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EF04MA22Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Ler e registrar medidas e intervalos de tempo em horas, minutos e segundos em situações relacionadas ao seu cotidiano, como informar os horários de início e término de realização de uma tarefa e sua duração.

Grandezas e medidasMedidas de tempo: leitura de horas em relógios digitais e analógicos, duração de eventos e relações entre unidades de medida de tempo
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Então, galera, a habilidade EF04MA22 da BNCC é aquele lance de ensinar os meninos a ler e registrar medidas de tempo, tipo horas, minutos e segundos, mas não é só decorar o relógio, sabe? A ideia é eles conseguirem aplicar isso no dia a dia deles. Tipo quando eles precisam saber a hora que começa e termina uma tarefa ou quanto tempo levaram fazendo algo. É bem prático porque a vida toda a gente precisa ter noção de tempo. Aí, por exemplo, se o Joãozinho quer jogar videogame e a mãe dele fala que ele tem só meia hora antes do jantar, ele tem que saber se virar com esse tempo.

Os meninos já vêm do 3º ano com uma base de entender o relógio, principalmente o digital. Agora no 4º ano, a gente aprofunda isso e inclui também relógios analógicos, que são aqueles com ponteiros. E não é só olhar e falar que horas são, mas entender a duração dos eventos. Tipo, se uma atividade começa às 10:15 e termina às 11:45, quanto tempo passou? É esse tipo de coisa que eu preciso que eles saibam fazer.

Bom, vamos lá pras atividades que rolam na sala. A primeira é "O Relógio Vivo", que é uma das minhas preferidas e dos meninos também. Para essa atividade, só preciso de um espaço amplo na sala ou até no pátio da escola e um giz ou fita adesiva pra marcar o chão. Desenho um relógio gigante com números de 1 a 12. Dois alunos são os ponteiros: um para as horas e outro para os minutos. Aí eu vou falando os horários e eles têm que se posicionar corretamente no nosso "relógio humano". Essa atividade costuma durar uns 40 minutos. É bem divertido e até a Joana, que geralmente é tímida, adora participar. Uma vez ela foi ponteiro dos minutos e a turma toda vibrou quando ela acertou direitinho as posições.

A segunda atividade é chamada "Diário do Tempo". Cada aluno precisa de um caderno simples. Durante uma semana, eles têm que registrar os horários de início e término de pelo menos três atividades diárias: pode ser o café da manhã, o tempo de estudo em casa ou uma brincadeira no quintal. Depois, em sala de aula, a gente discute os registros pra ver quem conseguiu anotar direitinho as informações e calcular a duração das atividades. Essa atividade leva mais tempo porque rola ao longo de uma semana inteira. Os meninos gostam porque falam sobre suas rotinas e sempre rola uma história engraçada. Tipo assim, o Lucas contou que errou o horário do almoço no primeiro dia porque esqueceu de ver o relógio e inventou uma desculpa hilária pra mãe dele.

A última é uma atividade em dupla chamada "Desafio dos Segundos". Pra essa eu uso aqueles cronômetros que têm no celular mesmo ou um aplicativo de contagem regressiva do tablet da escola. Dou pras duplas uma lista de tarefas rápidas, tipo "cantar uma música curta", "fazer 10 polichinelos" ou "contar até 50". Cada dupla tem que usar o cronômetro pra medir quanto tempo levam pra completar cada tarefa. O legal dessa atividade é ver como eles ficam empolgados em tentar bater os recordes uns dos outros. Teve uma vez que o Pedro e o Felipe estavam numa disputa acirrada pra ver quem fazia mais rápido os polichinelos sem errar a contagem.

Essas atividades são bem práticas e ajudam os meninos a perceberem como o tempo funciona no dia a dia deles. E além disso, elas tornam a matemática mais divertida, porque trabalhar com conceitos abstratos pode ser bem chato se não tiver um elemento lúdico envolvido.

Então é isso! Espero que essas ideias ajudem vocês também aí nas suas salas de aula. Se alguém tiver alguma outra dica ou quiser compartilhar como tem trabalhado essa habilidade com seus alunos, tô aqui pra ouvir! Abraço!

com uma certa noção de tempo, mas o desafio é fazer eles entenderem isso de um jeito mais amplo e prático. Aí, como é que eu vejo que a galera tá pegando o jeito na prática? Quando eu tô circulando pela sala e vejo eles discutindo sobre o tempo de alguma atividade, tipo quando a Maria vira pro Pedro e fala algo como "Ei, você tá demorando muito pra terminar esse desenho, já passou de 10 minutos!", aí já sei que eles tão começando a perceber o tempo de uma maneira mais concreta. Ou então quando um ajuda o outro. Outro dia, por exemplo, vi a Juliana explicando pro Rafael como dividir o tempo de um jeito mais fácil: "Você tem que pensar que meia hora é igual a 30 minutos e aí divide as tarefas assim". Isso mostra que ela já entendeu e tá ajudando o colega.

Agora, falando dos erros comuns... Olha, tem vários. Um dos mais frequentes é confundir o ponteiro dos minutos com o das horas. Tinha uma situação, tipo assim, o Lucas achava que quando o ponteiro pequeno tava no 3 e o grande no 12, eram 3 horas em vez de 15 horas. É uma confusão boba, mas acontece direto. Também já vi a Bianca se embolar toda tentando contar quantos minutos tinham passado entre duas horas específicas. Ela sempre esquecia de contar os minutos do início da hora até o 12. Quando pego esses erros na hora, gosto de usar analogias simples. Com o Lucas, mostrei como se fosse um jogo: "Imagina que cada número é um portal do tempo e o ponteiro pequeno é o portal das horas". Com a Bianca, fiz um esquema desenhando o relógio e mostrando como os minutos são igual uma escada que ela precisa subir inteira antes de chegar à próxima hora.

Quanto ao Matheus, que tem TDAH, preciso manter ele engajado. Sempre procuro atividades mais dinâmicas pra ele. Por exemplo, em vez de só olhar um relógio parado no quadro, trago relógios coloridos com ponteiros móveis pra ele mexer e entender melhor. Também faço pausas curtas com ele pra dar uma espairecida porque sei que ele precisa disso. Já a Clara, que tem TEA, requer uma abordagem diferente. Ela responde melhor a rotinas bem claras e previsíveis. Gosto de enviar lembretes visuais das atividades do dia e também uso aplicativos no tablet dela para atividades de tempo porque ela responde muito bem a essas coisas digitais e interativas.

Um erro comum com esses dois é não dar instruções claras o bastante ou mudar a rotina sem aviso. Uma vez mudei uma atividade sem preparar a Clara antes e ela ficou bem perdida. Aprendi daí que preparação faz toda diferença pra ela. Com o Matheus, percebi que dar tarefas curtas com recompensas entre elas funciona melhor do que uma tarefa longa e contínua.

Bom, acho que é isso, pessoal! Espero ter ajudado com essas dicas e histórias do dia a dia da minha turma. A sala de aula é viva e sempre tem alguma coisa nova acontecendo. Se alguém tiver mais experiências ou dicas pra compartilhar sobre essa habilidade ou outras estratégias pra lidar com as diversidades na sala, manda ver! Abraços!

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