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EF03MA16Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Reconhecer figuras congruentes, usando sobreposição e desenhos em malhas quadriculadas ou triangulares, incluindo o uso de tecnologias digitais.

GeometriaCongruência de figuras geométricas planas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF03MA16 da BNCC na prática é uma daquelas que a gente consegue ver os alunos realmente se divertindo e aprendendo ao mesmo tempo. Quando fala de reconhecer figuras congruentes, o que a gente quer mesmo é que os meninos consigam perceber que duas figuras são iguais em forma e tamanho, mesmo que estejam em posições diferentes. Tipo, se você pegar dois triângulos e sobrepor um sobre o outro, eles precisam conseguir identificar que são a mesma figura ali, só que em lugares diferentes ou giradas. E isso tem muito a ver com o que eles já viram nos anos anteriores, sabe? A galera chega já sabendo um pouco sobre formas geométricas básicas, então é mais uma questão de aprofundar e aplicar esse conhecimento de um jeito novo.

Bom, uma das atividades que faço é bem simples e usa folha quadriculada, sabe aquelas de caderno antigo? Então, cada aluno desenha uma figura geométrica simples em um quadrado da folha. Depois, eles têm que duplicar essa figura em outro lugar da folha, mas virando ou deslocando. Aí eu peço pra turma se levantar e ir até um colega pra comparar as figuras desenhadas. Eles têm que verificar se são congruentes e explicar por quê. Normalmente leva uma aula inteira de cerca de 50 minutos, porque eles ficam empolgados com os desenhos e comparações. A última vez que fiz isso, o João ficou tão empolgado que queria desenhar um dragão! Tivemos que conversar sobre manter as figuras simples pra focar mais na congruência.

Outra atividade que dá super certo é usando papel vegetal. A turma adora! Eu dou pra cada um uma folha de papel vegetal e eles escolhem uma figura geométrica desenhada no quadro pra copiar no papel. Depois disso, a tarefa é sobrepor o papel vegetal em cima de outras figuras desenhadas por mim no quadro pra testar a congruência. É engraçado porque sempre rola aquela competição saudável de quem encontra mais rápido as figuras iguais. Da última vez, a Mariana se destacou porque ela achou três figuras congruentes em tempo recorde e ainda ajudou o Pedro, que tava meio perdido com uma das figuras.

A terceira atividade envolve tecnologia, mas é bem simples também. A escola tem um projetor e uns tablets que a gente consegue reservar de vez em quando. Eu uso um aplicativo básico de geometria onde eles podem manipular formas geométricas, girar e mover pra ver como elas se encaixam ou não. É legal porque eles conseguem testar várias possibilidades sem precisar apagar e desenhar novamente como no papel. Costumo dividir a turma em duplas pros alunos se ajudarem e discutirem as respostas entre si, assim quem tem mais facilidade ajuda quem tá com dificuldade. Isso normalmente leva duas aulas seguidas porque a galera gosta de explorar todas as funções do aplicativo. A última vez foi engraçado porque o Lucas ficou tão empolgado que começou a inventar desafios pros colegas, tipo "agora tenta fazer essa virar aquela outra figura ali". Acho super importante quando eles começam a ensinar uns aos outros.

O legal dessas atividades é que elas não só ajudam os alunos a entenderem o conceito de congruência na prática, mas também incentivam o trabalho em equipe e a troca de ideias entre eles. E quando você vê um aluno ajudando o outro ou fazendo perguntas porque realmente quer entender melhor, dá aquela sensação boa de que eles tão aprendendo de verdade.

No fim das contas, o importante é proporcionar oportunidades diversas pros alunos praticarem esse reconhecimento de figuras congruentes de várias maneiras: com as mãos desenhando e manipulando materiais físicos e usando tecnologia pra variar um pouco a dinâmica das atividades. O segredo mesmo é ir adaptando ao que cada grupo responde melhor e sempre tentar conectar com as experiências anteriores deles. Fica aí minha dica!

Bom, continuando aqui sobre a EF03MA16, acho que uma das coisas mais gratificantes pra mim é quando tô circulando pela sala e vejo a galera realmente pegando o jeito da coisa. Não precisa nem de prova formal, só de ouvir os meninos conversando entre eles já dá pra perceber quem tá sacando o conteúdo. Tipo, tem aquele momento mágico em que um aluno explica pro outro e você vê o brilho nos olhos de quem tá ouvindo e de quem tá ensinando. É um aprendizado mútuo tão bonito!

Teve um dia, por exemplo, que o João tava explicando pra Maria como ele achava que dois quadrados eram congruentes. Ele pegou dois quadradinhos de papel que tavam na mesa e começou a mostrar pra ela como, mesmo girando um deles, eles continuavam tendo os lados iguais. A Maria tava meio desconfiada no começo, mas aí ela começou a mexer nos papéis também e pronto, sacou! Foi ali que eu vi que os dois tinham entendido bem o conceito. Momentos assim são ouro.

Agora, os erros mais comuns... Ah, como tem erro! E tá tudo bem, né? Faz parte do aprendizado. Um erro que eu vejo muito, tipo assim, é confundir congruência com semelhança. A Ana, por exemplo, chegou animada me dizendo que tinha encontrado figuras iguais numa atividade. Quando fui ver, ela tava falando de uma figura maior e outra menor, mas que tinham o mesmo formato. Expliquei pra ela que eram semelhantes e não congruentes porque o tamanho era diferente. Acho que esse erro acontece porque a gente naturalmente associa "igual" ao formato só e esquece do tamanho.

Outra situação engraçada foi com o Pedro. Ele tava convicto de que duas figuras eram congruentes só porque estavam na mesma posição na folha. Aí ele ficou bem surpreso quando eu girei uma delas e mostrei que não batiam as medidas. O desafio é fazer os alunos verem além do aparente, sabe? Pra corrigir esse tipo de erro, sempre tento dar um exemplo concreto na hora e faço eles manipularem as figuras até entenderem.

Agora falando do Matheus e da Clara... Eles são uns amores, mas como cada um deles tem suas necessidades específicas, eu adapto algumas coisas nas atividades. Pro Matheus, que tem TDAH, eu procuro sempre dividir as tarefas em partes menores e dou intervalos frequentes pra ele não ficar disperso demais. Também uso bastante material visual porque ajuda ele a manter o foco. Teve uma vez que fizemos um jogo de encaixar peças geométricas e ele ficou super interessado. Já com a Clara, que tem TEA, eu sempre tento ser bem claro nas instruções e uso mais repetição nas atividades pra ela se sentir confortável com o conteúdo.

Uma coisa bacana foi quando usei material tátil com a Clara. Em vez de só olhar as figuras no papel, deixei ela tocar em diferentes blocos geométricos. Isso fez toda diferença! Ela passou a entender melhor os conceitos manipulando os objetos. Inclusive, com o Matheus também funciona bem quando ele põe a mão na massa.

O importante é ir testando estratégias e ver o que se encaixa melhor pro aluno. Tiveram coisas que não rolaram tão bem também... Tipo quando tentei usar só vídeo pra explicar congruência pro Matheus achando que ia prender mais a atenção dele. No fim das contas, ele preferiu mesmo foi brincar com os objetos físicos.

E é isso aí, pessoal! Educação é um eterno aprendizado pra todos nós, não acham? O importante é manter o coração aberto e as ideias fluindo pro nosso trabalho ser cada dia mais eficaz e prazeroso pros nossos alunos. Vou ficando por aqui nessa conversa por hoje, mas bora continuar trocando essas figurinhas no fórum! Um abraço!

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