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EF04MA26Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar, entre eventos aleatórios cotidianos, aqueles que têm maior chance de ocorrência, reconhecendo características de resultados mais prováveis, sem utilizar frações.

Probabilidade e estatísticaAnálise de chances de eventos aleatórios
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF04MA26 da BNCC, a ideia é que os alunos consigam perceber quais eventos do dia a dia têm mais ou menos chance de acontecer. É tipo quando a gente pergunta: "Será que hoje vai chover?" ou "Amanhã o ônibus vai atrasar?" A galera precisa entender que certas coisas são mais prováveis que outras. E importante: tudo isso sem entrar naquela matemática de frações e porcentagens, que ainda não é a praia deles aqui no 4º Ano.

Pra entender isso na prática, imagina a seguinte situação: você tem uma sacola com 3 bolas vermelhas e 1 azul. Se você pedir pra um aluno pegar uma bola sem olhar, tem mais chance de ele pegar uma vermelha, né? Eles precisam sacar essas manhas, notar padrões nos eventos cotidianos deles mesmo. E olha só, é uma continuação do que eles já viram lá no 3º Ano, sobre observar padrões e tomar decisões baseadas em dados simples.

Agora eu vou contar como eu trabalho isso na minha turma. Tenho três atividades que sempre funcionam super bem.

A primeira é a rodada de perguntas do dia-a-dia. Eu levo eles pra fora da sala, ali pro pátio da escola mesmo. É só papel e lápis, nada complicado. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos e dou uns 20 minutos pra eles conversarem. Cada grupo tem que pensar em cinco perguntas relacionadas ao que provavelmente vai acontecer naquele dia ou na semana. Por exemplo, "Será que hoje vai estar muito calor à tarde?" ou "Será que o lanche da cantina vai ter suco de laranja?" Depois, a gente volta pra sala e cada grupo apresenta suas perguntas e discute as respostas com os colegas. Os meninos ficam super animados, especialmente o João e a Mariana, que sempre têm umas ideias engraçadas pra compartilhar. Da última vez, eles ficaram discutindo se o porteiro iria usar boné no dia seguinte — deu uma bela discussão pro pessoal pensar sobre previsões baseadas em observações.

A segunda atividade é a experiência com dados (o dado de jogar mesmo). Cada aluno recebe um dado para usar e a tarefa é lançar o dado vinte vezes e anotar quantas vezes sai cada número. Depois, a gente junta os resultados no quadro e analisa juntos quais números saíram mais. Essa leva cerca de 30 minutos no total. Os meninos adoram essa parte porque tem competição: quem acertou mais vezes cada número. O Pedro sempre fica empolgado e tenta até adivinhar o próximo número antes de jogar. Da última vez, ele estava quase convencido de que tinha um truque pra fazer o número seis sair mais! Mas aí foi legal porque conversamos sobre como o dado é feito pra ser justo, mas que algumas vezes um número pode parecer sair mais por pura sorte.

A terceira atividade envolve uma roleta simples de papelão com cores divididas desigualmente. Montamos isso em aula prática usando papelão velho e canetinhas coloridas — fácil de fazer com materiais da escola mesmo. Essa leva uns 40 minutos porque envolve um pouco mais de montagem e teste. A ideia é girar a roleta e anotar quantas vezes cada cor aparece em 30 giros. Antes de começar os giros, peço pros alunos preverem qual cor eles acham que vai aparecer mais e justificarem por quê. Aí entra aquela análise inicial sem precisar fazer conta complicada! O resultado sempre diverte a turma — tipo da última vez em que a Ana ficou surpresa ao ver como a cor amarela saiu bem menos do que o esperado. Eles discutem entre si e começam a perceber as probabilidades envolvidas sem precisar falar em números complicados.

O legal dessas atividades é ver os meninos começarem a desenvolver intuição pra essas situações do cotidiano onde probabilidades estão envolvidas — algo tão presente na nossa vida mas que às vezes passa batido pros pequenos se não tiver essa introdução prática. É incrível mesmo ver a evolução deles quando começam a trazer exemplos próprios de situações fora da escola em que notaram oportunidades de prever resultados prováveis. E assim, nesse jeito leve e interativo, eles vão se ligando nesse mundo das probabilidades sem nem perceber.

E aí? Quem aí tem alguma outra ideia bacana pra trabalhar essa habilidade? Compartilha aí!

E aí, continuando esse papo sobre a habilidade EF04MA26... Como é que eu percebo que os meninos realmente entenderam sobre probabilidade sem aplicar uma prova formal? Bom, o dia a dia na sala de aula é um laboratório aberto. Quando eu tô circulando pela sala, prestando atenção nas conversas e nos debates que eles fazem entre eles, consigo pegar umas pistas valiosas.

Olha, teve uma vez que o Joãozinho estava explicando pro Pedro por que era mais provável tirar uma bola vermelha da sacola naquela atividade que mencionei antes. Eu estava ali, meio de canto, só ouvindo. Ele falou: "Pedro, pensa comigo. Tem três bolas vermelhas e só uma azul. Se você misturar tudo e pegar uma sem olhar, é mais fácil sair uma vermelha, porque tem mais delas!" Quando escuto isso, já me dá aquele alívio: "ahá, ele entendeu a essência da coisa."

Outra situação massa foi quando a Maria estava conversando com a Ana e comentou algo do tipo: "Acho que chove mais fácil do que nevar aqui em Goiânia, né? Porque aqui faz calor pacas!" Essas conversas mostram que eles estão começando a ligar as coisas do cotidiano com o que estamos aprendendo. E quando um ajuda o outro, é muito gratificante ver como o aprendizado se fortalece.

Agora, sobre os erros mais comuns... Bom, tem uns clássicos. Teve a vez da Júlia, por exemplo. A gente tinha discutido um problema onde tinha cinco bolas verdes e duas amarelas numa sacola. Aí perguntei qual a cor mais provável de sair, e ela disse amarelo. Na hora eu saquei que ela simplesmente olhou pro número 2 como um número mágico ou algo assim. Aí parei tudo e disse: "Júlia, pensa bem... Se tem mais bolas verdes do que amarelas, qual é mais fácil de sair?" Ela pensou um pouco e corrigiu: "Ahhhhh, entendi... verde!"

Esses erros rolam geralmente porque a galera se empolga com números e esquece de comparar as quantidades de cada opção. É natural, mas aí cabe a mim direcionar de novo o pensamento deles de forma prática.

Agora, falando do Matheus e da Clara... O desafio é adaptar as atividades de forma que eles possam participar e aprender no ritmo deles. Matheus tem TDAH e costuma perder o foco bem fácil. Então com ele eu tento quebrar as atividades em partes menores e faço algumas pausas pra ele se mexer um pouco. Um material que ajuda demais são aqueles cubos coloridos de encaixar. Quando ele consegue visualizar as quantidades e mexer nas peças, ele foca melhor.

Já a Clara, com TEA, gosta de rotinas bem definidas. Com ela, eu faço questão de usar cartões visuais pra ela entender melhor o passo a passo das atividades. Às vezes ela se isola um pouco, então também dou prioridade pra atividades em duplas ou trios onde ela possa interagir sem pressão.

Bom, teve uma vez que tentei usar um aplicativo no tablet pra trabalhar essas noções de probabilidade com o Matheus e a Clara ao mesmo tempo. Achei que seria show! Mas acabei percebendo que eles estavam mais preocupados com as cores e sons do aplicativo do que com o conceito em si. Então deixei esses apps mais de lado e foquei nas atividades concretas mesmo.

No fim das contas, cada aluno me ensina algo novo todo dia. E eu sigo aprendendo com eles também! Se tem uma coisa que esses 14 anos na sala de aula me ensinaram é que não existe uma receita pronta pra ensinar. Tudo é adaptável. E é isso! Vou ficando por aqui hoje, espero ter contribuído um pouquinho com vocês no fórum! Até a próxima conversa!

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