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EF04MA23Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Reconhecer temperatura como grandeza e o grau Celsius como unidade de medida a ela associada e utilizá-lo em comparações de temperaturas em diferentes regiões do Brasil ou no exterior ou, ainda, em discussões que envolvam problemas relacionados ao aquecimento global.

Grandezas e medidasMedidas de temperatura em grau Celsius: construção de gráficos para indicar a variação da temperatura (mínima e máxima) medida em um dado dia ou em uma semana
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha só, pessoal, vou compartilhar com vocês como tenho trabalhado a habilidade EF04MA23 aqui na minha turma do 4º Ano. A gente tá falando de temperatura e do grau Celsius como unidade de medida, certo? Então, na prática, o que a garotada precisa entender é que eles têm que saber não só o que é temperatura, mas também como comparar temperaturas diferentes. Por exemplo, eles têm que olhar pro termômetro e saber dizer quem tá com mais frio ou calor em diferentes regiões do Brasil ou até lá fora. E mais: discutir e entender como tudo isso pode se ligar a coisas como o aquecimento global.

Na prática mesmo, é tipo quando o aluno vê em casa o termômetro marcando 20 graus e depois vê na TV que em São Paulo tá 15 graus. Aí ele vai sacar que na casa dele tá mais quente que em São Paulo. Essa habilidade se conecta muito legal com o que eles já aprenderam na série anterior sobre leitura básica de termômetro e noções de quente e frio, então a gente só vai aprofundar isso.

Agora vou contar pra vocês umas atividades que faço aqui com os meninos pra trabalhar isso. A primeira coisa que gosto de fazer é usar aquele bom e velho termômetro de parede. Antes de mais nada, dou uma explicada básica sobre como ler o termômetro, onde tá a escala, o que significa cada númerozinho ali. Aí eu divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos e cada grupo ganha um termômetro. Peço pra eles medirem a temperatura dentro da sala e depois do lado de fora. Isso leva uns 30 minutos.

Nessa atividade teve um dia engraçado com o João e a Maria. Eles começaram a discutir quem tinha medido errado porque dentro da sala tava 25 graus e fora uns 28 graus. O João insistia que era impossível lá fora ser mais quente porque tava ventando, mas aí puxamos uma conversa sobre como a sensação térmica pode enganar a gente às vezes.

Outra atividade que deu super certo foi quando trouxe jornais velhos com previsões do tempo e tabelas de temperatura máxima e mínima. Divido os meninos em duplas e peço pra cada uma escolher uma cidade diferente do jornal. Eles têm que comparar as temperaturas máximas e mínimas das cidades escolhidas ao longo da semana. Depois desenhamos juntos um gráfico simples no quadro pra ver essas variações visivelmente. Toda essa atividade leva cerca de 50 minutos.

Nessa última vez, a Ana ficou completamente surpresa ao perceber que nas capitais do Norte as temperaturas mínimas eram mais altas do que as máximas em algumas cidades do Sul. Isso gerou uma discussão ótima sobre por que isso acontece, e aí conseguimos entrar no assunto de como a posição geográfica influencia no clima.

A terceira atividade envolve tecnologia, mas calma aí: não precisa ter coisa avançada não! Levei os meninos pro laboratório de informática da escola (que só tem uns computadores básicos mesmo) pra fazerem uma pesquisa simples sobre temperaturas atuais e históricas em várias partes do mundo usando sites de meteorologia. Cada aluno escolhe um país ou cidade diferente e depois compartilha suas descobertas com a turma. Essa atividade leva mais ou menos uma hora.

A última vez que fizemos essa atividade foi um sucesso total com o Pedro! Ele escolheu pesquisar sobre Moscou e ficou completamente abismado ao ver quanto tempo faz frio lá comparado com Goiânia. Não aguentou e disparou: "Professor, então lá é tipo viver dentro do freezer?!" Essa curiosidade toda é o pontapé inicial pra falarmos do aquecimento global também, já que percebemos como algumas regiões estão mudando suas temperaturas ao longo dos anos.

Enfim, galera, trabalhar essa habilidade é super gratificante porque vejo os alunos realmente entendendo algo que faz parte do dia a dia deles e ainda se conectando com temas maiores como o aquecimento global. E o melhor é perceber as dúvidas surgindo, as discussões rolando espontaneamente — isso mostra pra mim que os meninos tão no caminho certo na construção desse conhecimento.

Bom, por hoje é isso aí! Espero ter ajudado vocês a terem umas ideias legais pro trabalho em sala de aula. Se tiverem alguma dica também, tô por aqui pra trocar figurinhas! Até mais!

Na prática, perceber que os meninos e meninas entenderam mesmo o conceito de temperatura e como comparar essa coisa toda vai muito além de aplicar uma prova. Aí, quando eu circulo pela sala, fico de olho nos detalhes. Tipo assim, você consegue ver a compreensão quando eles estão desenhando gráficos de temperatura ou quando eles discutem entre si se em Curitiba tá mais frio que em Goiânia. Esses momentos são preciosos. Por exemplo, teve um dia que eu tava andando pela sala e vi a Ana explicando pro João que "num dia 10 graus não é só um número menor que 20, mas também que vai tá beeem mais frio". A Ana ali, do jeito dela, tava mostrando que entendeu não só o número, mas o efeito da temperatura. E isso é massa demais de ver.

Outra situação bacana foi num trabalho em dupla, onde os meninos tinham que comparar temperaturas de dois países diferentes em épocas do ano distintas. O Pedro virou pra Júlia e disse: "Olha, aqui tá 25 graus e ali tá 30, então aqui tá mais frio". Ele não tava só comparando os números, ele usou a ideia de frio/calor pra explicar. Isso me mostrou que ele tava entendendo a relação dos números com a sensação térmica.

Agora, sobre os erros... tem uns clássicos! Tipo a Maria, que sempre confunde quando 35 graus é maior ou menor que 25 graus. Aí ela acha que por 25 ser um número mais 'pequeno', é sempre mais frio. E isso acontece porque eles ainda tão desenvolvendo essa noção mais abstrata de número e sensação. O que eu costumo fazer é trazer todo mundo pro concreto de novo. Às vezes, pego uma garrafa de água gelada e outra de água morna pra gente sentir e discutir qual tá mais fria e por quê aquilo acontece.

Sobre o Matheus, que tem TDAH, é um desafio extra, mas a gente se adapta. Ele se distrai fácil quando a atividade é só papel e caneta. Então eu tento usar materiais visuais e manipulativos pra prender a atenção dele. Termômetros de brinquedo são ótimos! Uma vez fizemos um jogo no quadro usando ímãs pra ele colocar nos lugares certos conforme as temperaturas iam sendo ditas. Isso funciona bem porque ele pode se mexer, pegar nas coisas... dá outra dinâmica. Outra coisa boa é a questão do tempo. Pra ele, atividades mais curtas e intervaladas são melhores. Divido o tempo com intervalos pequenos pra ele não perder o foco.

Com a Clara, que é autista, o negócio é um pouco diferente. A Clara precisa de rotina e previsibilidade. Então eu sempre aviso antes de mudar qualquer atividade ou quando vamos começar uma nova parte do conteúdo. Aviso com cartões visuais o que vem a seguir na aula. Isso ajuda ela a se preparar mentalmente. E como ela gosta muito de números mesmo, às vezes ela vai além do conteúdo e começa a fazer perguntas super complexas. Então tento dar espaço pra isso também sem comprometer o ritmo da aula pros outros meninos.

Por último, algo que já tentei e não rolou tão bem foi uma atividade em grupo super barulhenta pra simular 'como funciona' o processo de aquecimento global através das temperaturas nas cidades... foi meio caótico demais pro Matheus e desorganizado demais pra Clara. Aprendi ali que algumas vezes simplificar é melhor.

Bom gente, acho que é isso! Espero ter ajudado com essas experiências da sala de aula. E aí na escola de vocês, como rola? Alguém tem outra dica bacana pra trabalhar esse conteúdo? Vamos trocar mais ideias! Abraços!

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