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EF04MA21Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Medir, comparar e estimar área de figuras planas desenhadas em malha quadriculada, pela contagem dos quadradinhos ou de metades de quadradinho, reconhecendo que duas figuras com formatos diferentes podem ter a mesma medida de área.

Grandezas e medidasÁreas de figuras construídas em malhas quadriculadas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF04MA21 da BNCC é uma daquelas que parece complicada no papel, mas na prática, quando a gente vê a garotada entendendo, faz todo sentido, sabe? Basicamente, o que a molecada precisa aprender é medir a área de figuras planas usando malhas quadriculadas. Eles têm que contar quantos quadradinhos cabem dentro de cada figura. E a sacada é que mesmo figuras com formatos diferentes podem ter a mesma área. Então, os alunos precisam se ligar que não é o formato que importa pra medir a área, mas sim quantos quadradinhos ou partes de quadradinhos completam a figura.

Aí, os meninos já vêm do 3º ano sabendo o básico de contar e medir, né? Tipo, saber o que é um quadrado ou um retângulo. O desafio agora é usar essa ideia de contagem pra calcular áreas de formas mais complexas. E isso é legal porque ajuda eles a entenderem melhor como funciona medida e espaço na vida real. Além disso, aprender a estimar e comparar ajuda muito no desenvolvimento do raciocínio lógico.

Bom, vou contar aqui algumas atividades que faço com eles pra trabalhar essa habilidade.

Uma das atividades que faço usa papel quadriculado. É simples: entrego folhas de papel quadriculado pra galera e peço pra desenharem figuras diferentes. Aí começa a parte legal: eles têm que medir a área das figuras desenhadas contando os quadradinhos. A galera adora porque parece brincadeira de desenhar, mas eles estão aprendendo um bocado. Geralmente faço isso em duplas, assim eles trocam ideia e um ajuda o outro. Normalmente leva uns 50 minutos pra terminar tudo. Uma vez, a Maria e o João criaram uma figura que parecia um dragão e ficaram surpresos porque tinha quase a mesma área que o quadrado do Lucas. Foi o maior barato ver eles comparando e discutindo qual parte aumentava ou diminuía a área.

Outra atividade interessante é o "desafio das metades". Nessa eu corto cartolinas em formato de figuras aleatórias, algumas com metades de quadradinhos mesmo. A ideia é que eles estimem primeiro a área só olhando e depois confirmem contando os quadradinhos inteiros e as metades. Aqui eu uso sempre grupos de quatro alunos pra eles se apoiarem nas dúvidas. Essa leva um pouco mais de tempo, tipo uma aula inteira com discussão no final. Da última vez que fizemos, o Pedro descobriu que a soma de duas metades dá um inteiro e explicou isso pros colegas como se fosse um cientista! Eu fiquei todo orgulhoso, né? Porque ver isso acontecendo é sinal de que tão realmente entendendo.

E tem uma atividade que eu chamo de "exploração do pátio". Levo os meninos pro pátio da escola com uma fita métrica e giz. Lá eles desenham com giz as figuras no chão e tentam medir usando os próprios passos como unidade. Depois voltamos pra sala para comparar essas medidas com as feitas na malha quadriculada no papel. Essa é divertida porque envolve movimento e eles amam sair da sala um pouco. Normalmente faço em grupos grandes mesmo, porque aí cada um pode ser responsável por uma parte da medição. Nas últimas vezes, sempre tem alguém que tenta pisar maior ou menor só pra ver o que acontece com o resultado final. A Sofia fez isso e logo percebeu que precisava regular seu passo como se fosse um quadradinho padrão.

É incrível como essas atividades não só ajudam eles a entenderem matemática mas também colaboram no desenvolvimento da comunicação entre eles, sabe? Eles acabam conversando mais entre si pra resolver os problemas e isso enriquece muito as aulas.

Então é isso aí, pessoal! Espero ter ajudado com essas ideias práticas pra trabalhar essa habilidade tão importante da BNCC em sala de aula. Qualquer coisa me mandem mensagem por aqui mesmo se tiverem mais dúvidas ou sugestões! Valeu!

Aí, os meninos ficam empolgados quando começam a brincar com as malhas quadriculadas. Dá pra ver na hora que eles estão começando a entender o lance da área quando eles param de perguntar se "tá certo" toda hora e começam a explicar entre eles. Tipo assim, tô passando pela sala e ouço o João falando pro Pedro: "Olha, essa parte aqui conta meio quadradinho e essa aqui, um inteiro". Aí eu penso: "Ah, garoto! Entendeu o espírito da coisa!". Ou quando a Letícia diz pra Ana: "Se a gente juntar esses dois triângulos, vai dar um quadradinho inteiro". É música pros ouvidos de professor, sabe? Isso mostra que eles estão entendendo o conceito de forma prática, tateando o espaço com os olhos e as mãos.

Outra coisa que faço é pedir pra eles criarem desafios uns pros outros. Por exemplo, peço para desenharem figuras diferentes, mas com a mesma área, e trocarem os desenhos com o colega. Quando vejo um aluno explicando pro outro como ele pensou na solução ou como ele chegou naquele número de quadradinhos na área, tenho certeza de que a engrenagem tá funcionando.

Mas claro, nem tudo são flores. Os erros comuns não são poucos. Veja o caso da Sofia. Ela sempre contava quadradinhos que só estavam parcialmente preenchidos como inteiros. Aí eu explicava que a gente precisa observar bem e contar só o que é realmente completo. E aí tem o Lucas, que às vezes se perde e conta o mesmo quadradinho duas vezes quando a figura é mais irregular. Esses erros vêm muito da ansiedade deles em acertar rápido e do medo de estar errando. O que faço nesses casos é sentar com eles e pedir calma, mostrar na prática como separar em partes menores pode ajudar a evitar essas contagens erradas. Às vezes desenho junto com eles, outras peço pra usar outra cor pra destacar as partes já contadas.

Agora, falando do Matheus que tem TDAH e da Clara com TEA, aí é um desafio extra, mas também uma oportunidade de aprender juntos. No caso do Matheus, percebi que ele precisa de pausas mais frequentes porque ele se desconcentra fácil quando a atividade exige muita repetição. Então eu divido as atividades em blocos menores e mais dinâmicos pra ele. Às vezes incorporo jogos que envolvem movimento ou uso cronômetros pra dar uma pequena corrida contra o tempo, ele adora isso. Também uso cartões de incentivo com elogios cada vez que ele completa uma parte da atividade.

Já com a Clara, eu dou um material visual extra. Ela gosta de usar régua e lápis coloridos pra delinear as figuras nas malhas quadriculadas antes de começar a contar os quadradinhos. Isso ajuda ela a se concentrar melhor e processar as informações no tempo dela. Uma coisa que não funcionou foi tentar fazer ela verbalizar o que estava fazendo enquanto fazia; percebi que funcionava melhor se ela tivesse um tempo silencioso pra pensar antes de tentar explicar.

Os dois precisam de tempos diferentes, então ajusto meu cronograma pra ter momentos específicos de apoio individual ou em pequenos grupos. Aprendi que não posso forçar todos num único ritmo; preciso ser flexível. Não é fácil equilibrar isso numa sala cheia, mas faz parte do nosso trabalho como educadores.

Bom, gente, compartilhar essas histórias faz parte do meu dia a dia e me ajuda também a refletir sobre minhas práticas em sala de aula. Espero que essas experiências possam inspirar outros professores aí do fórum ou ao menos abrir uma conversa sobre estratégias diferentes na hora de ensinar esses conceitos pras crianças! Fico por aqui e qualquer coisa tô por aí pra trocar mais ideias! Abraço!

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