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EF05MA04Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar frações equivalentes.

NúmerosComparação e ordenação de números racionais na representação decimal e na fracionária utilizando a noção de equivalência
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala em identificar frações equivalentes lá no 5º ano, o que tô querendo é que os meninos e as meninas entendam que duas frações podem representar a mesma quantidade, mesmo que os números sejam diferentes. Tipo assim, se eu tenho 1/2 e 2/4, eles são iguais porque representam a mesma parte de um todo. Eles precisam captar que a diferença tá só nos números, mas não no tamanho da pizza que eles representam, sabe?

Então, na prática, o aluno tem que conseguir pegar duas frações e dizer "ah, essas aqui são equivalentes" ou "não, essas são diferentes". Isso se liga com o que eles já viram lá no 4º ano sobre dividir um todo em partes iguais. A ideia agora é aprofundar isso e fazer eles perceberem que dá pra ter pedaços diferentes que, no fim das contas, são a mesma coisa. E isso é bem legal porque a meninada começa a ver números de um jeito diferente, mais flexível.

A primeira atividade que gosto de fazer é o famoso "jogo da pizza". Eu levo pra sala uns círculos de papel colorido que eu mesmo faço em casa. Cada círculo é uma "pizza" e eu corto essas pizzas em diferentes quantidades de fatias: 2, 3, 4, 6 e por aí vai. Cada grupo de alunos fica com uma "pizza" de cor diferente. A galera se divide em grupos de quatro ou cinco. Aí eu falo: "Ó, o desafio é vocês acharem pizzas equivalentes." Então eles começam a juntar as fatias das cores diferentes pra ver quais frações estão mostrando o mesmo pedaço da pizza original.

Essa atividade leva uns 40 minutos. No começo, tem aquela bagunça básica porque eles ficam empolgados pra mexer nos materiais. Mas depois você vê os olhinhos brilhando quando descobrem equivalências novas por conta própria. Da última vez que fiz essa atividade, o João e a Ana começaram a discutir se 3/6 e 1/2 eram mesmo equivalentes. Eles ficaram um tempão ali argumentando até que a Ana pegou uma fatia de uma cor e mostrou como encaixava certinho na outra metade da pizza. Foi um momento "eureca" tão bonito de ver!

Outra atividade bacana que faço é com régua de frações. Aí uso papel quadriculado que peço pros alunos trazerem. Cada aluno recebe uma folha e um conjunto de frações que já fiz na lousa: 1/2, 1/3, 1/4 até 1/12. Eles desenham retângulos divididos de acordo com essas frações na régua de papel. O objetivo é comparar cada uma e encontrar quais delas têm o mesmo comprimento na régua.

Organizo eles em duplas pra essa atividade. Dá uns 30 minutos de trabalho mais concentrado. Com as réguas prontas, eles ficam se ajudando a alinhar as frações e descobrir as equivalências visuais. Na última vez que fizemos essa atividade, o Lucas e a Mariana estavam meio perdidos no começo sobre como dividir os retângulos certinho, mas depois que pegaram o jeito foi só alegria. O Lucas até virou pro colega do lado e disse: "Olha aqui como 2/8 é igualzinho a 1/4!" Foi bonito ver o Lucas explicando o raciocínio dele pros outros com tanta confiança.

A terceira atividade é mais prática ainda: usamos materiais concretos como tampinhas de garrafa PET ou cubinhos de Lego. Peço pras crianças trazerem um monte desses materiais de casa — sempre tem alguém que traz uns sacos cheios! A ideia é criar conjuntos com quantidades diferentes de tampinhas ou cubinhos e depois dividir esses conjuntos em partes iguais pra formar frações equivalentes.

A turma toda participa ao mesmo tempo nessa atividade, porque cada aluno pode manipular seu próprio conjunto de materiais. Dura uns 50 minutos facilmente porque eles gostam muito dessa parte prática e conseguem ver na mão como as frações podem ser equivalentes mesmo com números diferentes. Na última aula usando tampinhas, vi a Clara ajudar o Pedro a entender porque 5/10 e 1/2 estavam mostrando o mesmo pedaço do conjunto deles. Achei tão legal ver a solidariedade deles no aprendizado!

E assim vamos indo: devagar e sempre! É muito bacana ver os alunos descobrindo esse mundo novo das frações equivalentes. Quando eles conseguem identificar essas equivalências sozinhos ou explicar pra um amigo como funciona, você sente que tá fazendo alguma coisa certa ali na sala de aula! É isso aí galera, bora continuar trocando ideias!

Então, gente, entender se o aluno aprendeu mesmo sem aplicar prova formal é uma arte, viu? Tem que estar atento ao comportamento deles no dia a dia. Eu fico de olho quando tô circulando pela sala, sabe? Tipo, você vai andando ali entre as mesas, dá uma olhada no caderno de um, ouve o que o outro tá falando pro colega. Às vezes você pega aquele momento em que o aluno tá explicando pro amigo e você pensa: "ah, esse entendeu".

Teve uma vez um aluno que eu vou chamar de Pedro. Ele tava ali conversando com a amiga dele, a Mariana, sobre frações. E ele mandou um "não, não, Mariana! Olha aqui, 3/6 é igual a 1/2, é só dividir por 3!". Quando eu ouvi isso, pensei: tá aí um que sacou a ideia das frações equivalentes. E é nesses momentos informais que eu vejo o aprendizado real aparecendo.

Outra coisa que eu faço é observar quando eles começam a usar o conceito em outras situações. Por exemplo, se tô falando sobre porcentagem e alguém solta um "é tipo aquela história das frações equivalentes", já sei que fez a conexão certa. Esses insights são ouro!

Agora, quanto aos erros mais comuns... Bom, tem uns clássicos, né? Um erro que vejo muito é quando os meninos e meninas confundem simplificar uma fração com reduzi-la ao máximo. Já teve a Joana que jurava de pé junto que 4/8 não era o mesmo que 1/2 porque ela tinha simplificado só até 2/4 e parou ali. E isso acontece porque às vezes eles decoram o procedimento de simplificar sem entender o porquê. Aí eu paro tudo e explico o conceito de simplificação com exemplos concretos de divisão de pizza ou de doces. Mostro como você pode cortar os pedaços mais e mais até sobrar só a essência.

Outra situação frequente é quando eles querem encontrar frações equivalentes só multiplicando pelo mesmo número no numerador e denominador, mas esquecem de testar se dá certo com divisão também. Teve um caso do Lucas que vivia multiplicando tudo por 2 e achava um monte de equivalentes sem testar com outros números. Nessas horas, pego pelo braço (metaforicamente, claro) e levo ele em um exemplo prático pra ver como funciona na prática.

Agora, falando do Matheus e da Clara... Eles são alunos especiais pra mim porque me desafiam a cada dia a ser um professor melhor. O Matheus tem TDAH e a Clara tem TEA. Pra eles, eu tenho que adaptar as atividades bastante. Por exemplo, pro Matheus, eu tento quebrar as atividades em passos menores e dou pausas programadas pra ele se mover um pouco sem perder o fio da meada. E sempre funciona melhor quando dou metas curtas com recompensas pequenas ao longo do caminho: tipo assim "termina essa parte aqui e depois pode tomar água".

Com a Clara, é um pouco diferente porque ela gosta de rotina e previsibilidade. Então eu sempre explico antes como vai ser a aula toda, mostro no quadro o que vem depois do quê. E tento usar muito material visual porque ela responde melhor assim. Imagens coloridas ajudam bastante no entendimento dela sobre as frações equivalentes.

Mas olha só: nem tudo são flores. Já tentei usar jogos online tanto com ele quanto com ela pensando que ia ser mais dinâmico e ajudar na atenção do Matheus e no interesse da Clara. Só que não rolou bem como esperado: o Matheus ficava perdido com as muitas animações dos jogos e a Clara acabou frustrada porque não entendia as regras tão rápido.

Bom, gente, é isso! Espero ter contribuído um pouquinho aí compartilhando essas experiências do dia a dia na sala de aula. A gente aprende muito também com esses desafios todos os dias. Abraço a todos e até mais!

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