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EF05MA19Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Resolver e elaborar problemas envolvendo medidas das grandezas comprimento, área, massa, tempo, temperatura e capacidade, recorrendo a transformações entre as unidades mais usuais em contextos socioculturais.

Grandezas e medidasMedidas de comprimento, área, massa, tempo, temperatura e capacidade: utilização de unidades convencionais e relações entre as unidades de medida mais usuais
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando eu vejo essa habilidade EF05MA19, eu sempre penso que é um jeito de fazer as crianças entenderem o mundo através dos números. Resumindo, a galera do 5º ano tem que conseguir perceber e resolver problemas do dia a dia usando medidas. Tipo saber que se você medir a altura de uma porta, pode ser em metros ou em centímetros. Eles têm que se virar entre essas unidades de medida que são mais comuns, porque na vida real é assim: uma hora você mede em m², outra em litros, e por aí vai. Essa habilidade é meio que uma continuação do que os meninos viram no 4º ano. Lá eles começavam a entender essas medidas de forma mais básica, tipo o que é um metro ou um litro. Agora no 5º, eles precisam trabalhar mais com as transformações entre essas unidades.

Por aqui eu costumo criar atividades que liguem a matemática com coisas que eles encontram no dia a dia. Isso torna o aprendizado mais significativo e ajuda os meninos a verem utilidade no que estão aprendendo.

Uma das atividades que faço é a "Feira das Medidas". Eu organizo uma mini-feira dentro da sala onde cada grupo de alunos tem uma banca com produtos fictícios, tipo frutas, sacos de arroz e garrafas de água. Eu uso coisas simples como embalagens vazias e caixas de papelão. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco, cada um responsável por calcular medidas e fazer etiquetas com as medidas e preços dos produtos em diferentes unidades (gramas e quilogramas, por exemplo). Eles têm cerca de 50 minutos pra organizar tudo isso. O interessante é ver como eles se engajam nessa brincadeira séria, né? Da última vez o Pedro e a Camila estavam numa discussão superanimada sobre como converter medidas. Pedro ficou todo empolgado quando percebeu que 1 kg era igual a 1000 g e saiu explicando pros colegas do grupo.

Outra atividade é a "Corrida do Tempo". Essa é bem prática e coloca todo mundo pra se mexer. Na quadra da escola, eu marco um percurso simples com cones ou giz – coisa que não demora cinco minutos pra preparar – e divido a turma em grupos pequenos, tipo três ou quatro alunos cada. O objetivo é medir o tempo que cada grupo leva pra completar o percurso correndo, depois caminhar e comparar os tempos em diferentes unidades (segundos e minutos). Eles fazem isso em cerca de 30 minutos no total. É uma atividade rápida e divertida. Na última vez que fizemos, a Júlia não parava de rir porque calculou errado o tempo dela em minutos, mas logo entendeu onde errou quando viu os segundos no cronômetro. Isso faz eles entenderem na prática como tempo e movimento estão relacionados.

A terceira atividade é sobre temperatura: "A Cozinha das Medidas". Aqui eu levo termômetros simples – aqueles pra medir temperatura ambiente – e algumas receitas fáceis (tipo limonada ou gelatina). Em duplas, eles têm que medir a temperatura dos ingredientes antes e depois do preparo usando graus Celsius e depois transformar isso pra Fahrenheit (mais por curiosidade, porque é bem raro usar aqui). Geralmente leva uns 40 minutos essa bagunça organizada. Na última vez o Lucas ficou surpreso ao perceber como a temperatura mudava rápido quando misturavam os ingredientes gelados com água morna. Quando ele conseguiu converter as temperaturas sozinho, ficou todo orgulhoso.

O mais bacana dessas atividades é ver como os alunos começam a trazer exemplos do dia a dia depois disso. Outro dia mesmo o Tiago veio me contar todo feliz que ajudou a mãe a medir os ingredientes pra um bolo e conseguiu converter tudo certinho. Isso mostra que eles estão entendendo o sentido das coisas, como medir o mundo ao redor faz parte da vida deles.

E aí, meus amigos professores? Como vocês trabalham essa habilidade com os seus alunos? A troca de experiências ajuda muito! Bora continuar nessa jornada juntos!

E aí, pra perceber que os alunos realmente entenderam a EF05MA19 sem precisar de uma prova formal, eu fico sempre de olho durante as atividades em sala. Quando eu circulo entre as mesas, dá pra pegar pequenas coisas que mostram que o aluno sacou a ideia. Tipo, às vezes, você escuta eles trocando ideia: “Olha, eu acho que é melhor medir em metros aqui porque é maior” ou “Você tem que multiplicar esse valor pra achar quantos centímetros são”. Outra coisa legal é quando um aluno explica pro outro e você percebe que o moleque tá usando os termos certos, ou seja, entendeu o conceito. Teve uma vez que a Maria tava explicando pro João como converter de metros pra centímetros e ela falou de um jeito tão seguro e claro que rolou aquele momento "ah, essa entendeu". E não é só falar o certo, mas quando eles corrigem os colegas também. Eu vi o Pedro corrigindo a Sofia sobre a unidade de medida certa pra volume e pensei "é isso aí, moleque".

Mas olha, nem tudo são flores. Os erros comuns aparecem e são mais frequentes do que a gente gostaria. Um erro que vejo direto é quando os moleques confundem as unidades de medida. Tipo assim, o Gabriel uma vez tentou medir a área de uma folha em litros! Aí eu precisei parar tudo e dar aquela explicação rápida: "Gabriel, área é espaço, volume é quantia de líquido". Às vezes eles também erram na conversão das unidades. É comum ver alguém trocando metro quadrado por metro cúbico sem nem perceber a diferença. Isso acontece porque, no dia a dia deles, as unidades são muito abstratas e eles ainda estão pegando o jeito de associar isso com coisas reais. Quando eu pego um erro desses na hora, eu chamo o aluno num canto ou enquanto tô circulando mesmo e pergunto sobre o processo de pensamento dele. Normalmente eu faço isso com perguntas tipo: "Por que você escolheu essa unidade?" ou "Como você chegou nesse número?". Isso ajuda a clarear onde tá o erro.

Agora, no caso do Matheus que tem TDAH e da Clara que tem TEA, eu faço algumas adaptações. Olha, com o Matheus, que tem aquela energia toda e se distrai fácil, eu tento manter as atividades mais dinâmicas. Coisas como jogos de medição ou atividades práticas onde ele possa se mexer fazem muita diferença. Teve uma vez que usei um jogo de cartas onde ele precisava combinar medidas e ele ficou super envolvido. Já tentei também dar tarefas menores e mais segmentadas pra ele, tipo um problema por vez em vez de uma lista inteira. Isso ajuda ele a não se sentir sobrecarregado.

Com a Clara que tem TEA, foco muito em rotinas e previsibilidade. Eu explico detalhadamente como vai ser cada atividade antes de começarmos e uso bastante material visual. Por exemplo, quando estamos estudando conversão de medidas, uso cartazes coloridos com exemplos visuais porque sei que ela responde bem a esse tipo de estímulo. Uma coisa que não funcionou foi tentar introduzir muitas novas ideias ao mesmo tempo. Com ela precisa ser passo a passo, de forma consistente e bem explicada.

No final das contas, me adapto conforme vou percebendo o que funciona melhor pra cada um no dia a dia da sala. E olha, dá um baita orgulho ver esses meninos conseguindo aplicar as coisas fora do papel. É isso por hoje pessoal! Se alguém tiver alguma dica ou quiser compartilhar suas experiências com atividades práticas matemáticas, tô aqui pra ouvir e trocar ideia! Até mais!

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