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EF04MA20Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Medir e estimar comprimentos (incluindo perímetros), massas e capacidades, utilizando unidades de medida padronizadas mais usuais, valorizando e respeitando a cultura local.

Grandezas e medidasMedidas de comprimento, massa e capacidade: estimativas, utilização de instrumentos de medida e de unidades de medida convencionais mais usuais
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF04MA20 com os meninos do 4º ano é um desafio bacana e que rende umas boas histórias na minha sala de aula. Essa habilidade aí é sobre medir e estimar comprimentos, massas e capacidades usando aquelas unidades de medida que todo mundo conhece: metro, quilo, litro, essas coisas. O legal é que a gente também precisa valorizar a cultura local, o que faz tudo ficar mais próximo da vida real deles.

Na prática, eu entendo que a gurizada tem que saber, por exemplo, medir o comprimento de um objeto usando uma régua, ou então pesar algo numa balança comum. Eles também têm que fazer umas estimativas do tipo: "Será que essa garrafa tem mais ou menos de 1 litro?" ou "Se eu colocar isso na balança, vai dar mais ou menos que 500 gramas?". É bem diferente do que eles faziam no 3º ano, onde talvez só soubessem o nome das unidades e fazer uns cálculos simples. Agora, a história é usar as medidas na prática e entender o porquê das coisas.

Vou contar para vocês três atividades que rolam soltas na minha sala para trabalhar isso. Primeiro tem a atividade do "Mercadinho". A ideia é fazer um mercadinho na sala de aula usando embalagens vazias que os alunos trazem de casa: caixas de leite, pacotes de arroz e feijão, garrafas de suco, essas coisas. A turma se divide em pequenos grupos e cada grupo fica responsável por organizar uma parte da loja.

Aí eles têm que medir o comprimento das embalagens, verificar o peso (mesmo que seja estimado) e a capacidade de cada item. A atividade leva umas duas aulas de 50 minutos cada. Bom, os alunos adoram essa brincadeira! Na última vez que fizemos isso, o João ficou super empolgado dizendo que ia abrir um "supermercado de verdade" quando crescesse. Eles interagem bastante e acabam aprendendo uns com os outros. Teve uma situação engraçada em que a Maria achou que uma embalagem de suco tinha 2 litros porque "era bem grande", mas ao medir direitinho viu que era só 1 litro mesmo. Foi uma risada só.

Outra atividade bacana é a "Corrida da Estimativa". Para essa brincadeira, levo vários objetos diferentes: uma garrafinha d’água, uma bola de futebol, um livro grosso e até uns pacotinhos de biscoito. A turma fica dividida em dois grupos. Eu mostro um objeto para eles sem dizer nada sobre as medidas reais e peço para cada grupo fazer uma estimativa do comprimento, da massa ou da capacidade do objeto.

Eles têm alguns minutos para discutir entre eles e escolher uma resposta final. Então usamos as ferramentas necessárias – régua, balança ou copo medidor – para medir direitinho e ver qual grupo chegou mais perto da resposta certa. Olha só, essa atividade só precisa de uns 30 minutos mas deixa a molecada super animada! Na última vez que fizemos isso, o Pedro quase caiu da cadeira tentando espiar as medidas do outro grupo. Foi todo mundo às gargalhadas porque ele ficou todo sem jeito.

A terceira atividade é chamada de "Tour das Medidas". Essa precisa só de fita métrica e boa vontade para andar um pouco pela escola. A ideia é levar os estudantes para fora da sala e medir coisas reais no ambiente escolar: o comprimento da quadra de esportes, a altura da cesta de basquete, a capacidade do tanque de areia do parquinho, coisas assim.

As crianças se dividem em duplas e cada dupla tem uma tarefa específica. Elas andam pelo espaço com suas fitas métricas – algumas até improvisam usando passos – e anotam tudo num caderninho. Levamos cerca de uma hora para finalizar essa atividade porque também aproveitamos para discutir sobre o que mediram enquanto ainda estamos no local.

A última vez que fizemos isso foi bem divertida e rendeu boas histórias. A Ana Luiza se impressionou com o tamanho da quadra pois achava ela menor quando estava sentada na arquibancada. O Gustavo acabou aprendendo na prática que passos não são tão precisos assim quando mediu dois metros a mais do que o correto no tamanho da cesta.

Essas atividades aí não só ajudam eles a entender como usar as medidas no dia a dia mas também desenvolvem outras habilidades tipo trabalhar em equipe e resolver problemas práticos. E a gente ainda consegue bater um papo sobre como as medidas fazem parte da cultura local – tipo falar sobre receitas tradicionais da região onde a quantidade certa dos ingredientes faz toda diferença.

Bom, é isso aí galera! Espero ter ajudado vocês com algumas ideias práticas para aplicar essa habilidade importante em sala de aula. Se alguém tiver mais sugestões ou quiser compartilhar suas experiências também, estou por aqui! Abraço!

E aí, pessoal, continuando a falar sobre a EF04MA20. Depois que a gente faz um monte de atividade com a galera pra medir, pesar e estimar, o desafio é perceber se eles realmente entenderam a coisa toda. E, olha, prova formal nem sempre é o melhor jeito de saber isso. O pulo do gato tá nas conversas e nas observações do dia a dia.

Por exemplo, quando tô circulando pela sala durante as atividades, presto atenção no jeito que os meninos pegam a régua ou balança. Às vezes, só de ver como um aluno segura a régua e alinha direitinho no início do objeto, eu já sei que ele sacou o lance. Ou quando ele usa a balança e zera antes de pesar alguma coisa, aí dá aquele estalo: “ah, esse entendeu”. Também tem aquelas conversas entre eles que dizem muito. Tipo, um dia, o Pedro tava explicando pro Lucas que não dava pra medir a sala inteira com uma régua pequena sem fazer várias marcações e anotar os intervalos. Ele ainda fez uma piada dizendo que eles iam gastar metade da aula se fizessem errado. Foi aí que percebi que o Pedro tinha pegado bem a ideia de medidas acumulativas.

Outra situação foi quando a Ana tava ajudando a Paula com as unidades de litro. Ela disse algo tipo: "Pensa numa garrafa pet de refrigerante. Se você despejar em dois potes meio grandes, dá um litro cada um." Achei tão legal porque ela usou um exemplo concreto que todo mundo ali entende. E é aí que vejo que não é só decorar as unidades, mas entender de verdade pra aplicar no dia a dia.

Agora, falando dos erros mais comuns... Bom, confundirem unidades de medida é clássico. O João uma vez me disse que sua mochila pesava 5 quilos d’água! Ele misturou alhos com bugalhos na hora de usar quilo pra peso e litro pra capacidade. Acho que essas confusões acontecem porque são muitas informações novas e nomes parecidos. O que faço nesse caso é voltar um pouco e trabalhar esse conceito devagarinho com exemplos reais, tipo mostrando que um litro d’água pesa 1 quilo mais ou menos, mas são medidas diferentes, né.

Outra coisa é quando eles tentam medir usando réguas na diagonal ou sem alinhar direito no ponto zero. A Mariana tinha mania de começar do meio da régua sem perceber. Quando peguei isso na hora, mostrei pra ela como alinhar direitinho desde o primeiro centímetro. É engraçado que às vezes uma simples questão de posicionamento muda tudo.

Sobre o Matheus e a Clara... Bom, todo mundo sabe que não dá pra trabalhar igualzinho com todo aluno. O Matheus, por exemplo, tem TDAH e tá sempre ligado no 220V! Com ele, preciso quebrar as atividades em passos menores e mais fáceis de gerenciar. Ajuda dar uma folha com cada etapa bem clara pra ele ir ticando conforme completa. Isso deixa ele mais focado e menos perdido.

A Clara tem TEA e precisa de uma abordagem mais visual. Usar materiais coloridos faz diferença pra ela. Um dia usei copos de plástico coloridos pra mostrar medidas de capacidade e deu super certo! Agora, certa vez tentei usar uma música sobre medidas pra toda turma... bem-intencionado da minha parte... mas ela ficou incomodada com o barulho. Às vezes o simples é melhor mesmo.

Também tento sempre fazer pausas regulares pra ela processar as informações no tempo dela. E dou opções dela mostrar o que aprendeu sem ser na frente de todo mundo — tipo numa mini apresentação só pra mim.

Enfim, cada aluno é um universo e quando a gente presta atenção neles, aprende junto também! O bom é saber que tô ajudando a construir algo lá na frente pro futuro deles.

Por hoje é isso, pessoal! Vamos trocando ideia por aqui e se alguém tiver dicas novas ou quiser compartilhar experiências também, manda ver! Abraço!

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