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EF05MA21Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Reconhecer volume como grandeza associada a sólidos geométricos e medir volumes por meio de empilhamento de cubos, utilizando, preferencialmente, objetos concretos.

Grandezas e medidasNoção de volume
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF05MA21 aí é uma que eu gosto de trabalhar porque dá pra usar muito material concreto e a galera adora colocar a mão na massa. Quando a gente fala em reconhecer volume, estamos falando de entender o espaço que um objeto ocupa. Não é só ver, mas também medir esse espaço usando, por exemplo, cubos. A ideia é que os alunos consigam olhar pra um sólido geométrico e consigam meio que perceber quantos cubinhos daquele cabem ali.

Na prática, no 4º ano eles já tinham uma noção básica de formas geométricas, tipo cubos, paralelepípedos e tal. Eles sabem identificar o que são arestas, vértices, faces, mas agora a gente quer dar um passo a mais. Queremos que eles entendam que o volume é como se fosse a tridimensionalidade do espaço ali dentro do sólido.

A primeira atividade que faço é super simples: uso aqueles cubos de montar, tipo lego genérico. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco e dou uma quantidade igual de cubos pra cada grupo. Peço pra eles formarem um paralelepípedo qualquer e depois desmontar e tentar formar outros sólidos com a mesma quantidade de cubos. Isso mostra que diferentes formas podem ter o mesmo volume, sacou?

Geralmente essa atividade leva uns 30 minutos. Todas as vezes que fiz, os alunos ficam empolgados, principalmente quando percebem que o mesmo número de cubos pode formar sólidos bem diferentes. Lembro da última vez, o João fez um super retângulo comprido com os cubos dele e ficou todo orgulhoso dizendo que tinha criado o "super paralelepípedo". Aí veio a Ana e desmontou tudo rapidamente pra criar uma forma mais compacta, gerando risadas da turma toda.

A segunda atividade é mais sobre medir mesmo. A gente faz o seguinte: pego umas caixas de papelão pequenas que consigo no supermercado aqui perto de casa e distribuo pra turma em duplas. Peço pra eles imaginem quantos cubinhos iguais àqueles de montar caberiam dentro da caixa sem deixar espaço sobrando. Depois, eles vão lá e medem mesmo com os cubinhos, colocando dentro da caixa pra ver se a estimativa tava certa.

Essa atividade costuma demorar uns 40 minutos porque eles discutem bastante entre si sobre as estimativas antes de partir pra medição real. É legal ver como eles começam a usar termos como largura, comprimento e altura com mais propriedade. Quando fiz isso da última vez, o Pedro estava medindo uma caixa com a Maria e eles brigaram porque um achava que cabiam 12 cubinhos e outro 16. No fim, deu 14, foi uma boa oportunidade para falar sobre erro de aproximação.

E a terceira atividade é sobre aplicar isso tudo num contexto mais real. Levo a turma pro pátio e lá a gente tem um tanque de areia pequeno. Peço pra cada grupo criar um "castelo" ou uma "montanha" usando baldinhos que tenham formatos cúbicos ou retangulares. A condição é tentar fazer algo visualmente maior mas com o mesmo número de baldinhos. Depois a gente discute quais formas parecem ocupar mais espaço visual e por quê.

Essa atividade é um sucesso sempre e leva quase uma aula inteira porque eles adoram mexer na areia (quem não gosta, né?). Na última vez que fizemos isso, o Lucas inventou de tentar fazer uma pirâmide ao invés de um castelo. Saiu bem torto, mas ele tava super satisfeito dizendo que era uma pirâmide egípcia desmoronada e todo mundo riu muito.

Então é isso! Essas atividades são bem práticas e ajudam muito os meninos a entenderem esse conceito de volume na vida real mesmo. Não adianta só falar ou desenhar no quadro, né? Tem que deixar eles experimentarem pra valer! E aí na sua turma, como você faz? Espero ter ajudado com minhas ideias!

Agora, continuando aqui, olha, perceber que os alunos realmente aprenderam sem aplicar uma prova formal é bem mais sobre a sensibilidade e a observação do dia a dia. Quando tô circulando pela sala, eu fico de olho nas conversas que eles têm entre eles, na forma como se comunicam e explicam uns pros outros. Tem uma hora especial que adoro observar, que é quando um aluno tenta explicar pro colega como ele resolveu um problema. Aí você percebe na hora se ele realmente entendeu ou tá só reproduzindo algo decorado.

Teve uma vez o Joãozinho, ele tava explicando para a Maria como calcular o volume de uma caixa que a gente fez com papelão. Ele pegou um monte de cubinhos e foi colocando dentro, aí falou assim: "Maria, a gente tem que ver quantas camadas de cubinhos tem, olha, conta comigo, é tipo uma pilha aqui dentro". Enquanto ele fazia isso, vi que ele tava usando o conceito de volume na prática, entendendo que eram as camadas de cubinhos que davam a medida do espaço ocupado. Foi ali que percebi: "ah, esse entendeu".

Outra situação foi quando a Ana tava resolvendo um exercício e começou a brincar com os cubos. Ela falou: "É como se eu tivesse empilhando bloquinhos". Quando ela mencionou os 'bloquinhos' e fez a ação de empilhar e contar, percebi que ela também tinha captado a ideia de volume. Essas pequenas interações me mostram muito mais do que uma prova cheia de números.

Mas claro, os erros vêm junto nesse processo. Um erro comum é que alguns confundem área com volume. O Pedro, por exemplo, tava com dificuldade porque via a base do objeto e falava: "Ah, eu vou multiplicar só aqui essa parte", esquecendo das camadas pra cima. É normal esse tipo de confusão no início. Aí quando pego o erro na hora, eu paro tudo e volto a usar os cubinhos. Falo algo tipo: "Pedro, tá vendo essa base? Agora vamos ver quantas vezes essa base se repete pra cima". Vou mostrando isso com paciência até ele sacar.

Outra dificuldade é com aqueles números mais abstratos. A Júlia até conseguia visualizar os volumes com os cubos, mas quando trocava por números num exercício escrito, às vezes ela errava a conta porque esquecia de multiplicar todos os lados. Nesses casos, pego algo concreto de novo pra ela ver e fazer junto.

Agora falando do Matheus e da Clara, bom, o Matheus tem TDAH então ele costuma se distrair bastante. O que funciona pra ele é dar atividades mais dinâmicas onde ele possa estar sempre em movimento. Eu deixo ele ser o "líder" da montagem dos cubos em alguns momentos ou fazer parte da distribuição dos materiais na sala. Isso ajuda ele a se concentrar porque tá engajado na atividade; tá vendo o resultado ali em tempo real.

Com a Clara, que tem TEA, procuro dar tarefas bem estruturadas e visuais. O uso de cores diferentes pros cubinhos ajuda ela a identificar melhor as camadas e entender o conceito de volume sem se perder tanto nos detalhes. Às vezes eu uso também cartões com instruções bem específicas pra ela seguir passo a passo. Isso dá segurança pra ela ir avançando sem depender tanto dos outros.

O que não funcionou muito bem foi tentar usar jogos digitais diretamente com eles sem supervisão ali do lado. O Matheus ficava muito disperso com as opções infinitas de cliques e a Clara às vezes não conseguia seguir o raciocínio dos jogos por serem muito rápidos ou terem muitos estímulos simultâneos.

No fim das contas, o segredo é adaptar mesmo. Cada aluno tem um jeito único de aprender e entender as coisas e cabe a nós professores ir ajustando as velas conforme o vento muda. E olha só gente, já falei demais por hoje! Espero que essas experiências ajudem vocês aí também nesse desafio diário de ensinar matemática de forma envolvente e significativa. Se tiverem mais dicas ou passarem por situações parecidas, compartilhem aqui também! Valeu pessoal!

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