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EF04MA27Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Analisar dados apresentados em tabelas simples ou de dupla entrada e em gráficos de colunas ou pictóricos, com base em informações das diferentes áreas do conhecimento, e produzir texto com a síntese de sua análise.

Probabilidade e estatísticaLeitura, interpretação e representação de dados em tabelas de dupla entrada, gráficos de colunas simples e agrupadas, gráficos de barras e colunas e gráficos pictóricos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF04MA27 com os meninos do 4º Ano é um desafio e tanto, mas também é uma coisa que dá muita satisfação. Quando a gente fala de analisar dados em tabelas e gráficos, parece uma coisa complicada, né? Mas na prática é mais simples do que parece. O aluno precisa conseguir olhar pra uma tabela ou um gráfico e entender o que eles estão contando, sabe? É tipo ler um livro, mas em vez de palavras e frases, a gente tem números, colunas e imagens. E mais importante, eles têm que ser capazes de colocar isso tudo em palavras, fazer uma síntese do que entenderam. É como traduzir o que o gráfico tá dizendo.

Pra galera do 4º Ano, isso é um passo além do que eles já viram no 3º Ano. Lá eles começaram a ter contato com as primeiras tabelas e gráficos mais simples. Agora a coisa fica um pouquinho mais complexa porque a gente introduz tabelas de dupla entrada e gráficos mais elaborados. Eu procuro sempre conectar com o que eles já sabem. Tipo assim, se no ano passado eles viram como contar quantos alunos preferem manga ao invés de banana numa tabela simples, este ano vão aprender a ver essa mesma informação numa tabela de dupla entrada que ainda mostra o gosto por outras frutas.

Agora vou contar umas atividades que faço lá com a turma pra ajudar a desenvolver essa habilidade. A primeira atividade que gosto muito de fazer é pedir pros alunos investigarem o lanche preferido da turma. Aí eu levo umas folhas quadriculadas, canetinhas coloridas e régua. A turma é dividida em grupinhos de 4 ou 5. Eles saem pela sala perguntando pra cada colega qual o lanche predileto: sanduíche, biscoito ou fruta. Depois disso, eles montam uma tabela simples com esses dados e desenham um gráfico de colunas. Eles demoram umas duas aulas pra fazer tudo isso. Os meninos ficam super animados porque envolve falar com todo mundo e ainda desenhar. Na última vez que fiz essa atividade, o João tava todo empolgado com as canetinhas coloridas e fez um gráfico lindo! A professora de artes até elogiou depois.

Outra atividade bem legal é trabalhar com temas que eles gostam muito: esportes! Eu levo para sala uns recortes de jornais e revistas esportivas que mostram estatísticas dos campeonatos de futebol ou dos jogos olímpicos. Aliás, antes disso eu dou uma aula rápida sobre como ler esses números e entender o básico do que eles representam. Aí eles se juntam em pares para analisar os dados e criar textos que resumem o que perceberam das tabelas ou gráficos esportivos. Essa atividade leva uma aula inteira, mas como é um assunto que eles gostam, a turma se concentra bastante e dá pra ver que aprendem muito bem. Na última vez, a Maria Clara não gostava muito de futebol, mas adorou descobrir quantos gols os times tinham feito no campeonato estadual só olhando uma tabela.

Por último, tem uma atividade super bacana em que a gente fala sobre o clima. Como aqui em Goiás o tempo muda bastante, eu trago uns gráficos de temperatura e chuva ao longo dos meses do ano na nossa cidade. A ideia é que cada aluno produza um texto dizendo quais meses são mais chuvosos ou mais quentes baseados nos gráficos apresentados. Tudo isso leva também umas duas aulas – uma para análise dos gráficos e outra para produzir o texto. E olha só: na última vez em que fizemos isso aí na sala, o Lucas nem acreditou quando viu que agosto era o mês mais seco! "Mas eu sempre pensei que setembro era pior!", ele comentou.

Bom, é isso aí! Trabalhar essa habilidade exige paciência e criatividade da nossa parte como professores, mas quando a turma começa a pegar o jeito e ver os dados como uma história sendo contada, é gratificante demais. As atividades precisam ser intuitivas e próximas da realidade deles para que façam sentido na cabecinha dos pequenos. Espero ter ajudado algum colega por aí com as ideias! Se tiverem outras sugestões ou quiserem discutir mais sobre isso, podem contar comigo! Até a próxima!

Olha, a gente percebe que o aluno aprendeu mesmo quando começa a rolar aquelas conversas na sala que mostram que eles tão usando o que aprenderam sem nem perceber. Tipo assim, às vezes tô circulando pela sala, passando pelas mesas e ouvindo as conversas. Aí escuto o Pedro explicando pra Isabela como ele entendeu que a barra daquele gráfico cresceu porque mais gente foi ao parque no final de semana do que durante a semana. Ele fala com tanta confiança que dá pra ver que ele sacou a ideia principal por trás do gráfico. Isso é um sinal claro de que ele tá entendendo.

Outra coisa legal de observar é quando um aluno levanta a mão e, em vez de perguntar, ele já tá dando a resposta e ainda explica o raciocínio. A Letícia é dessas, adora levantar a mão e explicar por que acha que os dados tão contando uma história específica. Ela faz isso com aquele entusiasmo, sabe? E às vezes erra, mas tá sempre disposta a refazer o caminho do pensamento dela. É tipo ver uma lâmpada acendendo na cabecinha deles!

Agora, quanto aos erros mais comuns... Ah, tem uns clássicos! O Lucas, por exemplo, sempre confunde o eixo X com o Y nos gráficos. Ele fica meio perdido e acaba tirando conclusões erradas porque lê os dados ao contrário. Eu vejo isso acontecendo quando ele fica franzindo a testa, olhando com dúvida pra tela. Quando pego isso na hora, procuro sentar do lado dele e mostrar como identificar cada eixo certinho, usar o dedo pra seguir e entender o que tá escrito ali.

E tem também aqueles erros de interpretação mais sutis. A Amanda costuma perder informação porque não lê as legendas dos gráficos. Teve uma vez que ela interpretou um gráfico de barras sobre frutas favoritas e achou que as barras representavam quantas frutas cada aluno tinha em casa. Quando percebi isso, fui lá e mostrei como ler atentamente cada detalhe ajudaria ela a entender melhor as informações apresentadas.

Com o Matheus, que tem TDAH, eu preciso adaptar bastante as atividades. Ele se distrai fácil quando a tarefa é muito longa ou repetitiva. Então, pro Matheus, eu tento quebrar as atividades em etapas menores e dou intervalos curtos entre elas pra ele relaxar um pouco. Uso bastante material visual também, tipo cartazes coloridos e jogos interativos no tablet da escola. Uma coisa que não funcionou foi tentar usar aquelas folhas enormes de exercícios de uma vez só; ele ficava ansioso e mais confuso.

Já com a Clara, que tem TEA, minha abordagem é diferente. Ela gosta de rotina e previsibilidade, então eu mantenho um cronograma bem claro do dia na lousa e aviso sempre antes de qualquer mudança. Com ela, uso materiais sensoriais para ajudar a manter o foco durante as atividades — coisas como massinhas ou aquelas bolinhas antiestresse. Também uso histórias em quadrinhos pra explicar conceitos matemáticos; ela adora quando os personagens falam sobre tabelas e gráficos! O desafio maior é nas atividades em grupo; aí preciso garantir que ela se sinta segura e bem acolhida pelos colegas.

No fim das contas, acho que ensinar é um eterno aprender também. Cada dia é uma oportunidade nova de entender melhor quem são nossos alunos e como eles aprendem do jeito deles. Aí vamos ajustando as velas conforme o vento muda! E é isso aí pessoal, sigo aqui na missão. Qualquer dúvida ou sugestão de vocês também é sempre bem-vinda! Até a próxima conversa!

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