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EF05MA03Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar e representar frações (menores e maiores que a unidade), associando-as ao resultado de uma divisão ou à ideia de parte de um todo, utilizando a reta numérica como recurso.

NúmerosRepresentação fracionária dos números racionais: reconhecimento, significados, leitura e representação na reta numérica
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF05MA03 da BNCC com os meninos do 5º Ano é um desafio, mas também é muito legal quando a gente vê eles pegando o jeito com as frações. Na prática, essa habilidade significa que os alunos precisam entender o que são frações de verdade. Não é só decorar que 1/2 é meio ou que 1/4 é um quarto, sabe? Eles têm que conseguir visualizar essas frações como partes de um todo, como se fosse uma pizza fatiada, e também entender que aquilo ali é o resultado de uma divisão. Então, por exemplo, se eu digo que 3/4 de uma pizza foi comida, eles têm que saber que isso quer dizer que dividiram a pizza em 4 partes e comeram 3. E a tal da reta numérica entra pra ajudar a visualizar esses pedaços e como eles se encaixam entre o 0 e o 1, ou até mais do que 1.

Os meninos já chegam no 5º Ano com uma noçãozinha de frações, principalmente aquelas frações que representam partes de um todo, tipo 1/2, 1/3 e assim por diante. Mas geralmente eles ainda não sacaram tão bem como essas frações se comportam na reta numérica ou como usar a ideia de divisão pra entender frações maiores que a unidade, tipo assim 5/3. Então é aí que a gente entra pra dar aquele empurrãozinho e fazer eles conectarem os pontos.

Uma atividade que faço sempre pra começar a trabalheira com frações é usar papel colorido e tesoura. Eu levo um monte de papel e divido a turma em grupos pequenos, tipo 4 ou 5. Cada grupo recebe papéis de cores diferentes e tesouras. Peço pra cortarem os papéis em pedaços iguais e depois montarem figuras, como quadrados ou retângulos. Daí o desafio: cada figura tem que ser dividida em partes iguais, tipo em 2, 3 ou 4 partes. Essa atividade dura uns bons 40 minutos porque os meninos ficam super engajados em cortar e criar as figuras. Eles reagem bem porque rola um clima de competição saudável entre os grupos pra ver quem consegue fazer as divisões mais certinhas. Na última vez que fizemos isso, o João Pedro se empolgou tanto que cortou um quadrado em 8 pedaços perfeitos. Ele ficou todo orgulhoso e os colegas bateram palma pra ele.

Depois disso, a gente vai pra segunda atividade, que é onde começa a parte das divisões nas frações. Uso barras de chocolate pras crianças dividirem entre elas. Cada barra vem quebrada assim em quadradinhos pequenos. Dou uma barra pra cada grupo e peço para dividirem entre si. A ideia é eles começarem a perceber que dividir uma barra de chocolate entre quatro pessoas resulta em cada um ficar com 1/4 da barra, por exemplo. Essa leva mais uns 30 minutos até todo mundo entender direitinho o conceito sem se empolgar demais com o chocolate. Aí sempre tem aquele aluno mais espertinho, tipo a Ana Clara da minha turma, que já fica de olho na quantidade de quadradinhos pra garantir sua parte justa.

Por último, depois dessa diversão toda, levo a galera pro quadro branco ou pro chão mesmo, se estiver calor demais pra ficar dentro da sala. Desenho uma reta numérica no chão com giz colorido e peço pros meninos colocarem as frações nos lugares certos na reta. Eles fazem isso usando cartões com frações escritas neles. Às vezes uso barbante no chão da sala mesmo pra fazer uma reta maior e mais visível pra todos trabalharem juntos. Essa atividade é rápida, uns 20 minutos dá conta. É legal ver como eles discutem entre si onde cada fração deve ficar na reta, tem sempre aquela confusão boa quando aparecem frações como 5/3 e eles precisam entender que passa do número 1 na reta.

Na última vez que fizemos essa parte da reta numérica, a Maria Luiza ficou na dúvida sobre onde colocar 3/2 na reta. Aí foi incrível ver como o Pedro Henrique chegou junto e explicou pra ela usando aquela lógica das divisões do chocolate: "Se 1 barra é todo mundo comendo dois quadradinhos, então três quadradinhos já passa do primeiro número". Ver essas trocas entre eles é o que faz tudo valer a pena.

No fim das contas, trabalhar essa habilidade com os meninos é sobre tornar as frações vivas e concretas no dia a dia deles. Com essas atividades simples mas eficazes, aos poucos eles vão sacando o lance das frações sem aquele sofrimento todo que muita gente acha que matemática é só teoria chata. Pra mim, é gratificante ver quando eles começam a entender e até curtir brincar com as frações. Até mais!

Eu percebo que os alunos realmente aprenderam a habilidade EF05MA03 quando começam a usar as frações de maneira espontânea nas conversas e atividades. Tipo assim, quando tô circulando pela sala e ouço um aluno explicando pro outro que 1/2 e 2/4 são a mesma coisa, aí eu penso "olha só, esse entendeu mesmo". Ou quando eles tão jogando algum jogo de tabuleiro e um deles comenta que tem 3/8 de chance de ganhar a próxima rodada. É nesses pequenos momentos, fora do quadro e do livro, que eu vejo o aprendizado se consolidando.

Teve um dia que uma aluna, a Mariana, tava explicando pro colega como dividir uma barra de chocolate imaginária em partes iguais e usou as frações direitinho. Ela disse algo tipo "se a gente dividir em 4 partes, cada um vai ficar com 1/4". O colega dela ficou meio confuso e aí ela pegou um papel qualquer, desenhou a barra e mostrou como dividir. Nessa hora, é claro pra mim que a Mariana compreendeu o conceito de fração não só como número, mas como parte de algo maior.

Agora, os erros mais comuns... Ah, esses têm seus padrões! Muita galera confunde divisão com multiplicação na hora de fazer as contas com frações. Tipo, o Lucas uma vez errou porque ele achou que somar 1/2 com 1/4 dava 2/6. Aí eu fui lá e expliquei que antes de somar esses caras ele precisava encontrar um denominador comum. Costumo usar muito papel quadriculado pra mostrar como ajustar essas frações na prática, desenhando retângulos e dividindo eles visualmente. Outra coisa é quando eles invertem numerador com denominador na hora de escrever, tipo colocando 3/4 como 4/3 – isso é mais confusão visual mesmo, às vezes por pressa.

Aí quando eu pego esses erros na hora, tento sempre fazer com que eles entendam o porquê do erro em vez de só corrigir. No caso do Lucas, por exemplo, nós fizemos uma atividade prática onde ele podia manipular pedaços de papel representando diferentes frações. Isso ajuda porque eles veem as frações ganhando forma concreta. Isso de tocar no material às vezes faz toda a diferença.

Agora sobre o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tá no espectro do autismo, eu preciso adaptar as atividades pra garantir que eles também consigam aprender. Com o Matheus, eu uso muito mais atividades físicas e jogos que envolvem movimento pra manter ele engajado. Ele adora jogos de tabuleiro onde as peças são frações – isso faz ele ficar focado por mais tempo do que numa aula tradicional. E tenho algumas cartas com figuras coloridas para ajudar ele a visualizar melhor as contas.

Pra Clara, é um pouco diferente. Ela responde melhor a rotinas bem estruturadas e previsíveis. Então, a gente estabelece passo a passo antes das atividades e ela tem sempre uma pequena lista dela pra seguir. Isso ajuda ela a se sentir mais segura durante as tarefas. Também uso gráficos visualmente claros e cores pra separar os conceitos – ela tem grande facilidade em associar cores aos números.

Já testei algumas coisas que não deram certo também. Por exemplo, criar situações complexas demais em jogos pras crianças resolverem em grupo não funciona bem nem pro Matheus nem pra Clara. O Matheus dispersa fácil demais nessas horas e a Clara fica sobrecarregada com muita informação ao mesmo tempo. Então aprendi que simplificar sem perder o conteúdo essencial é o melhor caminho pra ajudá-los.

Bom pessoal, essa é minha experiência com essa habilidade de frações no 5º Ano. Tem sempre muita coisa acontecendo na sala de aula e cada dia é uma descoberta nova tanto pros alunos quanto pra mim como professor. Espero ter contribuído aí com vocês e tô sempre aberto a ouvir dicas e experiências dos colegas também! Até a próxima!

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