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EF05MA06Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Associar as representações 10%, 25%, 50%, 75% e 100% respectivamente à décima parte, quarta parte, metade, três quartos e um inteiro, para calcular porcentagens, utilizando estratégias pessoais, cálculo mental e calculadora, em contextos de educação financeira, entre outros.

NúmerosCálculo de porcentagens e representação fracionária
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF05MA06 da BNCC é uma daquelas que parecem complicadas, mas quando a gente traduz pro dia a dia dos meninos fica bem mais fácil de entender. Basicamente, o que a habilidade quer é que os alunos consigam associar essas porcentagens básicas como 10%, 25%, 50%, 75% e 100% com frações. A ideia é fazer eles entenderem que 10% é como se fosse um décimo, 25% uma quarta parte, e assim por diante. É super importante porque, mais pra frente, eles vão usar isso em várias situações práticas, tipo em educação financeira.

Aí, como é que eu explico isso pros meninos? Eu falo pra eles pensarem nesses números como partes de alguma coisa que eles já conhecem, tipo uma pizza. Então, se a gente tá falando de 50%, eles logo lembram que é a metade da pizza. Se é 25%, então imagina dividir a pizza em quatro pedaços e pegar um. E assim vai. No ano anterior, eles já tiveram contato com frações básicas, então isso ajuda demais. Eles sabem que cortar algo em pedaços iguais faz parte da matemática.

Agora vou contar o que a gente faz na sala de aula. A primeira atividade que eu gosto de fazer é com dinheiro de papel. Sabe aquelas notas de brinquedo? Então, eu uso essas notas. A gente faz um mercadinho na sala. Divido a turma em grupos pequenos de 4 ou 5 porque assim dá pra todo mundo participar. Cada grupo tem um "caixa", e eu dou uma quantidade específica de dinheiro pra cada grupo. Todo mundo tem que comprar e vender coisas do mercadinho, e aí eu vou jogando uns desafios do tipo "vocês têm que dar 50% de desconto nesse produto" ou "quanto vocês vão pagar se ele custa 25 reais e tem um desconto de 10%?". É rapidinho, uns 30 minutos no máximo, mas é bem dinâmico.

E quando a gente fez isso da última vez, o João se empolgou tanto no papel de caixa que começou a fazer diferente: ele queria dar desconto de 15%, e aí expliquei pra ele que isso ia além do que estávamos praticando naquele dia. Mas achei ótimo porque mostra o interesse dele em avançar mais.

Outra atividade divertida é com os famosos cartões de porcentagem. Eu corto cartolinas em retângulos e escrevo diferentes porcentagens nelas. Também faço o mesmo com frações correspondentes. Divido a turma em duplas e distribuo os cartões misturados pra cada dupla organizar como se fosse um jogo da memória. Eles têm que encontrar pares de porcentagem com fração correspondente, tipo 10% com 1/10. Essa leva uns 20 minutos, mas é ótima pra fixar o conceito.

Na última vez que fizemos isso, a Maria e a Luíza estavam numa dupla e demoraram um tempo maior pra acertar todos os pares. Mas aí a Maria soltou: "Ah! Agora eu entendi porque a gente sempre fala metade quando falamos de 50%! É o mesmo!". Ver aquele estalo na cabeça deles é sensacional.

A terceira atividade envolve calculadoras. Parece simples demais deixar as crianças usarem calculadora, né? Mas olha só: dou situações-problema pra eles resolverem usando as calculadoras justamente pra focar mais no raciocínio do que no cálculo manual. Por exemplo: "Se você tem R$200 e quer gastar apenas 75%, quanto vai sobrar?". Eles têm que primeiro transformar essa porcentagem em número decimal ou usar direto na calculadora. Essa atividade costuma levar mais tempo, uns 40 minutos.

E vou te contar: o Pedro fez questão de calcular tudo no papel antes mesmo de usar a calculadora porque ele queria ter certeza de que tinha entendido direitinho sem depender da máquina. Impressionante!

No final das contas, o mais importante dessas atividades não é só acertar o cálculo, mas entender o porquê desses números serem importantes e como eles aparecem na vida real deles. E ver os meninos se empolgando com essa ideia me dá uma baita satisfação. Bom, é isso por hoje! Espero que essas ideias ajudem aí na sua sala também!

Aí gente, continuando nossa conversa sobre a habilidade EF05MA06, vou contar como que eu percebo que os alunos realmente entenderam o conteúdo, sem precisar dar aquela prova formal. Bom, eu sempre circulo bastante pela sala enquanto eles tão fazendo as atividades. Gosto de ouvir as conversas, ver como que eles tão interagindo com o material e entre eles. Têm uns momentos que são bem reveladores, sabe?

Tipo, teve um dia que eu tava andando pela sala e vi a Maria Clara explicando pro Lucas como que 25% é igual a 1/4 usando um pedaço de chocolate que tava no lanche dela. Ela falou: "Olha Lucas, se a gente dividir esse chocolate aqui em quatro partes iguais e pegar uma parte só, isso é 1/4. E também é 25%, porque 100 dividido por 4 dá 25". Aí eu pensei: "Ah, essa entendeu direitinho!". É nesses momentos que você saca que o aluno pegou o espírito da coisa, sem precisar de prova.

Outro caso foi com o Joãozinho. Eu ouvi ele discutindo com a Ana sobre quanto seria 50% de um valor qualquer e ele usou como exemplo metade do time de futebol da escola. Ele disse: "Se a gente tem dois times iguais e tira metade dos jogadores de um deles, isso é 50%". É nessas sacadas do dia a dia que você percebe se eles tão conectando os conceitos com situações reais.

Agora, falando dos erros mais comuns que os alunos cometem nesse conteúdo, olha... tem uns que são clássicos. Por exemplo, o Pedro sempre misturava fração com decimal. Ele dizia que 0,25 era igual a 2/5 em vez de 1/4. Esse tipo de confusão acontece muito porque a gente tá lidando com dois conceitos numéricos bem diferentes e a galera às vezes esquece de fazer aquela conversão básica antes.

Aí o jeito é pegar no erro na hora mesmo. Quando eu via isso, chamava o Pedro pro canto e explicava calmamente usando exemplos concretos. Pegava uma folha de papel, dividia em dez partes e mostrava por que 0,25 era 1/4 e não 2/5. A prática ajuda demais!

Outra situação comum é quando confundem porcentagem com as frações do jeito errado. Tipo o Carlos falando que 10% era igual a 1/10 mas quando fazia os cálculos acabava multiplicando errado ou esquecendo de mover a vírgula nos decimais. Esse tipo de erro geralmente acontece por falta de prática mesmo, então sempre procuro dar atenção nessa hora da multiplicação.

E agora falando do Matheus e da Clara... Eu tenho bastante coisa pra ajustar nas atividades quando penso neles. O Matheus tem TDAH e pra ele eu preciso garantir um ambiente com menos distrações. Então sempre dou a ele folhas coloridas ou texturas diferentes em materiais onde ele possa tocar e ver na prática o conceito. Por exemplo, usar blocos para ele visualizar as frações e porcentagens ajuda muito.

Já com a Clara que tem TEA, preciso adaptar de outra forma. Ela se dá melhor com rotinas bem estabelecidas e precisa saber o que vai acontecer em cada etapa da aula. Crio cronogramas visuais pra ela acompanhar cada atividade do dia. Isso já me salvou várias vezes! Ah, e claro: sempre deixo materiais extra no jeito pra quando ela termina uma atividade antes dos outros ou não quer fazer algo específico.

O tempo também é uma coisa que eu tenho que ajustar. Com o Matheus, às vezes divido a atividade em partes menores pra ele não perder o foco completamente e com a Clara eu dou mais tempo para lidar com mudanças na rotina ou atividades inesperadas.

Olha só, já compartilhei bastante hoje! Espero que essas experiências possam ajudar quem tá lidando com situações parecidas na escola. Qualquer coisa tô por aqui no fórum pra gente trocar ideia. Abraço!

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