais profunda das figuras geométricas.

No fim das contas, quando eles conseguem identificar as figuras no mundo ao redor deles, tanto na sala quanto fora dela, percebo que estão começando a aplicar o conhecimento de forma prática e isso não tem preço. Essas atividades criam um ambiente onde eles não só aprendem sobre geometria mas também se divertem enquanto aprendem. E ver isso acontecer dentro da sala de aula é sempre uma alegria pra mim.

Bom, é isso aí! Qualquer dúvida ou se alguém tiver mais ideias legais pra essa habilidade, vamo trocar figurinhas! Até mais!

Bom, aí quando tô na sala de aula, circulando entre as mesas, é assim que eu vejo se os meninos tão pegando mesmo a ideia da EF03MA15. Primeiro, quando eu ouço eles conversando entre si sobre as atividades, dá pra sacar muito. Tipo, se o João vira pra Maria e diz "não, Maria, isso aqui é um retângulo porque os lados opostos são iguais", já dá um estalo na minha cabeça. Aí vejo que ele entendeu direitinho. Outra coisa é quando eles conseguem corrigir uns aos outros. Teve um dia que o Pedro tava com dúvida e a Ana explicou pra ele que o quadrado tem todos os lados iguais e ele soltou um "ahhh, entendi agora" que foi música pros meus ouvidos. E também tem aquele momento precioso em que eles começam a usar o que aprenderam em outras brincadeiras. Tipo assim, tão desenhando e do nada falam "olha meu triângulo perfeito aqui!" Isso é sinal de que internalizaram a coisa toda, sem precisar ficar martelando.

Agora, sobre os erros mais comuns que eles cometem... rapaz, tem uns clássicos. O Gabriel, por exemplo, vez ou outra confunde o quadrado com o retângulo. Ele olha pros dois e diz que são iguais porque ambos têm quatro lados. Aí eu chego perto e pergunto: "Gabriel, dá uma olhada de novo nos lados, são todos iguais ou só alguns?" E nessa hora que ele percebe o erro. Isso acontece porque muitas vezes eles tão focados só na quantidade de lados e não nas características deles. Outro erro comum é na hora de contar os lados das figuras mais complexas. Teve a Rebeca que contou cinco lados num pentágono mas se atrapalhou na contagem porque foi meio rápido demais. Quando isso acontece eu peço pra eles contarem devagarinho com o dedo, tocando cada lado pra ver se bate com o que pensam.

E aí tem o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA. Com o Matheus eu preciso encontrar formas mais dinâmicas de fazer ele focar. Eu uso materiais manipuláveis como blocos geométricos ou figuras grandes e coloridas que chamam mais a atenção dele e mantêm ele engajado por mais tempo. Também dou umas pausas entre as atividades pra ele dar uma caminhada pela sala ou tomar uma água. Isso ajuda muito a oxigenar as ideias e ele volta com mais energia. Já aconteceu de não funcionar quando dou algo muito longo ou sem variação, então procuro sempre ter um plano B.

Com a Clara, que tem TEA, eu trabalho muito com rotina e previsibilidade nas atividades. Eu aviso antes o que vamos fazer no dia e sempre sigo essa ordem. Isso dá segurança pra ela. Também uso cartões visuais com as figuras geométricas que vamos trabalhar, porque ela responde bem ao visual. E sempre tento manter as instruções bem claras e diretas, sem rodeios. O que percebo é que ela se beneficia muito quando as atividades são divididas em etapas pequenas. Uma vez tentei fazer uma atividade em grupo maior e ela ficou um pouco perdida com o barulho e agitação, então agora procuro fazer grupos menores ou atividades individuais mais guiadas.

Pessoal, essas estratégias nem sempre são à prova de falhas, mas são um ponto de partida importante pra garantir que todos tenham acesso igual ao aprendizado. E é isso aí! Espero ter ajudado com essas dicas e experiências da sala de aula. Sei que cada turma é única e o desafio é grande, mas ver os meninos pegando o jeito não tem preço. Até a próxima!

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